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Exposição de fotos mostra crianças afetadas pelo vírus Zika

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“Ele me ensinou a ser forte e é o meu combustível. Meu coração que bate fora do peito”,  disse Bárbara Ferreira da Silva, de 32 anos, referindo-se ao filho Bernardo, de 3 anos e 9 meses, diagnosticado com a síndrome congênita do vírus Zika.

Bárbara conta que não teve nenhum sintoma da doença durante a gravidez. “Mas, quando meu filho nasceu, percebi que havia alguma coisa diferente. Ele chorava muito e não dormia, os médicos receitavam chás e massagens, mas não adiantava. Foi só quando o Bernardo já estava com quatro meses, quando passei por um mutirão médico, que meu filho foi diagnosticado. Precisei deixar meu emprego de secretária, sair da cidade de Caruaru, no interior de Pernambuco, e ir para Recife buscar tratamento”, contou.

A comerciante Carolina Calabria de Paula Baptista, mãe da Lis, de 3 anos, contou que o dia a dia é bem puxado. “De segunda a sexta, ela faz terapias pela manhã: fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional e, uma vez por semana, faz fisioterapia aquática. E ainda tem as consultas, é uma criança que tem que ser acompanhada por vários especialistas”, descreveu.

bebê com microcefalia

Bebê com microcefalia – TV Brasil

Ela está grávida do segundo filho e disse que ser mãe de criança especial muda apenas a rotina. “Quando você é mãe o amor, independentemente de a criança ter alguma síndrome, não muda, o que muda é o nosso cotidiano, a rotina, que exige mais”.

Para ela, participar da exposição foi uma experiência bem interessante. “As fotos deste ano foram feitas na nossa casa, mostramos o dia a dia da Liz e foi bem interessante, os registros ficaram marcados para sempre. A equipe das fotos está nos acolhendo muito bem”.

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Bernardo e Liz são duas das 11 crianças com microcefalia causada pela síndrome congênita do vírus da Zika que participam da exposição fotográfica Toda Criança é Especial, promovida pelo Instituto Luz Natural, uma entidade sem fins lucrativos que usa a fotografia como ferramenta de mudança social.

As crianças foram retratadas por duas especialistas em fotografia infantil. A convite da fotógrafa pernambucana Andréa Leal, a fotógrafa paulista Simone Silvério retratou os pequenos em 2018. As fotos tiveram a intervenção do artista plástico Alyson Carvalho.

Em 2019, um ano e meio depois da primeira sessão, as crianças foram novamente clicadas junto com suas famílias, sob o olhar de Andréa Leal.  O resultado, além do viés artístico, visa a dar visibilidade a essas crianças e dizer que suas necessidades de inclusão, reabilitação e cidadania precisam ser atendidas.

Quando surgiu o surto e com possibilidades de epidemia em 2015, o mundo voltou os olhares para essas crianças. Hoje, há um esquecimento gradativo do assunto no país, mas as consequências para cada bebê de uma mãe que foi infectada na gravidez são para a vida inteira. Enquanto não houver o controle sobre o Aedes aegypti, haverá o risco.  No Brasil, mais de 3 mil crianças nasceram com microcefalia por Zika desde 2015.

Abertura

Depois de passar por Pernambuco, estado onde foi diagnosticado o maior número de casos de Zika no país, a mostra estará em São Paulo a partir de hoje (27), na Galeria Studio Trend, no Alto de Pinheiros. A exposição, com entrada franca, pode ser vista até 20 de dezembro.

As crianças que foram fotografadas para a exposição são atendidas pela Associação Pernambucana União de Mães de Anjos (UMA). A entidade é reconhecida pela luta por maior assistência às famílias desses menores.

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Papel social da fotografia

“Trabalhos como esses ilustram bem a questão do papel social da fotografia. A forma com que as famílias encaram desafios gigantescos.

“Histórias como essas de aprendizado, coragem, superação, solidariedade e, sobretudo, amor que quis registrar com minhas lentes e compartilhar por meio do meu olhar. Conviver por algum tempo, deixar-se fotografar e ter imagens legais já trouxe alguns momentos alegres para essas pessoas e, sem dúvida para mim, que tive o privilégio da companhia delas. Espero que isso contribua, de alguma forma, para trazer mais coisas positivas tanto a essas pessoas quanto às que se emocionarem com elas”, disse a fotógrafa Simone Silvério.

Ela participa de vários projetos sociais como, por exemplo, a exposição Mulheres no Espelho, promovida pelo Instituto Viver Hoje, com objetivo de alertar sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama, e a Campanha Internacional de Combate à Meningite, com os atletas paraolímpicos brasileiros.

A fotógrafa Pernambucana Andréa Leal criou o Instituto Luz Natural. A entidade, sem fins lucrativos, usa a fotografia como ferramenta de mudança social. Além do projeto Toda Criança é Especial, o instituto promove os projetos Retratos de Mãe, Meu Pai, meu Herói e Luz Natural.

Serviço:

Exposição Toda Criança é Especial –  retrata crianças afetadas pelo vírus da Zika

Fotógrafas: Simone Silvério e Andréa Leal

Abertura: 27 de novembro, às 18h

Exposição: 27 de novembro a 20 de dezembro

Horário: das 9h às 18h, de segunda a sexta-feira

Local:  Galeria Studio Trend – Rua Costa Carvalho, 213 – Alto de Pinheiros – SP

Entrada franca

Edição: Kleber Sampaio
Fonte: EBC Saúde

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Anvisa interdita todas cervejas produzidas pela Backer

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditou todas as cervejas produzidas pela Backer cuja data de validade seja igual ou posterior a agosto de 2020. A medida foi anunciada hoje (17) pela autarquia. A decisão foi tomada após os resultados laboratoriais divulgados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento revelarem a presença das substâncias dietilenoglicol e monoetilenoglicol em seis outras marcas de cervejas produzidas pela Backer, além da marca Belorizontina.

