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Governo já conversa com Washington para assegurar vendas de aço aos EUA

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Joyce N. Boghosian/White House

Ao deixar o Palácio da Alvorada na manhã desta segunda-feira, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que se necessário, telefonará para Trump

Como reação à ameaça do presidente Donald Trump de voltar a sobretaxar em 25% as exportações de aço brasileiro , os ministérios da Economia, da Agricultura e das Relações Exteriores divulgaram nota conjunta, nesta segunda-feira (2), assegurando que o governo vai trabalhar para defender o interesse do Brasil.

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No comunicado, os ministérios informaram que o governo brasileiro já mantém contatos com interlocutores de Washington para tratar do problema. Ao mesmo tempo, as autoridades brasileiras tentarão assegurar as vendas de siderúrgicos para os Estados Unidos . A ideia é encontrar uma solução que permita o aprofundamento do comércio bilateral.

“O governo trabalhará para defender o interesse comercial brasileiro e assegurar a fluidez do comércio com os EUA, com vistas a ampliar o intercâmbio comercial e aprofundar o relacionamento bilateral, em benefício de ambos os países”, diz a nota.

De forma global, de janeiro a novembro deste ano, as exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 26,950 bilhões. As importações de produtos americanos totalizaram US$ 27,964 bilhões. Com isso, o Brasil teve um déficit no período de US$ 1,014 bilhão com o país da América do Norte.

Os EUA são o principal destino do brasileiro. Considerando apenas a exportação de produtos acabados para os EUA, o Brasil embarcou US$ 1,246 bilhão para o país entre janeiro e outubro, queda de de 14,6% em relação ao mesmo período de 2018.

As vendas de aços semiacabados para os EUA caíram 16,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

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Bolsonaro confirma que Brasil abrirá compras públicas para estrangeiros

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MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Bolsonaro confirma fala se Guedes


O presidente Jair Bolsonaro confirmou nesta quinta-feira (23) que autorizou o Brasil a aderir ao acordo de compras governamentais da Organização Mundial do Comércio (OMC) . A decisão já tinha sido anunciada nesta semana pelo ministro da Economia, Paulo Guedes , durante sua participação no Fórum Econômico Mundial , em Davos, na Suíça.

Em suas redes sociais, Bolsonaro afirmou que a adesão garantirá que as licitações sejam mais “transparentes e com ampla concorrência internacional”. O tratado facilita o acesso de empresas estrangeiras às compras governamentais brasileiras e abre um mercado de US$ 1,7 trilhão por ano para companhias nacionais.

O pacto é assinado por 48 membros da OMC , que se comprometem a um processo de abertura mútua do mercado de compras públicas, com o compromisso de transparência e não-discriminação.

Leia também: Em Davos, Guedes diz que Brasil abrirá licitações públicas a estrangeiros

Em nota divulgada na noite desta quinta, o Ministério da Economia disse que a adesão ao acordo vai estimular a adoção de boas práticas nas licitações e melhorar a relação custo-benefício nas aquisições.

No comunicado, a pasta informou ainda que, por enquanto, não há necessidade de ajustar a legislação brasileira para viabilizar a adesão do Brasil ao acordo. “Modificações que eventualmente sejam necessárias, no arcabouço normativo ou nas práticas de entidades licitantes, serão identificadas ao longo do processo negociador, à medida que surgirem demandas que avancem em relação à cobertura ofertada nos acordos em matéria de compras governamentais já negociados pelo Brasil”, informou o ministério.

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Brasil cria 644 mil empregos com carteira em 2019, melhor resultado em seis anos

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Número é o maior desde 2013. Em comparação com 2018, ano passado teve alta de 115 mil postos arrow-options
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Número é o maior desde 2013. Em comparação com 2018, ano passado teve alta de 115 mil postos

O saldo de empregos no mercado formal de trabalho brasileiro em 2019 foi o melhor em seis anos. No ano passado, o país criou 644.079 vagas de trabalho com carteira assinada. O número se refere ao saldo entre as contratações e as demissões neste período: foram registradas 16.197.094 contratações e 15.553.015 demissões. Os dados constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério da Economia.

Índice de Confiança do Empresário Industrial é o maior desde 2010

No acumulado até novembro, as contratações com carteira assinada haviam somado 948.344. O resultado consolidado do ano foi menor porque os meses de dezembro apresentam, tradicionalmente, saldos negativos devido aos desligamentos dos trabalhadores temporários contratados para as festas de fim de ano.

Caged x pesquisa de emprego do IBGE

O Caged considera apenas os trabalhadores que têm carteira de trabalho assinada e são regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Isso significa que não são contabilizados trabalhadores sem carteira, nem os que trabalham por conta própria ou os funcionários públicos.

Emprego Verde e Amarelo: na contramão dos desejos de jovens trabalhadores

Os dados vêm dos registros que as empresas enviam ao Ministério do Trabalho, que é responsável por controlar as admissões e demissões dos trabalhadores sob o regime da CLT.

Na pesquisa do IBGE, são investigados todos os tipos de ocupação, formais e informais, além de empresários e funcionários públicos. Cerca de dois mil entrevistadores são responsáveis pelo levantamento, que visita domicílios em todo o país. É feita uma amostra da população e, a cada trimestre, 211 mil residências são visitadas.

Outra diferença é a localização geográfica. Na pesquisa do IBGE, são levantados dados de todos os estados brasileiros, mas nem todos os municípios estão representados: são 3.464 das 5.561 cidades brasileiras. O Caged cobre todos os municípios brasileiros.

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