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Horóscopo do dia: previsões para 11 de maio de 2020

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Marcelo Dalla

O horóscopo do dia apresenta a previsão para o seu signo e ascendente

ÁRIES 

O dia pode ser produtivo. Porém, cuidado com a intolerância, a impaciência e a agressividade. A Lua segue em Capricórnio, enquanto Mercúrio desafia Marte. A preferência vai para atividades mais simples, saudáveis, prazerosas e inspiradoras. Vale prestar atenção na intuição e nas sincronicidades mágicas. Vale também buscar informações positivas, elevadas. Sintonizar-se com tudo o que traz significado especial para a vida. Assim fica mais fácil cultivar alto astral, clareza, confiança e entusiasmo.

TOURO  

A Lua cheia segue agora em Capricórnio, bom período para fazer contatos profissionais, expandir seu círculo de amizades, estudar e aprender. Aproveite o período para adiantar negociações, contatos e assuntos práticos. Apenas cuidado para não exagerar na impulsividade! Invista na otimização do tempo e na boa administração dos recursos. No fim da tarde a Lua se combina com Sol e Netuno, prometendo mais inspiração. Uma caminhada ao livre, de preferência junto à natureza pode expandir seus pensamentos.

GÊMEOS 

A Lua segue agora em Capricórnio, favorecendo as iniciativas práticas. A inquietação está em pauta, mas aguarde seu aniversário para iniciar projetos. A vida não é só trabalho, procure também reservar tempo para passeios, leituras e momentos de introspecção. Neste momento, meditar, rever o ciclo que passou e traçar novas metas é importante. Mercúrio desafia Marte, pedindo cuidado com conflitos: o antídoto para a raiva e a irritabilidade é programar atividades prazerosas. Procure cultivar o seu lado mais carinhoso também. 

CÂNCER 

Perseverança, estratégia, planejamento e organização são qualidades que ganham destaque. A Lua segue em Capricórnio, o prazer vem junto com a disposição produtiva. Bom dia para traçar planos, estratégias, para resolver assuntos pendentes. Aproveite para fazer algo que realmente gosta também. Mas Mercúrio desafia Marte: todos ficam mais inquietos e impacientes. Evite discussões, cuidado com a fala agressiva. Procure relaxar, cultivar mais confiança, bem estar, sensibilidade e harmonia. Assim o tempo pode render mais.

LEÃO

Atividades ligadas à comunicação continuam em destaque. Perceba se sua fala é crítica ou agressiva. Melhor evitar impor seu ponto de vista e repensar verdades estabelecidas. Procure cultivar o seu lado mais carinhoso, bem humorado, atencioso e protetor, esteja aberto para perceber as necessidades de quem ama. Fique atento aos seus pensamentos e emoções: novas inspirações estão em pauta. A Lua segue em Capricórnio, você pode dosar melhor suas ações, com mais realismo, consciência, discernimento e maturidade. 

VIRGEM 

Bom período para arregaçar as mangas, finalizar assuntos, fazer algo produtivo. A Lua segue no compenetrado Capricórnio: Método, realismo, disciplina e praticidade ganham destaque. Com seu olhar clínico, analise, pesquise e observe para perceber tudo com mais clareza. Aproveite para adiantar estudos, pesquisas, mensagens, contatos e comunicações em geral. Mas procure fazer tudo sem pressa. É bom evitar críticas e discussões. Você pode promover diálogos esclarecedores, a diplomacia é o antídoto.

LIBRA 

A Lua segue em Capricórnio, aproveite para organizar melhor suas ideias, estruturar projetos, aproveitar melhor o tempo com algo produtivo. Mas Vênus continua a desafiar Netuno durante todo o mês. Quanto mais realismo, melhor. Procure controlar as expectativas, para que não se tornem exageradas. Cuidado com excessos contraproducentes, como o impulso de gastar o dinheiro que não possui, por exemplo. Nos relacionamentos, com calma pode perceber se há enganos ou confusões.

ESCORPIÃO 

A segunda-feira tem potencial produtivo. A Lua segue no pragmático Capricórnio, você pode elaborar estratégias, organizar a agenda, priorizar assuntos, avaliar os procedimentos para desenvolver seus planos. Mercúrio desafia Marte: atenção para a agressividade! Procure cultivar a generosidade, a gentileza e a diplomacia para somar forças. Vale também colocar-se em movimento, evite ficar muito tempo para ou em tarefas repetitivas. Prefira investir nos seus talentos e no que realmente gosta de fazer.

