Momento Agro

ETANOL/PERSPEC 2020: Renovabio deve estimular retorno do crescimento da produção

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Cepea, 13/01/2020 – O setor sucroenergético tem algumas datas referências, como 1973 no caso do Proálcool e 2003 com a entrada dos carros flex. Pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, indicam que, agora, 2020 será marcado como o ano que possibilitará, por meio do Programa Renovabio, a retomada do crescimento da produção desse biocombustível. O início do Programa foi estabelecido para janeiro de 2020, e muitas das decisões necessárias para a sua implantação já foram tomadas ou estão em andamento.

 

Outro ponto que deve favorecer o esperado crescimento do mercado brasileiro de etanol é a possibilidade do uso de outras matérias-primas além da cana-de-açúcar para a produção de etanol, como o milho. Agentes do setor estimam aumento expressivo da produção de biocombustível a partir desse cereal, podendo ultrapassar de 10% do total nacional nos próximos dois anos.

 

Pesquisadores do Cepea apontam que, em Mato Grosso, principal estado que produz etanol de milho, das 15 usinas existentes no estado, três são flex – utilizam cana e milho na produção de etanol – e duas são dedicadas à produção de etanol do cereal. Em breve, algumas usinas mato-grossenses também devem passar a processar o milho, enquanto outras devem ser construídas especialmente para o processamento desse cereal.

 

COMPETITIVIDADE DO ETANOL – O preço do etanol deve continuar competitivo relativamente à gasolina nos estados onde ocorre a maior parte da produção e consumo nacional. A proximidade do preço do etanol relativamente ao da gasolina (considerando-se diferenciais de rendimento energético), por sua vez, vai depender da taxa de crescimento da renda. Pesquisadores do Cepea ressaltam que, quando a renda aumenta, o consumo de combustível também cresce, tanto pela maior aquisição de veículos que passam a fazer parte da frota quanto pelo maior uso daqueles já existentes.

 

MERCADO INTERNACIONAL – A Agência de Proteção Ambiental Americana (EPA, na sigla em inglês) reduziu sua projeção de importação de etanol brasileiro produzido a partir da cana-de-açúcar, visando cumprir mandados de uso de biocombustíveis avançados. A estimativa agora é que apenas 60 milhões de galões de etanol brasileiro sejam importados em 2020, o que corresponde a somente uma pequena parte do total de biocombustível avançado a ser utilizado (5,04 bilhões de galões) pela frota norte-americana.

 

Já a cota específica para bicombustíveis celulósicos deve crescer um pouco, passando de 420 milhões de galões de 2019 para 540 milhões de galões em 2020. Algumas usinas brasileiras, que produzem etanol a partir de bagaço, têm a possibilidade de atender parte dessa demanda.

 

Atualmente, cerca de 85% do etanol no mundo é consumido pelos Estados Unidos, pela União Europeia e pelo Brasil – outros 60 países já introduziram, de alguma forma, o etanol em sua matriz energética. Pesquisadores do Cepea indicam que a Ásia, no entanto, poderá alterar esse padrão concentrado de consumo no médio prazo, especialmente por meio do uso de veículos nos países mais populosos e que já sofrem com condições ambientais adversas, especialmente nos grandes centros. Nesse contexto, somente um aumento expressivo da produção brasileira de etanol poderia inserir o País entre os players que atenderiam o mercado asiático. Atualmente, a produção brasileira de etanol é suficiente apenas para suprir o mercado doméstico – o Brasil exporta e importa quantidades equivalentes.

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações podem ser obtidas por meio da Comunicação do Cepea: (19) 3429 8836 / 8837 e [email protected]

Fonte: CEPEA
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ARROZ/CEPEA: Preço médio de jun/20 é o maior da série do Cepea, em termos nominais

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Cepea, 08/07/20 – Os preços médios nominais do arroz em casca em junho deste ano são os maiores da série histórica do Cepea, iniciada em 2005 – de janeiro a junho de 2020, as cotações médias ficaram 31,2% superiores às do mesmo período de 2019. Esse cenário está linha com a expectativa inicial de menor disponibilidade interna observada desde 1984/85, de 12,7 milhões de toneladas na temporada 2019/20, podendo também chegar a um dos mais baixos estoques de passagems, de 438,4 mil toneladas em fevereiro/21, segundo a Conab. Em junho, o valor médio do Indicador ESALQ/SENAR-RS, 58% grãos inteiros (média ponderada) foi de R$ 61,92/sc de 50 kg, 2% superior ao de maio/20. Em relação a junho/19, o aumento é de expressivos 40,80% (R$ 43,98/sc). Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br

Fonte: CEPEA

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CAFÉ/CEPEA: Preço do arábica termina safra 2019/20 em alta, mas robusta recua

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Cepea, 08/07/20 – A temporada brasileira de café 2019/20 terminou com elevação nas cotações do arábica, mas queda para os valores do robusta, segundo informações do Cepea. Na média da safra (de julho/19 a junho/20), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6 fechou a R$ 504,90/saca de 60 kg, aumento de 51,43 Reais por saca (ou de +11,3%) frente à temporada anterior, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de maio/20). Para o robusta, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 foi de R$ 319,54/saca, baixa de 5,5% no mesmo comparativo, também em termos reais. Para o arábica, as elevações estiveram atreladas, no fim de 2019, a preocupações com a oferta de cafés de qualidade superior e à retração dos estoques globais. Após as quedas em meados de janeiro/20, os valores voltaram a subir, reflexo da pandemia do coronavírus e da forte alta do dólar frente ao Real. Já quanto ao robusta, o recuo é explicado pela oferta elevada no Brasil e no Vietnã (maior produtor da variedade). Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br

Fonte: CEPEA

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