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‘Fora da mesa’: Coreia do Norte se recusa a falar de desnuclearização com os EUA

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Agência Brasil

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Isac Nóbrega/PR

Chanceler norte-coreano disse que estratégia é para beneficiar Trump para as eleições de 2020

O embaixador da Coreia do Norte nas Nações Unidas, Kim Song, disse neste sábado (7) que a possibilidade de desnuclearização está “fora da mesa” de negociações com os Estados Unidos (EUA). O diplomata considerou que o diálogo que Washington procurou com Pyongyang foi “um truque”, com o objetivo de se adequar à agenda de política doméstica. “Agora não necessitamos de longas conversas com os EUA, a desnuclearização já saiu da mesa de negociações”, disse o responsável em comunicado à agência Reuters.

Para o embaixador norte-coreano, o “diálogo sustentado e substancial” procurado pelos Estados Unidos foi “um truque” para efeitos de política doméstica, mais concretamente para a reeleição do presidente Donald Trump em 2020.

As declarações foram feitas um dia depois de Pyongyang ter voltado aos ataques verbais contra o presidente norte-americano. Um representante do Ministério dos Negócios Estrangeiros se referiu a Trump como “um velhote na sua decadência”.

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Não houve até agora reação por parte do Departamento de Estado às declarações do embaixador norte-coreano.

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A desnuclearização tem sido a principal exigência apresentada por Washington desde que se iniciaram as negociações de alto nível entre os EUA e a Coreia do Norte, principalmente nas cúpulas de Cingapura e Hanói, em junho de 2018 e em fevereiro deste ano, respectivamente.

Além dessas duas cúpulas e das várias reuniões entre as missões de negociação, Trump e Kim estiveram reunidos em junho último na Zona Desmilitarizada, na fronteira entre as Coreias (DMZ). O presidente norte-americano fez uma visita-surpresa a Panmunjom, depois de ter participado do encontro do G20, em Osaka, no Japão.

A Coreia do Norte tem sido veemente ao exigir dos Estados Unidos que mudem a sua posição quanto à desnuclearização, bem como na exigência da suspensão de sanções. Kim Jong-un já avisou que, se Washington não mudar de ideia, Pyongyang irá seguir “um novo caminho” no próximo ano.

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Anteriormente a essas tentativas de negociação, até o final de 2017, a Coreia do Norte realizou vários testes de mísseis balísticos de longo alcance.

Na última terça-feira, o Ministério norte-coreano dos Negócios Estrangeiros exigiu de Washington a mudança nas “políticas hostis” e destacou que caberia a Washington decidir que “prenda de Natal” iria receber no final deste ano.

Fonte: IG Mundo

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Ex-ministro da Economia será candidato à presidência na Bolívia

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Ex-ministro da economia da Bolívia, Luis Arce arrow-options
Divulgação

Ex-ministro da economia da Bolívia, Luis Arce

O ex-ministro da Economia da Bolívia Luis Arce foi escolhido neste domingo (19) como candidato à presidência pelo Movimento ao Socialismo (MAS), o partido do ex-presidente Evo Morales . Ele formará chapa com o ex-chanceler David Choquehuanca. O pleito está previsto para acontecer no dia 3 de maio.

O anúncio da chapa foi feito em entrevista em Buenos Aires pelo próprio Morales, que está refugiado na Argentina desde que renunciou ao cargo de presidente, em novembro do ano passado.

Arce foi escolhido por mais de 50 delegados do partido e Morales será o responsável por chefiar a campanha do MAS.

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Durante as eleições do ano passado, nas quais o ex-presidente disputava seu quarto mandato, houve uma polêmica nas apurações que fez o resultado ficar em cheque por suspeita de fraude. Isso porque o candidato  da oposição Carlos Mesa liderava a apuração, mas, depois de uma paralisação na contagem, Evo apareceu como o ganhador. Apesar de ter se beneficiado, agora o ex-presidente defende a realização de uma investigação, mas ainda defende que o processo foi regular.

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“Não houve fraude. A Organização dos Estados Americanos ( OEA ) incendiou a Bolívia com seu relatório eleitoral”, afirmou Evo.

Apesar da crítica, no entanto, Morales reconheceu que ele ter entrado na disputa foi um ‘equívovo’.

Fonte: IG Mundo

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Brasil trabalha com paraguaios na recaptura de presos fugitivos

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Após a fuga de 75 prisioneiros da Penitenciária Pedro Juan Caballero, no Paraguai, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, anunciou que o governo brasileiro está trabalhando junto com as força de segurança paraguaias para impedir a entrada dos criminosos no Brasil.

“Estamos trabalhando junto com as forças estaduais para impedir a reentrada no Brasil dos criminosos que fugiram de prisão do Paraguai. Se voltarem ao Brasil, ganham passagem só de ida para presídio federal”, disse Moro pelo Twitter.

Em outra postagem, o ministro disse ainda que está à disposição do Paraguai para ajudar na recaptura dos presos, que integram o Primeiro Comando da Capital (PCC).

“Estamos à disposição também para ajudar o Paraguai na recaptura desses criminosos. O Paraguai tem sido um grande parceiro na luta contra o crime”, escreveu.

Fuga

Nas primeiras horas deste domingo (19), 75 prisioneiros escaparam da penitenciária por um túnel. Inicialmente, a ministra da Justiça do Paraguai, Cecilia Pérez, disse que 91 presos haviam fugido. Pouco depois, a ministra corrigiu o número de fugitivos para 75.

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O chefe de Segurança, Matías Vargas, e o diretor da penitenciária, Cristian González, foram demitidos. Também foram presos cinco guardas da prisão.

“Impossível que eles não tenham visto a quantidade de areia em uma das celas. O túnel foi cavado de uma cela que vai para o lado da prisão. Não é possível que os funcionários não tenham visto uma saída no perímetro da penitenciária. Existe um conluio brutal óbvio”, disse a ministra Pérez.

Edição: Fernando Fraga

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