Momento Economia

Dólar comercial fecha abaixo de R$ 5 pela primeira vez em duas semanas

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Em meio ao clima de alívio nos mercados globais, o mercado financeiro teve mais um dia de recuperação. A bolsa de valores subiu pela terceira sessão seguida e voltou a aproximar-se dos 80 mil pontos. O dólar fechou abaixo de R$ 5 pela primeira vez em quase duas semanas.

O índice Ibovespa, da B3, a Bolsa de Valores brasileira, fechou esta quinta-feira (26) aos 77.709 pontos. O índice, que chegou a operar com alta de 5% por volta das 12h30, desacelerou durante a tarde, mas fechou com valorização de 3,67%.

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 4,996, com recuo de R$ 0,038 (-0,75%). A última vez em que a moeda norte-americana tinha fechado abaixo de R$ 5 tinha sido no último dia 13 (R$ 4,81). A cotação operou em baixa durante praticamente todo o dia. Na mínima do dia, por volta das 11h30, a moeda chegou a ser vendida a R$ 4,97.

A divisa acumula alta de 24,49% em 2020. O Banco Central (BC) não interveio no mercado. A autoridade monetária não vendeu dólares das reservas internacionais nem fez operações de swap cambial, que equivalem à venda de dólares no mercado futuro.

Estados Unidos

A aprovação no Senado norte-americano de um pacote de estímulos de US$ 2 trilhões para reativar a economia dos Estados Unidos ajudou o mercado em todo o mundo. Paralelamente, o Federal Reserve, Banco Central norte-americano, está comprando indefinidamente dívidas corporativas e emprestando recursos diretamente a empresas pelo tempo necessário.

O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, voltou a fechar em alta, tendo subido 6,38%. Esse foi o terceiro dia seguido de valorização da bolsa norte-americana. Hoje, os países do G20, grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo, inclusive o Brasil, comprometeram-se a injetar US$ 5 trilhões na economia global.

Pacote de medidas

No Brasil, o mercado continua a reagir às medidas para aliviar o impacto da crise do coronavírus. No momento, a Câmara dos Deputados está votando uma ajuda temporária de R$ 500 para trabalhadores autônomos.

Nos últimos dias, o governo brasileiro anunciou uma ajuda emergencial de R$ 88,2 bilhões para estados e municípios. O Banco Central (BC) liberou R$ 1,2 trilhão na economia, principalmente por meio da redução de compulsórios, dinheiro que os bancos são obrigados a reter no BC. A edição de medidas provisórias para flexibilizar a legislação trabalhista durante a crise aliviam a perda do valor de ações de diversas empresas.

Petróleo

A intensificação da guerra de preços do petróleo entre Arábia Saudita e Rússia continua a interferir no mercado. Os dois países estão aumentando a produção de barris, o que tem provocado uma redução na cotação do produto.

O barril do tipo Brent, que na semana passada atingiu o menor nível em 18 anos, voltou a cair depois de vários dias de alta. Por volta das 18h, a cotação estava em US$ 26,97, com recuo de 1,53%. As ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa, operaram em queda durante quase todo o dia, mas conseguiram se recuperar no fim da tarde. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) valorizaram-se 0,34% nesta quinta. Os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) subiram 0,49%.

Edição: Bruna Saniele

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Momento Economia

Bolsa cai 30%, e dólar sobe 16% em março com pandemia de coronavírus

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O agravamento da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus causou a deterioração do mercado financeiro em março. O dólar fechou o mês com alta de 15,92% e, em diversos momentos nas últimas semanas, atingiu o maior valor nominal (sem considerar a inflação) desde a criação do real. A bolsa de valores caiu 29,9% e teve o pior trimestre da história.

Hoje (31), o dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,194, com alta de R$ 0,012 (+0,23%). Esse é o segundo maior valor nominal da moeda norte-americana, só perdendo para o recorde de 18 de março, quando havia fechado em R$ 5,198. A divisa acumula alta de 29,44% em 2020, com muitos investidores comprando dólares para cobrir perdas no mercado financeiro.

Ao longo do dia a cotação chegou a bater em R$ 5,21, mas o Banco Central (BC) interveio no câmbio. No meio da tarde, a autoridade monetária vendeu US$ 755 milhões das reservas internacionais. No início da noite, o BC anunciou que rolará (renovará) integralmente US$ 4,9 bilhões de contratos de swap cambial – que equivalem à venda de dólares no mercado futuro – que venceriam em maio.

