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Exame descarta óbito por suspeita de H1N1 em Rondonópolis

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A Secretaria Municipal de Saúde de Rondonópolis informou que deu negativo o exame do último paciente que veio à óbito com suspeita de ter sido infectado pelo vírus H1N1. O resultado recebido nessa quarta-feira (26) conclui o diagnóstico dos cinco óbitos registrados no município com a suspeita da doença.
Apenas dois casos foram comprovados que os pacientes estavam infectados pelo vírus, sendo que um deles era morador da cidade de Pedra Preta. Os outros três casos tiveram resultado negativo sobre a presença da doença.
Apesar do caso negativo, a gestão municipal está buscando apoio de parlamentares para tentar fazer com que o governo federal encaminhe mais doses da vacina para Rondonópolis. Ainda nesta quarta-feira, o deputado federal Dr. Leonardo esteve no Ministério da Saúde levando a situação do município para buscar novas doses.

Para a secretária de Saúde do município, Izalba Albuquerque, o resultado do exame traz, de certa forma, um alívio, por saber de apenas um caso na cidade. “Ainda com essa notícia positiva, estamos atentos caso apareça algum outro caso suspeito e continuamos trabalhando para tentar trazer mais doses da vacina”, comentou.

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Mesmo com um caso positivo, Rondonópolis cumpriu a meta de vacinação dos grupos prioritários estabelecida pelo Ministério de Saúde definida para esse ano. Entre 10 de abril e 31 de maio, período de realização da campanha, o município, que deveria imunizar 57.517 rondonopolitanos do chamado “grupo de risco”, vacinou 58.727, o que corresponde a 102.10% da meta.

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Momento Saúde

Venenos de vespa e escorpião podem auxiliar tratamento de tuberculose

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Pesquisa financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq) e desenvolvida pelo Instituto de Patologia e Medicina Tropical da Universidade Federal de Goiás (UFG) poderá criar alternativas de tratamento da tuberculose, a partir dos venenos do escorpião e das vespas. O veneno desses insetos (artrópodes) contém pedados de proteína, chamados de peptídeos, que têm ação antimicrobiana.

Esses peptídeos protegem vespas e escorpiões de contágios, porque se fixam na parede das bactérias e não permitem que haja troca de nutrientes com o meio externo e, assim, provocam a morte das bactérias. Os cientistas da UFG conseguiram modificar a proteína, aplicar em testes com camundongos para verificar o efeito sobre diversas doenças. Eles colheram bons resultados contra a tuberculose.

Ana Paula Junqueira Kipnis, pesquisadoras da UFG

Ana Paula Junqueira Kipnis, pesquisadoras da UFG – Ana Fortunato/Secom/UFG

“Não tem como a bactéria montar um mecanismo de resistência”, assinala Ana Paula Junqueira Kipnis, coordenadora do projeto e professora do Instituto de Patologia e Medicina Tropical.

Segundo sua comparação, os outros antibióticos “têm que entrar na bactéria, interferir com enzimas no metabolismo para conseguir matá-la. A bactéria, no entanto, cria mecanismos para impedir a ação desses fármacos, jogando a droga para fora ou produzindo enzimas que quebram o remédio.”

A tuberculose é uma doença infecciosa, transmitida pelo Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch, que propaga pelo ar após fala, espirro ou tosse das pessoas infectadas, atingindo principalmente os pulmões. A forma de prevenção da tuberculose em crianças é a vacina BCG (Bacillus Calmette-Guérin). O tratamento em pessoas infectadas é feito com quatro fármacos e observação direta. A vacinação e o tratamento são ofertados gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

“No Brasil, a doença é um sério problema da saúde pública, com profundas raízes sociais. A epidemia do HIV e a presença de bacilos resistentes tornam o cenário ainda mais complexo. A cada ano, são notificados aproximadamente 70 mil casos novos e ocorrem cerca de 4,5 mil mortes em decorrência da tuberculose”, informa o ministério, acrescentando que o risco de adoecimento é maior entre pessoas de rua, pessoas que vivem com HIV/Aids, presos e indígenas.

Superbactérias e patentes

Os cientistas da UFG também descobriram que as substâncias contidas no veneno da vespa servem para tratar pessoas infectadas com superbactérias, como aquelas adquiridas em unidades de terapia intensiva em hospitais. De acordo com Ana Paula Junqueira Kipnis, essa é a primeira vez no mundo que se faz pesquisa com o veneno de vespa para desenvolvimento desse tipo de fármaco.

