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Dor de ouvido no verão? Conheça os riscos e saiba como evitar problemas

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Ninguém precisa deixar de mergulhar em praias e piscinas durante o verão por medo da dor de ouvido. Porém, sem nenhum cuidado, essa prática pode favorecer o aparecimento de problemas na região. 

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A otite de verão é uma inflamação típica da estação%2C que pode ser crônica ou aguda arrow-options
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A otite de verão é uma inflamação típica da estação, que pode ser crônica ou aguda

O cuidado redobrado pode impedir a dor de ouvido e demais complicações nessa época. Mas não são só mergulhos que atrapalham, a própria umidade e calor ajudam na proliferação de bactérias durante a o verão.

Segundo a otorrinologista Maura Neves, da Clínica MedPrimus, a doença que mais devemos prestar atenção é a otite externa,  uma infecção causada por vírus ou bactérias que afetam um ou dois ouvidos e pode surgir por excesso de umidade.

A otite externa acontece na região do canal do ouvido, no conduto externo auditivo, o que torna a doença mais frequente quando o ouvido está em maior contato com substâncias variadas presentes na água. Ela se diferencia da otite média, que é causada por infecção bacteriana decorrente de quadros de gripe e sinusite, sendo, portanto, mais comum durante o inverno.

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Sintomas

As maiores indicações de otites externa é a  dor de ouvido , além de sensação de ouvido tampado, redução da audição, zumbido e até saída de secreção, de acordo com o otorrinologista Fausto Nakandakari, do Hospital Sírio Libanês. 

Ao sentir dor no ouvido, o ideal é procurar um Pronto Atendimento que conte com otorrinologistas de plantão.

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Prevenção

O uso de cotonetes pode agredir a região do ouvido e favorecer infecções%2C como a otite arrow-options
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O uso de cotonetes pode agredir a região do ouvido e favorecer infecções, como a otite


Um dos maiores cuidados a serem tomados, pelo que recomenda a fonoaudióloga Nathalia Zambotti, é o uso de protetores de ouvido para nadar e mergulhar, evitando a entrada de água no conduto externo auditivo. 

Não é indicado o uso das hastes flexíveis (cotonetes) para limpar a região, pois elas podem causar um trauma na pele e criar uma predisposição à infecção. Porém, a limpeza externa é importante para evitar as otites, portanto utilize gaze ou algodão, limpando apenas até a região que os dedos alcançam.

Outra dica é sempre enxugar o canal auditivo com a ponta de uma toalha macia, sem agredir a região. A ideia é evitar a entrada de água nos ouvidos. 

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Tratamento

O tratamento das otites externas é geralmente feito com analgésicos para dor e antimicrobianos para a infecção. Também podem ser aplicadas gotas antibióticas no local. E, eventualmente, o uso de anti-inflamatórios e antibióticos orais podem ser descritos pelo médico.

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Qualquer dor de ouvido  deve ser acompanhada por um médico otorrinologista, mas no caso de haver complicações ou perda parcial da audição, é recomendado procurar também uma fonoaudióloga. 

Fonte: IG SAÚDE

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Venenos de vespa e escorpião podem auxiliar tratamento de tuberculose

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Pesquisa financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq) e desenvolvida pelo Instituto de Patologia e Medicina Tropical da Universidade Federal de Goiás (UFG) poderá criar alternativas de tratamento da tuberculose, a partir dos venenos do escorpião e das vespas. O veneno desses insetos (artrópodes) contém pedados de proteína, chamados de peptídeos, que têm ação antimicrobiana.

Esses peptídeos protegem vespas e escorpiões de contágios, porque se fixam na parede das bactérias e não permitem que haja troca de nutrientes com o meio externo e, assim, provocam a morte das bactérias. Os cientistas da UFG conseguiram modificar a proteína, aplicar em testes com camundongos para verificar o efeito sobre diversas doenças. Eles colheram bons resultados contra a tuberculose.

Ana Paula Junqueira Kipnis, pesquisadoras da UFG

Ana Paula Junqueira Kipnis, pesquisadoras da UFG – Ana Fortunato/Secom/UFG

“Não tem como a bactéria montar um mecanismo de resistência”, assinala Ana Paula Junqueira Kipnis, coordenadora do projeto e professora do Instituto de Patologia e Medicina Tropical.

Segundo sua comparação, os outros antibióticos “têm que entrar na bactéria, interferir com enzimas no metabolismo para conseguir matá-la. A bactéria, no entanto, cria mecanismos para impedir a ação desses fármacos, jogando a droga para fora ou produzindo enzimas que quebram o remédio.”

A tuberculose é uma doença infecciosa, transmitida pelo Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch, que propaga pelo ar após fala, espirro ou tosse das pessoas infectadas, atingindo principalmente os pulmões. A forma de prevenção da tuberculose em crianças é a vacina BCG (Bacillus Calmette-Guérin). O tratamento em pessoas infectadas é feito com quatro fármacos e observação direta. A vacinação e o tratamento são ofertados gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

“No Brasil, a doença é um sério problema da saúde pública, com profundas raízes sociais. A epidemia do HIV e a presença de bacilos resistentes tornam o cenário ainda mais complexo. A cada ano, são notificados aproximadamente 70 mil casos novos e ocorrem cerca de 4,5 mil mortes em decorrência da tuberculose”, informa o ministério, acrescentando que o risco de adoecimento é maior entre pessoas de rua, pessoas que vivem com HIV/Aids, presos e indígenas.