No mercado de ações, o dia foi marcado por perdas. O índice Ibovespa, da B3, a bolsa de valores brasileira, fechou esta terça aos 73.020 pontos, com baixa de 2,17%. No ano, o Ibovespa acumula queda de 36,86%. A bolsa brasileira seguiu o mercado de ações norte-americano. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, encerrou o dia com recuo de 1,84%.

No plano internacional, o mercado ainda reflete a prorrogação das medidas de restrições sanitárias nos Estados Unidos até o fim de abril. A indicação de que a recessão provocada pela pandemia será mais intensa que o previsto provoca turbulências em todo o planeta. No Brasil, os mercados também refletem a recessão já projetada pelo Boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, que prevê queda de 0,48% no PIB em 2020.

Petróleo

A intensificação da guerra de preços do petróleo entre Arábia Saudita e Rússia também contribuiu para abalar o mercado. Os dois países estão aumentando a produção de petróleo, o que provoca uma queda mundial nos preços.

A decisão derrubou o preço do barril do tipo Brent para US$ 22,74, no menor nível desde 2002. As ações da Petrobras, as mais negociadas na bolsa, no entanto, subiram. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) subiram 5,21% nesta terça. Os papéis preferenciais (com prioridade na distribuição de dividendos) valorizaram-se 4,56%.

Edição: Nádia Franco

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Empresas e cooperativas podem adiar assembleias por causa de pandemia

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Empresas e cooperativas poderão adiar as assembleias por até três meses por causa da pandemia do novo coronavírus. A postergação consta da Medida Provisória (MP) 931, que também flexibilizou as exigências para a entrega de documentos nas juntas comerciais enquanto durar o estado de calamidade pública.

Publicada em edição extra do Diário Oficial da União desta segunda-feira (30), a MP abrange as assembleias ordinárias ou de sócios das sociedades anônimas, limitadas e cooperativas. Os encontros poderão ser adiados em até sete meses depois do fim do exercício social, contra quatro meses exigidos pela legislação vigente antes da MP. Segundo o Ministério da Economia, a medida tem como objetivo reduzir a concentração de pessoas nesses eventos.

A Lei nº 6.404/1976, conhecida como Lei das S/A, estabelece que as sociedades anônimas têm até quatro meses após o exercício social para realizarem a assembleia geral ordinária. No caso das sociedades limitadas, o artigo 1.078 do Código Civil define que a assembleia dos sócios deve ser feita ao menos uma vez por ano, nos quatro meses seguintes ao fim do exercício social.

A MP permite a participação e o voto a distância em companhias fechadas, sociedades limitadas e cooperativas. Os encontros virtuais precisam, no entanto, serem regulamentados pelo Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração (Drei). 

Em relação às juntas comerciais que interromperem o atendimento presencial em todos os estados, a MP também traz mudanças. O prazo para a entrega de documentos previstos pelo artigo 36 da Lei 8.934/1994 passará de 30 dias após a assinatura do ato para 30 dias depois de as juntas voltarem a funcionar. Além disso, as exigências legais de arquivamento prévio de atos para a realização de negócios jurídicos, como emissão de valores mobiliários, ficam suspensas. As empresas poderão arquivar os documentos depois que as juntas reabrirem.

Convênios

O Ministério da Economia flexibilizou os contratos de convênios de organizações sem fins lucrativos, estados e municípios com a União. Uma portaria interministerial permite a liberação de parcelas futuras antes do gasto integral das parcelas anteriores e, em caráter excepcional, dispensar as vistorias in loco durante o período de calamidade pública.

O pagamento da contrapartida dos governos locais poderá ser transferido para o último mês da vigência do contrato. A portaria também adia, por 240 dias, a suspensão do convênio para quem descumprir alguma cláusula.

Segundo o Ministério da Economia, a iniciativa pretende manter a continuidade das parcerias a ajudar os recebedores dos recursos durante o período de calamidade pública. Como os governos locais e as entidades sem fins lucrativos terão dificuldade para cumprir os compromissos nos prazos estipulados, a pasta informou que diversas exigências precisaram ser revistas.

Edição: Aline Leal

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