O eventual uso de novos fármacos a partir das pesquisas da UFG pode demorar até uma década. Além do depósito de patentes para registro e publicação dos resultados da pesquisa em revistas científicas, é preciso desenvolvimento de mais estudos que exigem parceria entre a universidade e empresas farmacêuticas. Antes de qualquer remédio poder ser utilizado em seres humanos, inclusive como teste, o medicamento deve ser submetido a testes clínicos exigidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em geral, a produção de medicamentos é investimento que exige longo prazo. Afora os testes, a indústria farmacêutica precisa custear a síntese que produz o peptídeo microbiano em laboratórios com capacidade de fabricação em massa, para eventual comercialização. O laboratório que venha a se associar para a produção do medicamento deverá fazer o respectivo registro para a venda.

Edição: Fernando Fraga
Fonte: EBC Saúde

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Dor no ciático: você também sofre desse mal? Saiba como cuidar disso

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Você sabia que o ciático é o maior nervo do corpo humano? Ele é a junção de todas as raízes nervosas do plexo lombar e pode ser a causa de dores intensas se algo estiver errado. A dor ciática pode ser causada pela inflamação desse nervo ou por compressão de alguma raiz nervosa do plexo lombar, que pode ser causada por diversas condições.

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Dor no ciático pode ser tratada de diversas formas, com remédios, exercícios ou acupuntura

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As dores na região lombar podem ser provocadas por excesso de peso, falta de exercício físico e hábito de permanecer muitas horas sentado de forma incorreta, fatores que prejudicam o alinhamento adequado da coluna vertebral. O incômodo pode irradiar para a região glútea, posterior da coxa, e chegar até os membros inferiores.

“A coluna se estabiliza com ajuda da musculatura paravertebral e abdominal. Quando há fraqueza nessa musculatura, a estabilidade fica prejudicada, podendo sobrecarregar os discos entre as vértebras. A obesidade e o sedentarismo podem piorar o quadro”, afirma o Dr. Mário Ferretti Filho, ortopedista e gerente médico do Programa de Ortopedia e Traumatologia do Einstein.

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Desse modo, a dor no ciático por si só não é considerada uma doença, mas representa um sintoma de outros problemas, sendo o mais frequente deles a hérnia de disco . Assim, a dor pode ter início súbito e levar à limitação funcional, ou seja, reduzir a capacidade de movimentação da pessoa, principalmente na hora de andar.

“Determinadas doenças da bacia e alterações anatômicas na origem das raízes nervosas também podem causar processos inflamatórios do nervo e consequentes dores”, afirma o Dr. Marcelo Wajchenberg, também ortopedista do Hospital Israelita Albert Einstein.

Como identificar a dor no nervo ciático

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Dor no ciático pode começar com um formigamento e ir aumentando aos poucos até se tornar um grande incômodo

Normalmente, a dor pode começar como um formigamento leve e tende a aumentar de intensidade progressivamente. Em outros casos, ela pode aparecer de forma abrupta, como agulhadas. Tende a piorar ao tentar esticar os membros inferiores. Essa sensação pode aparecer em ambas as pernas, embora seja mais frequente o acometimento de apenas um dos lados.

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“Na base da coluna vertebral, os nervos se dividem para a esquerda e direita, alcançando os membros inferiores. A compressão neural geralmente é unilateral, causando dor no trajeto da raiz nervosa comprimida”, esclarece Wajchenberg.

Para ter o diagnóstico correto, é necessário exame físico adequado. Dessa forma é possível delimitar o trajeto da dor e perceber qual nervo está sendo machucado. “Identificar corretamente a causa é muito importante na definição do tratamento, que deve ser específico e personalizado”, afirmam os ortopedistas.

Identificar corretamente a causa é muito importante na definição do tratamento, que deve ser específico e personalizado.

O tratamento mais comum é conservador e varia de acordo com a causa, os sintomas apresentados e a intensidade da dor. Normalmente é indicado repouso relativo. “A pessoa pode se movimentar, ir trabalhar, mas deve evitar carregar peso, fazer muito esforço ou ficar muito tempo sentado”, indica Ferretti.

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Além disso, dependendo do caso, podem ser necessário analgésicos, anti-inflamatórios, e sessões de fisioterapia. Orientar o paciente com relação à postura também é parte essencial do tratamento e ajudará na prevenção de novas crises de dor no ciático . Outro aliada no alívio das dores é a acupuntura, que já se mostrou eficiente nesses casos.

Fonte: IG SAÚDE

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