Foz do Iguaçu/PR. Entre os dias 23 e 25/6, a cidade de Foz do Iguaçu/PR recebe o IV Encontro Nacional das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), juntamente com o Encontro Nacional das Delegacias de Combate a Crimes Contra o Patrimônio e ao Tráfico de Armas da Polícia Federal (DELEPAT).
O evento reúne, como convidados e palestrantes, policiais de todas as forças de segurança que integram a FICCO em todos os estados brasileiros, incluindo representantes das polícias Federal, Civil, Militar, Penal, Rodoviária Federal, Guardas Municipais, Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN) e demais órgãos parceiros.
O principal objetivo é fortalecer a integração e a cooperação entre as forças de segurança pública no enfrentamento ao crime organizado no País.
Ao fazer uso da palavra na abertura do encontro, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, destacou o fato de o evento conseguir reunir representantes das FICCOs de todas as 27 unidades da federação, frisando o papel das unidades descentralizadas – as “pontas” – para o êxito do projeto. “O crime organizado não respeita fronteiras, e a resposta do Estado não pode ser fragmentada”, pontuou Rodrigues, que ainda ressaltou que nenhuma agência é capaz de enfrentar o crime sozinha. Por fim, o diretor citou que o modelo de atuação das FICCOs passa a ser referência, copiada por outros países.
Presenças
Além do diretor-geral da PF, participaram da solenidade abertura do encontro o secretário nacional de Políticas Penais do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), André de Albuquerque Garcia; o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Antônio Fernando Souza Oliveira; o presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Ricardo Andrade Saadi; o secretário da Segurança Pública do Paraná, coronel Saulo de Tarso Sanson Silva; o diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção da PF, Dennis Cali; o diretor jurídico da Itaipu, Luiz Fernando Delazare; o representante da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Eli da Silva; o assessor especial do MJSP, Daniel Veloso Hirata; o coordenador-geral de Repressão a Drogas, Armas, Crimes contra o Patrimônio e Facções Criminosas da PF, Alexandre Custódio Neto; e o delegado regional de Polícia Judiciária da PF no Paraná, Rodrigo Martins Moraes da Silva.
Proposta e integração
Criado como uma política estruturante, o programa FICCO foi alçado à condição de prioridade pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública no ano de 2023, com a implementação do modelo de atuação integrada nos 27 estados da Federação. Desde então, a iniciativa vem ampliando sua presença e capacidade operacional em todo o território nacional.
Atualmente, o programa conta com 39 bases instaladas e com previsão de expansão para 42 unidades em breve, reforçando a capilaridade e a eficiência das ações conjuntas. Essa estrutura permite maior agilidade na troca de informações de inteligência e na realização de operações integradas entre forças federais e estaduais, com foco no enfrentamento qualificado de facções criminosas, tráfico de drogas, tráfico de armas e lavagem de dinheiro.
As ações das FICCO são orientadas por inteligência e priorizam alvos estratégicos, contribuindo para o enfraquecimento das organizações criminosas e para o aumento da segurança da população.
Nesse contexto, cabe destacar, ainda, o papel das Delegacias de Combate a Crimes Contra o Patrimônio e Tráfico de Armas da Polícia Federal (DELEPAT) no enfrentamento qualificado ao crime organizado. Essas unidades especializadas desempenham atividade fundamental na repressão a crimes como roubos a instituições financeiras, cargas, valores, delitos patrimoniais de alta complexidade e tráfico de armas.
Coordenação-Geral de Comunicação Social
[email protected]
(61) 2024-8142
Fonte: Polícia Federal


