Inicialmente, as duas substâncias foram encontradas na Belorizontina, que é vendida como Capixaba no Espírito Santo. Quatro mortes por intoxicação após o consumo da cerveja foram confirmadas. Mais 14 pessoas estão internadas.

Segundo a Anvisa, exames podem mostrar que a fonte de contaminação nas cervejas da marca pode ser sistêmica e não apenas pontual. Considerando que outros lotes de produtos da Backer podem estar comprometidos, a agência decidiu pela medida, em caráter cautelar.

Assim, os lotes de cerveja da empresa Backer com validade igual ou posterior a agosto de 2020 não podem ser entregues ao consumidor. A orientação é para que estas cervejas não sejam consumidas caso já tenham sido adquiridas. Os comerciantes devem retirar o produto das prateleiras. No início da semana, o Ministério da Agricultura havia determinado o recolhimento de todas as cervejas da Backer das prateleiras.

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O dietilenoglicol é uma substância tóxica e que não pode entrar em contato com alimentos e bebidas. A presença da substância na cerveja está associada à ocorrência de óbitos e intoxicações em Minas Gerais. O monoetilenoglicol, embora de menor toxicidade, também tem a presença em bebidas vedada por não fazer parte da composição destas.

O monoetilenoglicol é usado para refrigerar a água usada no preparo da cerveja, mas não deve entrar em contato direto com ela. A Polícia Civil de Minas Gerais e o Ministério da Agricultura investigam como a contaminação ocorreu.

Edição: Fábio Massalli
Fonte: EBC Saúde

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Pneumonia misteriosa na China causa 2ª morte e preocupa população

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A pneumonia misteriosa que está acontecendo na China tem tido desdobramentos preocupantes. Mias uma morte foi confirmada no país, muitos pacientes continuam infectados e a Tailândia identificou um novo caso.

Pneumonia misteriosa na China ainda está sendo investigada arrow-options
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Pneumonia misteriosa na China ainda está sendo investigada


A vítima que chegou a falecer era um chinês de 69 anos, da cidade de Wuhan. A cidade possui 11 milhões de pessoas e foi onde todos os chineses foram infectados, de acordo com a Comissão Municipal de Higiene e Saúde. A primeira vítima de morte  tinha 61 anos. 

A primeira vítima adoeceu no dia 31 de dezembro e piorou cinco dias depois. Pelo menos 41 pacientes foram identificados em Wuhan de acordo com o último balanço. Dentre eles, 12 já receberam alta e cinco estão em estado grave.

Muitas pessoas que foram contaminados trabalhavam em um mercado da cidade especializado em frutos do mar e peixes. No local, já foram feitas operações de desinfecção e análise, mas também foi ordenado o fechamento do espaço.

Sensação de medo

Essa informação preocupa a população, pois 650 pessoas já morreram na China continental e em Hong Kong por conta de uma outra epidemia causada pelo vírus  cepa, em 2002-2003. A doença epidêmica, na época, foi a Sars (Síndrome Respiratória Aguda Grave), que é altamente contagiosa.

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O cepa é um novo tipo de coronavírus. Ele faz parte de uma família de vírus muito grande e pode causar desde doenças leves (como gripes e resfriados) quanto mais graves (como a Sars). Entretanto, as autoridades descartaram que se trate de um ressurgimento dele. 

Sobre os casos

De acordo com a Comissão de Saúde de Wuhan, a maioria dos pacientes é do sexo masculino e de idade avançada. 

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No exterior, foram identificados outros casos dessa pneumonia. Um caso no Japão e dois na Tailândia. Mas segundo as autoridades dos países em questão, essas pessoas foram a Wuhan antes de serem hospitalizadas. 

O segundo caso na Tailândia foi anunciado nesta sexta (17) pelo Ministério da Saúde. Uma viajante chinesa de 74 anos foi hospitalizada após chegar em 13 de janeiro no aeroporto de Bangcoc. 

Outra paciente chinesa foi detectada com a doença em 8 de janeiro após chegar ao mesmo aeroporto, mas já está se recuperando em um hospital da cidade.

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Segundo as autoridades sanitárias da Tailândia, não há motivos para pânico, já que não há a disseminação da doença no país.

Festividades do Ano Novo Lunar

A Tailândia teve que intensificar o controle dos seus aeroportos por conta da proximidade das festividades do Ano Novo Lunar , que ocorre no dia 25 de janeiro.

Esse é um período sensível, pois por conta da grande quantidade de pessoas, o ambiente é mais suscetível à possível propagação do vírus. São centenas de milhões de chineses que tomam ônibus, trens e aviões para viajar com a família.

As autoridades de Hong Kong reforçaram suas medidas de detecção da doença nas fronteiras do território, principalmente com detectores de temperatura corporal. Já a China não anunciou restrições no país. 

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Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), ainda “há muito a se descobrir sobre o novo coronavírus”. Ainda sobre a pneumonia misteriosa , completam: “Não sabemos o suficiente para tirar conclusões definitivas sobre seu modo de transmissão”.

Fonte: IG SAÚDE

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