Superbactérias e patentes

Os cientistas da UFG também descobriram que as substâncias contidas no veneno da vespa servem para tratar pessoas infectadas com superbactérias, como aquelas adquiridas em unidades de terapia intensiva em hospitais. De acordo com Ana Paula Junqueira Kipnis, essa é a primeira vez no mundo que se faz pesquisa com o veneno de vespa para desenvolvimento desse tipo de fármaco.

O eventual uso de novos fármacos a partir das pesquisas da UFG pode demorar até uma década. Além do depósito de patentes para registro e publicação dos resultados da pesquisa em revistas científicas, é preciso desenvolvimento de mais estudos que exigem parceria entre a universidade e empresas farmacêuticas. Antes de qualquer remédio poder ser utilizado em seres humanos, inclusive como teste, o medicamento deve ser submetido a testes clínicos exigidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em geral, a produção de medicamentos é investimento que exige longo prazo. Afora os testes, a indústria farmacêutica precisa custear a síntese que produz o peptídeo microbiano em laboratórios com capacidade de fabricação em massa, para eventual comercialização. O laboratório que venha a se associar para a produção do medicamento deverá fazer o respectivo registro para a venda.

Edição: Fernando Fraga
Fonte: EBC Saúde

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Dor no ciático: você também sofre desse mal? Saiba como cuidar disso

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Você sabia que o ciático é o maior nervo do corpo humano? Ele é a junção de todas as raízes nervosas do plexo lombar e pode ser a causa de dores intensas se algo estiver errado. A dor ciática pode ser causada pela inflamação desse nervo ou por compressão de alguma raiz nervosa do plexo lombar, que pode ser causada por diversas condições.

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Dor no ciático pode ser tratada de diversas formas, com remédios, exercícios ou acupuntura

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As dores na região lombar podem ser provocadas por excesso de peso, falta de exercício físico e hábito de permanecer muitas horas sentado de forma incorreta, fatores que prejudicam o alinhamento adequado da coluna vertebral. O incômodo pode irradiar para a região glútea, posterior da coxa, e chegar até os membros inferiores.

“A coluna se estabiliza com ajuda da musculatura paravertebral e abdominal. Quando há fraqueza nessa musculatura, a estabilidade fica prejudicada, podendo sobrecarregar os discos entre as vértebras. A obesidade e o sedentarismo podem piorar o quadro”, afirma o Dr. Mário Ferretti Filho, ortopedista e gerente médico do Programa de Ortopedia e Traumatologia do Einstein.

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Desse modo, a dor no ciático por si só não é considerada uma doença, mas representa um sintoma de outros problemas, sendo o mais frequente deles a hérnia de disco . Assim, a dor pode ter início súbito e levar à limitação funcional, ou seja, reduzir a capacidade de movimentação da pessoa, principalmente na hora de andar.

“Determinadas doenças da bacia e alterações anatômicas na origem das raízes nervosas também podem causar processos inflamatórios do nervo e consequentes dores”, afirma o Dr. Marcelo Wajchenberg, também ortopedista do Hospital Israelita Albert Einstein.

Como identificar a dor no nervo ciático

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Dor no ciático pode começar com um formigamento e ir aumentando aos poucos até se tornar um grande incômodo

Normalmente, a dor pode começar como um formigamento leve e tende a aumentar de intensidade progressivamente. Em outros casos, ela pode aparecer de forma abrupta, como agulhadas. Tende a piorar ao tentar esticar os membros inferiores. Essa sensação pode aparecer em ambas as pernas, embora seja mais frequente o acometimento de apenas um dos lados.

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“Na base da coluna vertebral, os nervos se dividem para a esquerda e direita, alcançando os membros inferiores. A compressão neural geralmente é unilateral, causando dor no trajeto da raiz nervosa comprimida”, esclarece Wajchenberg.

Para ter o diagnóstico correto, é necessário exame físico adequado. Dessa forma é possível delimitar o trajeto da dor e perceber qual nervo está sendo machucado. “Identificar corretamente a causa é muito importante na definição do tratamento, que deve ser específico e personalizado”, afirmam os ortopedistas.

Identificar corretamente a causa é muito importante na definição do tratamento, que deve ser específico e personalizado.

O tratamento mais comum é conservador e varia de acordo com a causa, os sintomas apresentados e a intensidade da dor. Normalmente é indicado repouso relativo. “A pessoa pode se movimentar, ir trabalhar, mas deve evitar carregar peso, fazer muito esforço ou ficar muito tempo sentado”, indica Ferretti.

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Além disso, dependendo do caso, podem ser necessário analgésicos, anti-inflamatórios, e sessões de fisioterapia. Orientar o paciente com relação à postura também é parte essencial do tratamento e ajudará na prevenção de novas crises de dor no ciático . Outro aliada no alívio das dores é a acupuntura, que já se mostrou eficiente nesses casos.

Fonte: IG SAÚDE

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