SAGITÁRIO 

Os contatos, as divulgações, os estudos e a interação com o mundo continuam em destaque. É importante harmonizar as relações com mais disposição, clareza e abertura para compreender o outro. A Lua segue em Capricórnio para ajudá-lo a cultivar uma visão mais prática e realista dos fatos. Maturidade, honestidade, profissionalismo e comprometimento são qualidades em destaque. Aproveite para cultivar foco, pesquisar, estudar, aprofundar-se nos temas que mais lhe interessam. 

CAPRICÓRNIO 

A Lua segue em seu signo, favorecendo o profissionalismo. Saturno fica retrógrado, indicando um período ideal para fortalecer as estruturas de sua empresa, revisar projetos, economizar e otimizar recursos. Não é um bom período para empréstimos, ou para inaugurar um empreendimento. Apenas se estiver tudo muito bem planejado! Empreendimentos e negociações avançam se houver maturidade, honestidade e comprometimento. Aproveite para traçar estratégias e administrar a vida financeira.

AQUÁRIO 

Período bom para avançar nos estudos, promover intercâmbios, divulgar seu trabalho e fazer todo tipo de contatos. Mercúrio e Saturno sinalizam um momento produtivo, com mais disciplina e profissionalismo. Mas é importante desacelerar, conter exageros, cultivar mais economia e introspecção também. Com Saturno retrógrado em seu signo, é bom promover correções no trabalho, ajustar metas, reavaliar assuntos ligados à carreira. Caso esteja muito afastado de seu propósito, é hora de buscar respostas!

PEIXES 

Hoje você pode se organizar melhor para fazer o tempo render. Com a Lua em Capricórnio, conte com mais realismo e praticidade para boas decisões. Aproveite para negociar, clarear dúvidas, fazer bons contatos, promover divulgações e desembaraçar negociações. Bom período para esclarecer mal entendidos, oferecer ajuda, cultivar solidariedade. Os estudos estão favorecidos. Você pode canalizar a inspiração com desenvolvimento de técnicas, para que seus talentos possam ser alinhavados produtivamente.

Fonte: IG Mulher

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Conhece o meme “pack do pezinho”? Mulheres ganham dinheiro vendendo fotos de pés

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A podolatria é um fetiche bastante conhecido em que as pessoas se excitam com pés, mesmo sem tocá-los ou fora de um contexto sexual. Por isso, não é difícil encontrar pelas redes sociais homens buscando uma forma de alimentar o fetiche e soltando frases do tipo “tem foto do pézinho?” para mulheres.


pés
Pixabay/Reprodução

Mulheres chegam a cobrar R$ 100 por um pack com fotos dos pés


Assim, com a demanda criada, a oferta logo se estabeleceu, criando um novo nicho no mercado fetichista: a venda de pack de pés. A questão é que, em algum momento, essa informação saiu do submundo fetichista das redes sociais e emergiu para a superfície, dando origem a diversos memes sobre a prática. 

meme pack de pé
Reprodução

O “pack do pezinho” se tornou uma piada especialmente entre os usuários do Twitter


“Na internet a gente vê várias piadinhas sobre vender pack do pézinho né? Acabei ficando curiosa se fazer isso rendia um dinheiro mesmo. Até porque não tinha nada a perder, sequer preciso mostrar o meu rosto”, conta Venus (nome fantasia usado nas redes sociais para venda dos packs).

Venus tem 20 anos e entrou nessa há pouco mais de um mês, como uma experimentação, e conta que hoje já consegue um dinheiro bom para comprar umas cervejas no fim de semana e algumas roupas.

Já para algumas pessoas mais familiarizadas com o meio fetichista, como Paula, de 30 anos, a venda de packs veio de forma espontânea, quando ela utilizava o perfil para compartilhar as fotos que gostava. “Percebi que a venda era uma possibilidade quando os seguidores começaram a pedir fotos personalizadas e exclusivas — unha de uma cor, um tipo de calçado, um tipo de pose etc — e me pagavam para isso, em troca eu enviava packs de fotos e vídeos”, relata. 

“Confesso que não dou muita prioridade ao perfil e acabo deixando de atender muitos desejos dos seguidores em relação a compras, mas sei que pessoas que se dedicam e têm um bom conteúdo, lucram muito bem”, continua.

