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Flamengo não libera Reinier para seleção e caso vai para o jurídico

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O Flamengo não liberou o meia-atacante Reinier para se apresentar à seleção brasileira Sub-17 nesta segunda-feira, na Granja Comary, conforme havia combinado com a CBF. O jogador foi convocado para disputar o Mundial da categoria que será realizado no Brasil. A diretoria do Rubro-Negro voltará ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para garantir a liberação de Reinier.

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Bruno Henrique e Reinier arrow-options
Reprodução/Twitter/Brasileirão
Bruno Henrique e Reinier


O atacante do Flamengo segue com a delegação em Curitiba, no Paraná, onde o time venceu o Athletico Paranaense por 2 a 0, no domingo, pelo Brasileirão. Ele vai seguir viagem para o Ceará, onde o clube encara o Fortaleza na quarta-feira, às 20h, no Castelão. A assessoria de imprensa do clube informou que o departamento de futebol determinou que o garoto ficasse com o restante da equipe.

“O atleta Reinier permanece com a delegação por decisão do departamento de futebol. O caso está entregue ao departamento jurídico”, disse a assessoria.

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Reinier se apresentaria nesta segunda-feira para o Mundial Sub-17, sete dias depois do restante do grupo. Da mesma forma, Talles Magno, do Vasco, também deve estar à disposição do técnico Guilherme Dalla Déa. O Cruz-Maltino confirmou que nenhuma mudança em relação à liberação do jogador foi feita até o momento.

Já o Flamengo, porém, acredita que a CBF deveria ter bom senso depois da lesão de Arrascaeta e deixar Reinier voltar novamente ao Rio para o jogo contra o Grêmio, dia 23. O jogador treinaria às vésperas da partida pela semifinal da Libertadores e no dia seguinte retornaria à seleção para a disputa do Mundial.

Na reta final da preparação, os clubes chegaram a acionar o STJD pelo direito de não cederem os jogadores para amistosos do Brasil.

CBF vai reivindicar ação da Fifa

Na próxima reunião do Conselho da Fifa, que será realizada em Xangai, na China, a CBF vai encaminhar duas reivindicações: um pedido para que os compromissos das seleções de base (Sub-17, Sub-20 e Sub-23) sejam incluídos no calendário da entidade máxima do futebol. Isso vai obrigar os clubes a liberarem seus jogadores nessa faixa etária quando forem convocados.

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Atualmente, a regra vale para os compromissos em datas Fifa e competições oficiais das seleções principais. Na visão da CBF, a liberação obrigatória seria para os jogadores que tiverem contrato profissional, independentemente da idade.

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– Brasil é mais prejudicado nas categorias de base pela liberação de jogadores porque exporta muito cedo. Se não liberar jogadores para uma competição Mundial como uma Copa do Mundo… – disse.

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Time feminino do Corinthians encerra temporada histórica

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Quase 29 mil pessoas proporcionaram à Arena Corinthians neste sábado (16) o maior público de um jogo entre clubes no futebol feminino do Brasil. Torcida que viu as meninas do Timão coroarem uma temporada histórica com outro título. Desta vez, o do Campeonato Paulista, superando o São Paulo na decisão, por 3 a 0.

O Corinthians chegou à partida com a vantagem do empate, já que havia vencido no Morumbi, há duas semanas, por 1 a 0, gol de Giovanna Crivelari. Mesmo assim, o Timão iniciou o jogo e um ritmo alucinante. Aos quatro minutos, Victoria Albuquerque encobriu Carla e colocou as alvinegras na frente.

Em pouco mais de 15 minutos, a equipe da casa criou mais três chances, com Pardal, Gabi Zanotti e Millene, que ainda teve um gol anulado por impedimento. Mesmo passando a cadenciar o jogo, as corintianas mantiveram o controle.

O São Paulo, que só chegou uma vez no primeiro tempo, em um chute cruzado de Brenda na grande área, continuou com dificuldades na etapa final. E o Timão foi letal no contra-ataque. Aos três, após um chute errado de Ary na entrada da área, as alvinegras saíram em velocidade desde a defesa e a bola sobrou para Juliete ampliar. Já aos 35, Paulinha disparou pelo meio e abriu na direita para Millene definir o placar.

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Ano “quase” perfeito

As alvinegras encerram o Paulista – que no ano que vem terá metade das 16 equipes da primeira divisão do Brasileiro Feminino – com 100% de aproveitamento (20 jogos, 20 vitórias), além dos melhores ataque (67) e defesa (7). Victoria Albuquerque, presente nas últimas convocações da seleção feminina, foi a artilheira com 11 gols.

A vitória aumentou para 45 partida a série invicta do Corinthians. A última derrota foi em 21 de março, para o Santos, ainda pela 2ª rodada do Brasileirão. Desde então, o Timão emplacou 34 vitórias seguidas, recorde em jogos oficiais no futebol nacional, entre homens e mulheres.

