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Ex-judoca Luciano Corrêa deixa Minas para ficar próximo da família

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O ex-judoca Luciano Corrêa, de 37 anos, anunciou nesta segunda-feira (27) que abandonará os tatames do Minas Tênis Clube após 20 anos. O ex-atleta, campeão mundial em 2007, bronze em 2005 e bicampeão pan-americano em 2011 e 2015, quer passar mais tempo próximo da esposa, a ex-nadadora Joanna Maranhão, e do filho do casal, Caetano, que completará o primeiro ano em agosto.

Joanna, que é gerente de esportes da prefeitura de Recife, mora com o filho na capital pernambucana.

O lutador, nascido em Brasília, defendia o Minas Tênis Clube desde os 17 anos de idade, e tinha contrato até 31 de julho. A decisão de não renovar o vínculo foi anunciada através de uma carta aberta na página do ex-atleta: “Só mesmo o judô para me fazer morar longe de minha família, era preciso um objetivo muito grande e o Minas me proporcionou isso. Sou uma pessoa muito ligada à família, e é por ela que, hoje, infelizmente, sou obrigado a me despedir do Minas”

 
 
 

 
 
 
 
 

 
 

 
 
 

CARTA ABERTA: Difícil colocar em palavras 20 anos de história. Cheguei no Minas Tênis Clube jovem, cheio de sonhos, em busca de uma medalha em campeonato mundial, uma medalha olímpica e nunca imaginei que o que Belo Horizonte me proporcionaria seria infinitamente maior do que qualquer conquista. É tanto que não consigo falar sem me emocionar. O clube me abraçou, acreditou no meu potencial, me forneceu estrutura e juntos conquistamos muitas coisas. Conquistamos também a capacidade de cair e levantar. No minas tênis clube ingressei na seleção brasileira, me tornei medalhista em campeonato mundial, perdi um grande amor na minha vida, recebi afeto de tantas pessoas, lutamos juntos e conquistamos o título no mundial de 2007. São muitas histórias, muitas pessoas, impossível citar todas, vocês sabem quem são. O minas tênis clube é gigante, ele é composto pelas pessoas que trabalham, os treinadores, os atletas, os sócios, os dirigentes, são muitas histórias e muitos encontros. Me sinto privilegiado por ter feito parte disso. Sou um eterno apaixonado pelo judô, passei infinitas madrugadas assistindo meus adversários lutando, estudando, ia pro tatame e queria mais, queria aprimorar minhas qualidades, evoluir na parte técnica. Não consigo dissociar minha vida do judô. Só mesmo o judô pra me fazer morar longe de minha família, era preciso um objetivo muito grande e o Minas me proporcionou isso. Sou uma pessoa muito ligada a família e é por ela que, hoje, infelizmente, sou obrigado a me despedir do Minas. (Segue nos comentários)

Uma publicação compartilhada por Luciano Correa (@correaluciano) em 27 de Jul, 2020 às 4:12 PDT

Luciano, que também esteve nos Jogos Olímpicos de Pequim (2008) e Londres (2012), se aposentou como atleta em dezembro de 2017, e desde então atuava como assistente da equipe principal e treinador do sub-18.

“A Diretoria do Minas só tem a agradecer ao campeão Luciano Corrêa, que chegou ao clube ainda menino e se tornou um exemplo bem-sucedido do trabalho de formação esportiva realizado no clube. É enorme a contribuição de Luciano à história do judô minastenista e brasileiro, seja como atleta vencedor e profissional dedicado e também como referência na promoção do desenvolvimento do judô à frente de instituições que têm no esporte um importante instrumento de inclusão social”, declarou o vice-presidente do Minas, Carlos Henrique Martins Teixeira.

Edição: Fábio Lisboa

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ESPORTES

Jorge Jesus chega ao Benfica pedindo união

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A segunda (3) foi de apresentações. Enquanto o Flamengo apresentava o espanhol Domènec Torrent como novo treinador, do outro lado do Atlântico, em Lisboa, o Benfica fazia o mesmo com Jorge Jesus. No primeiro discurso como comandante dos Encarnados, o Mister rogou por união, falou com carinho do antigo clube e esquivou-se do papel de salvador da pátria.

“Vim para o Benfica porque acredito em um projeto, porque acredito que essa nação tem todas as condições de fazer o Benfica grande, recuperar o prestígio internacional que teve durante muitos anos”, explicou o português de 66 anos, enfatizando que assinou contrato por dois anos, negando que tenha voltado à terra natal para se aposentar ou ganhar mais dinheiro.

“Para sair de onde saí, onde me amavam, me adoravam, tinha que ser convencido por algo que me trouxesse um desafio diferente. E foi isso, o presidente [do Benfica] foi ao Brasil para me convencer que esse era o projeto certo, ambicioso, para eu continuar em Portugal”, declarou Jesus sobre a participação do dirigente Luis Felipe Vieira em fazê-lo deixar o Flamengo, sem deixar de agradecer o amor e a amizade que a torcida rubro-negra dedicou a ele.

O Mister já comandou os Águias em dois períodos anteriores: entre 2009 e 2010, e entre 2014 e 2015. Neste período conquistou 10 títulos. Porém, mesmo com retrospecto tão positivo, parte da torcida não simpatiza com Jesus, que é um torcedor declarado do rival Sporting. “O que prometo é que vou trabalhar para dar alegrias aos torcedores. E é nisso que acredito, o que posso dizer é que tenho que convencer os torcedores do Benfica. Quando cheguei do outro lado do Atlântico ninguém acreditava em mim. E não eram sete milhões, eram 50 milhões. E quando saí de lá, choraram por mim”.

Edição: Fábio Lisboa

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