Os tabus ainda existem e nem todos lidam com naturalidade ao saber que alguém ganha dinheiro vendendo fotos de partes do corpo para estranhos na internet, mesmo que não sejam as partes íntimas. “Meus familiares não sabem que vendo fotos, mas meus amigos mais próximos, sim, inclusive eles quem me deram a ideia de começar pra ver o que rolava, é a nossa piada interna”, assume Venus.

Para Paula, que já tem o perfil criado para o público fetichista há bastante tempo e começou a vender as fotos há três anos, é mais fácil tratar isso com naturalidade. Segundo ela, a família e amigos não apenas sabem da prática como a ajudam a tirar as fotos. “Mas quando eu conto para as pessoas no geral, elas geralmente não acreditam, sempre perguntam se estou falando sério”. 

Os preços variam bastante, para fotos e vídeos personalizados o valor fica mais alto, podendo chegar a R$ 100 o pacote com três fotos, mas Venus faz preços mais baixos para os seguidores e vende packs de dez vídeos e três fotos a R$ 50 e, o mais barato, por R$ 25 com três vídeos.

Fonte: IG Mulher

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Quarentena impulsiona busca por relações extraconjugais

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BBC News Brasil

Traição
DANAE DIAZ/BBC THREE

Homens e mulheres revelam uso de aplicativos, chats e ‘sexting’ sem o conhecimento de seus parceiros

*Os nomes de tod o s os entrevistad o s nes t a reportagem foram alterados para preservar sua privacidade

“Ele estava dormindo e eu levei o celular para o banheiro. Não precisa de um grande esquema secreto para a troca de mensagens, dos nudes…. Todo mundo carrega o telefone pra todo canto, pro banheiro, pra cozinha, não é algo tão calculista como pode parecer”, conta a arquiteta Bianca*, 36, que está em  isolamento social com o namorado Gabriel, no Rio de Janeiro (RJ) desde março.

Os dois estão juntos há cinco meses, mas Bianca conta que as consequências da pandemia do novo coronavírus foram decisivas para a maneira como o relacionamento foi construído. “Antes da quarentena, não tinha um status de namoro. Gosto do Gabriel e de estar com ele, mas não queria que nosso relacionamento tivesse se aprofundado tanto como aconteceu por causa da pandemia “, confessa ela, que se sente “traindo” o parceiro.

“Continuo em contato com outros homens e uma mulher, trocando mensagens, nudes e praticando sexo virtual, mas me sinto um pouco culpada. Não sofro por isso, mas não acho que seja justo com ele. Só que também não consigo abrir mão do conforto emocional que o namoro me traz e nem da vida sexual que eu gostaria de estar levando e estaria, sem culpa e sem amarras, se não fosse pela pandemia”, diz ela.

Também no Rio, a publicitária Luciana*, 35, divide o apartamento com o marido – como o reconhece e chama – há cinco anos. Como Bianca, ela sentiu os efeitos do isolamento social sobre seu relacionamento, que já estava, como conta, em crise.

“Antes de a pandemia ‘estourar’ eu já estava cogitando a possibilidade de me separar. Sentia que a gente estava se afastando afetivamente, sexualmente e emocionalmente. Daí veio a quarentena e a crise ficou meio ‘em stand by’. Não ouso ‘mexer neste vespeiro’ porque não tem como resolver. Não tem como a gente se separar em meio a este caos, não tem como dar um tempo, então prefiro manter uma convivência minimamente harmônica enquanto isso durar”, explica ela.

Apesar de destacar um convívio agradável com o marido – “gosto da companhia dele”, ela diz -, Luciana conta que se aproximou, durante a pandemia, de um outro homem, um conhecido de faculdade. Os dois se reencontraram em uma festa de amigos em comum no início do ano e passaram a trocar mensagens.

“Começou como uma amizade e de uns meses para cá, falarmos abertamente sobre o interesse que temos um no outro. Só não tem nada em tom explicitamente sexual: troca de nude, sexo virtual, nada disso. Mas falamos sobre nosso dia, conto meus planos para o futuro, ele fala dos dele, mandamos fotos do cotidiano. De certa forma, me sinto como se fôssemos um casal, tirando as relações sexuais/eróticas, até porque pela pandemia, não tem a pressão da possibilidade de um encontro físico. Mas me sinto envolvida afetivamente, conectada sentimentalmente, com uma rotina a dois de certa forma com ele, de um jeito que eu não me sinto mais em relação ao meu marido”, confessa.

