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Fluminense tem seis decisões para escapar do rebaixamento

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O Fluminense encara o jogo do próximo sábado (16) contra o Atlético Mineiro como a primeira de seis decisões para conseguir escapar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

Mas o Fluminense chega a esta partida, válida pela 33ª rodada da competição, com um grande problema no gol. Muriel fraturou o primeiro metacarpo da mão esquerda e não joga mais este ano. Agenor e Marcos Felipe são os goleiros reservas, mas Marcão ainda não decidiu qual deles terá a responsabilidade de ser o arqueiro do tricolor carioca até o fim do Brasileirão.

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Agenor, com 29 anos, é mais experiente. O gaúcho participou de dez jogos pelo Fluminense e sofreu 14 gols. Já Marcos Felipe é cria da base de Xérem. Com 23 anos, teve passagens pelas seleções brasileiras de base, mas poucas oportunidades nos profissionais do tricolor, sem jogar nenhuma partida este ano. 

Outra baixa do treinador Marcão é Caio Henrique. O lateral-esquerdo está servindo à seleção olímpica e Orinho vai ser o titular da posição contra o Atlético.

Depois do Galo, o Flu terá outras cinco decisões para escapar do rebaixamento: CSA em Maceió, Palmeiras no Rio de Janeiro, Avaí em Florianópolis, Fortaleza novamente em casa e Corinthians no Itaquerão.

Edição: Fábio Lisboa
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Coluna – Ironia: Um Fla-Flu, o Clássico das Multidões, sem torcida

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“O Fla-Flu começou quarenta minutos antes do nada”. A famosa frase de Nélson Rodrigues dá bem a ideia de como esse clássico, reconhecido mundialmente como um dos maiores do futebol, mexe com os torcedores. Não é à toa, também, que ele tem a alcunha de “Clássico das Multidões”. Não só pelas dezenas de jogos em que levou mais de cem mil torcedores ao estádio, mas principalmente porque, em 1963, colocou no Maracanã 194.603 torcedores, sendo 177.656 pagantes, maior público da história do futebol mundial registrado numa partida entre clubes. Mas nesta quarta-feira (8), este mesmo Fla-Flu será com portões fechados.

A culpa é da pandemia da covid-19 ou do futebol carioca, que voltou a campo antes do tempo? É uma discussão que será levada ao longo da história, como tantas outras, essas melhores porque dizem respeito ao esporte e ao clássico. É sobre elas que prefiro falar.

O Fla-Flu de hoje, às 21h30 no Maracanã, decide a Taça Rio e nenhum clube tem vantagem no confronto. Se der Fluminense, ele vai para a final do Estadual, contra o mesmo Flamengo. Se o Rubro-Negro levar a melhor, será campeão não só da Taça Rio, como também do Campeonato Carioca, porque já ganhou o primeiro turno, a Taça Guanabara. Empate nos 90 minutos leva a decisão para os pênaltis.

O primeiro Fla-Flu da história foi num 7 de julho, em 1912. Ou seja, há 108 anos e um dia. Ao longo desse tempo, o que não faltaram foram polêmicas, rivalidade, discussões, mas também momentos de união. Por exemplo: enquanto a gente não sabe se o jogo desta noite será transmitido pelo canal de YouTube de só um clube ou nos dos dois, em 2017, juntos, Fluminense e Flamengo desafiaram a determinação de que a partida deveria ser com torcida única, no caso a do Tricolor, que era o mandante. Os clubes preferiram fechar o Nílton Santos. É claro que a pressão valeu, as duas torcidas compareceram e viram o Fluminense ser campeão.

Esse é apenas mais um capítulo dessa história, que conta com 425 jogos, sendo 155 vitórias do Flamengo, 132 do Fluminense e 138 empates. A decisão desta noite será apenas a segunda valendo uma Taça Rio. Na outra, em 2005, o Fluminense venceu por 4 a 1. Mas o Tricolor, dos quatro grandes do Rio, é o que tem menos títulos. São apenas três – o Vasco tem 10, o Flamengo, nove, e o Botafogo, sete.

Polêmica maior é ” quem nasceu de quem?” Dizem os tricolores que os rubro-negros nasceram deles. Vale esclarecer que o Flamengo foi fundado em 1895; o Fluminense, em 1902. Então, na verdade, a discussão trata da prática do futebol, já que Alberto Borgeth, remador do Flamengo e jogador de futebol do Fluminense, foi quem levou o novo esporte das Laranjeiras para a Gávea.

Mas pouco se fala de outro episódio: da própria fundação do Fluminense. Quando os 20 sócios fundadores se reuniram, a presidência da sessão foi de Manoel Rios, sócio e futuro presidente do Flamengo; na ata, constam, ainda, os nomes de Arthur Gibbons, outro sócio do Rubro-Negro, e de Virgílio Leite, então presidente do Flamengo. Afinal, quem nasceu de quem? Mas para vocês verem como os clubes eram unidos, em 1906 Francis Walter presidiu Flamengo e Fluminense ao mesmo tempo.

Dentro de campo, se por um lado o Flamengo tem mais vitórias no confronto direto, por outro o Fluminense tem mais títulos conquistados sobre o rival. Não há discussão quanto a essas afirmações, mas o problema está nos números finais. Do confronto direto, variam pouco, e o que escrevi acima é o que prevalece na grande maioria dos levantamentos. Mas na hora de falar dos títulos…

A polêmica tem início no que se pode considerar uma final. O jogo desta noite, por exemplo: entre os dois e quem sair vencedor será campeão. Mas em competições de pontos corridos, ou em turnos finais, como num triangular? Nem sempre os dois times chegam na última rodada em condições de brigarem pela taça. Pois é aí que se dá o problema.