A sequência vitoriosa foi interrompida com um empate por 1 a 1 com a Ferroviária, no jogo de ida da final do Brasileirão. Aliás, a temporada da equipe só não foi “perfeita” porque o título nacional escapou. Na partida de volta, novo empate, desta vez sem gols, com a equipe de Araraquara (SP) levando a melhor nos pênaltis.

O “troco” veio na principal competição do ano: a Libertadores, em Quito, no Equador. Apesar das dificuldades para treinar nos primeiros dias na cidade, devido a uma série de protestos da população contra o governo local, o Timão chegou à final e reencontrou a Ferroviária. Desta vez, com vitória alvinegra por 2 a 0 e o bi da América – o outro título foi em 2017, quando o clube ainda tinha parceria com o Osasco Audax.

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O time comandado pelo técnico Arthur Elias encerrou o ano com 145 gols feitos e só 19 sofridos em 47 jogos. O Paulista era o caneco que faltava na galeria das alvinegras, que já tinham vencido a hoje extinta Copa do Brasil (em 2016, também em parceria com o Audax) e o Brasileirão (2018), além das duas Libertadores.

Edição: Verônica Dalcanal

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Um ano após cirurgia, Fernando Reis confia em medalha inédita

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Fernando Reis chega ao Esporte Clube Pinheiros, em São Paulo, para mais um dia de treinos. No aquecimento dá uma atenção especial à perna esquerda. Em dezembro do ano passado, o melhor atleta do Brasil no levantamento de peso precisou operar o joelho antes que o rompimento de um tendão evoluísse de parcial para total, o que poderia comprometer o maior objetivo da carreira, subir ao pódio na Olimpíada de Tóquio.

“Foi um pouco atípico. A primeira cirurgia da minha carreira. Tive seis meses de reabilitação, três de fisioterapia e três muito fortes para chegar nos Jogos Pan-Americanos”, conta Fernando em entrevista à Agência Brasil

O empenho rendeu a Fernando o tricampeonato no Pan de Lima, mesmo em fase de recuperação física e 10 quilos atrás das melhores marcas. A prova da modalidade consiste em dois exercícios: arranco (quando o atleta ergue o halter de uma vez) e arremesso (quando há duas etapas no levantamento). No Peru ele atingiu 190 kg no arranco e 230 kg no arremesso.

Quatro semanas depois o paulistano de 29 anos evoluiu dois quilos em cada série e ficou em oitavo no Campeonato Mundial, disputado na Tailândia. Em 2018, no Turcomenistão, ele alcançou o quarto lugar, melhor posição de um brasileiro na competição. Apesar disso, considera que o desempenho na edição deste ano foi positivo.

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Fernando Reis conquista medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima 2019.

Fernando Reis conquistou o ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima 2019 – Pedro Ramos/ rededoesporte.gov.br

“Eu não tive tempo hábil, uma janela grande para fazer uma outra preparação e chegar bem ao Mundial. Então, para mim, foi mais uma reabilitação. Consegui pegar a vaga para os Jogos Olímpicos. E para o ano que vem, vamos melhorar o resultado”, garante.

A vaga olímpica está encaminhada. Com a conquista do Pan e a manutenção entre os 10 melhores do mundo na Tailândia, basta participar de mais duas competições pré-determinadas (um torneio na Argentina, em 8 de dezembro, e o Campeonato Pan-Americano, no ano que vem) para assegurar de vez a classificação.

A medalha de ouro em Lima e o top 10 no Mundial também renderam ao paulista o Prêmio Brasil Olímpico de 2019 no levantamento de peso. É a décima vez (sétima consecutiva) que ele é o escolhido como o melhor do país na modalidade.

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“Venho desempenhando sempre da maneira mais profissional possível, ganhando os campeonatos mais importantes. Procuro trabalhar mais que todo mundo”, diz Fernando, reconhecendo que a condição para a prática da modalidade no país, de forma geral, precisa evoluir.

“Eu sou muito afortunado. Sou nascido e criado no Pinheiros, então, em termos de logística e respaldo, sempre tive o melhor possível. Mas em termos de Brasil tem de melhorar muito para que outros atletas tenham a mesma estrutura. Quando comecei, poucas pessoas tinham conhecimento e domínio necessários para aplicar a modalidade. Hoje em dia há um número maior, mas muito pequeno ainda se você fala de um país continental. Se não tiver uma estrutura profissional, esquece, não tem a menor possibilidade de medalha”, afirma.

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Brasileiro Fernando Reis é sétimo  no levantamento de peso

Halterofilista ficou muito perto de medalha nos Jogos do Rio, em 2016 – Reuters/Damir Sagolj/Direitos Reservados

Medalha que passou perto em 2016. O quinto lugar de Fernando nos Jogos do Rio de Janeiro foi o melhor desempenho de um halterofilista do país na história olímpica da modalidade. Para ir além em Tóquio, o brasileiro (que caminha para a terceira Olimpíada da carreira) se divide entre São Paulo e os Estados Unidos, onde passa a maior parte do ano.

“Estou muito confiante. No próximo dia 20 de dezembro vai completar um ano da cirurgia no joelho. Agora estou 100% para brigar por essa medalha”, encerra.

Edição: Fábio Lisboa

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