Em 1919, por exemplo. Numa disputa por pontos corridos, o Fluminense festejou o título ao vencer o Flamengo duas rodadas antes do fim, e o Rubro-Negro não tinha como sair campeão daquele Fla-Flu. Vale? Já em 1936, os times chegaram empatados no fim e houve uma melhor de três, que deu o título ao Fluminense.

Em 1941, ano do famoso “Fla-Flu da Lagoa”, o título tricolor saiu em cima do rival. O mesmo aconteceu no sentido inverso em 1963, no histórico clássico com recorde de público. Mas em 69, na penúltima rodada, o Fluminense faturou o título sobre o Flamengo que não dependia mais dele para ser campeão. Não foi confronto direto. Ao contrário de 72, quando eles se cruzaram na última rodada do triangular decisivo e o Flamengo venceu por 2 a 1 uma decisão em que o Fluminense jogava pelo empate.

A resposta tricolor veio em 73, com um 4 a 2 que valeu o campeonato. Dez anos depois, o gol de Assis não deu o título ao Fluminense sobre o Flamengo. A taça veio apenas três dias depois, quando o mesmo Flamengo venceu o Bangu, que poderia ser o campeão se ganhasse aquela partida. Em 84, de novo gol de Assis,  e aí sim valeu o título. Naquele ano, os times realmente fizeram a final. Em 91, o Fluminense ganhou a Taça Guanabara, o Flamengo, a Taça Rio. Eles foram para a final e deu Flamengo, 4 a 2.

O gol de barriga de Renato, em 95, é incontestável – Fluminense campeão em cima do Flamengo. E por fim, em 2017, o Flamengo venceu por 2 a 1 e faturou o último título estadual disputado entre os dois.

No total, são 12 campeonatos. Em jogos diretos, o Fluminense venceu cinco; o Flamengo, quatro. Fica a discussão para os títulos tricolores de 1919, 1969 e 1983. Vocês decidem.

Por Sergio du Bocage, apresentador do programa No Mundo da Bola, da TV Brasil

Edição: Verônica Dalcanal

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Covid 19: CT Paralímpico de São Paulo reabre com atletas da natação

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Depois de 111 dias fechado, o Centro de Treinamento Paralímpico de São Paulo voltou a receber atividades na tarde de hoje (7). Um grupo de quatro atletas da seleção brasileira da natação, composto por Phelipe Rodrigues, Ítalo Pereira, Maria Carolina Santiago e Wendell Belarmino, caiu na piscina para retomar os trabalhos.

Phelipe Rodrigues, dono de sete medalhas em paralimpíadas, destacou o cuidado com os protocolos sanitários. “Na frente da piscina foram demarcadas áreas específicas para cada atleta. A piscina tem 10 raias. E sempre deixamos uma raia vazia entre cada atleta para manter a distância de segurança de dois metros no mínimo. E vários outros cuidados. Foi pensado em tudo, desde a chegada até a saída dos atletas. Está tudo 100% seguro”, disse o nadador à Agência Brasil. 

O médico-chefe do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Hésojy Gley, disse que há muito rigor no centro de treinamento, desde a entrada dos atletas, com a passagem deles por túneis de desinfecção. “Existe uma prévia testagem, anamnese feita em relação aos sintomas. Eles são convidados a assinar um termo antes de adentrar a estrutura do CT”, disse. 

Segundo Gley, o protocolo é muito rígido e baseado em alguns pilares. “O primeiro é higienização e distanciamento social. O segundo é testagem. O terceiro é monitoramento. O quarto é educação. E o quinto é sanitização. Essa é a base do nosso trabalho. O cuidado é ainda mais apurado por estarmos lidando com pessoas com deficiências. Podemos dividir esses atletas em três grupos. O primeiro é aquele de doenças neurológicas, que podem ter dificuldades para recuperação respiratória, um grupo que tem contato maior com pessoas ou objetos, que podem estar contaminados, e o grupo que pode ter problemas por tratamentos ou cirurgias aos quais foram submetidos”.

Segundo o técnico-chefe da natação paralímpica do CPB, Leonardo Tomasello, a prioridade nessa fase será o condicionamento, com muita ênfase na prevenção de lesão. “Vamos respeitar o que foi feito pelo atleta durante a quarentena, saber as condições de retorno e trabalhar individualmente cada um”, disse Tomasello. 

Um outro grupo de quatro atletas ainda depende de outros procedimentos para caírem na água. “Aguardam resultados de exames ou precisam passar pelos treinamentos de protocolo. Terminando isso, estarão aptos.”

Com a entrada da capital de São Paulo na fase amarela do Plano SP de retomada gradual da atividades previsto pelo governo estadual, a prefeitura paulistana autorizou a reabertura do CT Paralímpico no dia 27 de junho. 

Desde a autorização até sexta-feira (3), a equipe médica do CPB submeteu os atletas que estão voltando às atividades e os treinadores a testes de PCR e sorologia. Para acessar o CT, a pessoa deve obrigatoriamente ter testado negativo. Nesse período de restrições, o residencial do centro de treinamento seguirá fechado, assim como o refeitório.

A segunda modalidade com retorno previsto ao CT Paralímpico é o tênis de mesa, que deve voltar na segunda-feira (13).

Edição: Fábio Massalli

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