Pessoa olhando celular

Getty Images
Homens e mulheres revelam uso de aplicativos, chats e ‘sexting’ sem o conhecimento de seus parceiros

Desejo de ‘estar fora’

Segundo Cláudio Paixão, doutor em psicologia social e professor da Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o isolamento social necessário como medida de prevenção contra a  covid-19 causa uma redução do espaço físico vivenciado pelas pessoas, o que não acontece com os espaços psíquicos, impactando a maneira como vivenciam seus desejos.

“As pessoas estão o tempo todo em diálogo com o mundo, em seu trabalho, sua vida social, outros lugares que não a casa e o próprio relacionamento. Com o isolamento, há uma redução deste espaço físico de interatividade, mas o campo psicológico não passa por isso de pronto. Então as pessoas não entendem ou aceitam imediatamente que sua rede de relacionamentos também está limitada. Isso faz com que se olhe para fora: de casa, do relacionamento. É um desejo de ‘estar fora’. Isso aparece nos memes de saudades do bar, da vontade de ‘se aglomerar’, de praticar atividades físicas, os mais diversos desejos de troca, inclusive a sexual e afetiva. E o que se tem feito como alternativa é uma virtualização das relações para suprir estes desejos”, aponta o especialista, citando exemplos como troca de nudes e a prática de ‘sexting’, sexo virtual por mensagens.

Sem sair desde março da casa em que vive com o namorado em Belo Horizonte (MG), o pesquisador Caio, de 28 anos, passou a utilizar o que ele chama de “aplicativos de pegação” e tem participado de chats em busca de parceiros sexuais.

“Acho que sempre tivemos um relacionamento aberto velado. Já fiquei com outros caras e sei que ele também. Mas era algo esporádico, quando rolava um clima numa festa, coisa de momento. Não falamos sobre isso, e nunca busquei esses encontros ativamente, acredito que nem ele. Agora na pandemia, me vi mais impelido a fazer isso, tenho usado aplicativos de ‘pegação’, inclusive trocando nudes neles e em chats como do Facebook, coisa que nunca tinha feito. Não sei se ele também faz, mas não me incomodaria”.

Caio diz que isso não afetou sua relação com Igor, com quem mora há 8 anos. “Apesar de estarmos na mesma casa, que é antiga e enorme, não ficamos o dia todo no mesmo ambiente. Além disso, eu trabalho muito tempo diante do computador, então temos uma certa privacidade. Não frequento esses aplicativos e chats descaradamente, na frente dele. Nossa vida sexual continua bastante ativa e nosso envolvimento afetivo e emocional continua o mesmo de antes, mais intenso até, eu diria. Sinto que nosso relacionamento é muito estável”.

casal na cama de costas um para o outro

Getty Images

‘Tinderização’ das relações

Para o psicólogo Cláudio Paixão, outro fator que impacta a busca por relações extraconjugais é um padrão de se relacionar que ele chama de ‘tinderização’ (referência ao aplicativo Tinder, que permite interação entre as pessoas a partir de um “match”, função que aponta interesse mútuo entre dois usuários).

“Com o advento das redes sociais, criou-se a possibilidade de se navegar e ver outras pessoas, possibilidades de relacionamento diferentes das que se tem. Surge um cardápio maior de possibilidades, o que sugere, atiça uma série de outros desejos, ainda que baseados em fantasias, porque na internet as pessoas se mostram como querem ser vistas.”

Cláudio sugere, ainda, que essa ‘tinderização’, trazendo a grande possibilidade de outras escolhas sexuais e afetivas, também tende a tornar as gerações atuais menos tolerantes aos aspectos que as desagradam em seus parceiros.

“Há a tendência de redução de tolerância ao erro do outro. Antes você acabava convivendo por um tempo, ia estreitando laços com alguém para aprender sobre a pessoa em diversos níveis. Neste momento de tinderização, as pessoas têm muitas escolhas e um baixo limiar de resistência à frustração de expectativas. Você vê o outro, se interessa e começa a conversar. Se surge algo que desagrada, é só ‘jogar pro lado’ e interromper o contato”, aponta o especialista, destacando como o isolamento social impacta este efeito.

“Neste momento, o que há de bom e ruim nas relações se sobressai ao mesmo tempo em que há essa diminuição da tolerância. Somando a isso fatores como o cuidado com filhos e com pessoas idosas, o teletrabalho e o ensino à distância, cria-se um desgaste da relação a dois. Isso pode fazer com que o interesse da pessoa se volte ‘para fora’ da relação confinada naquele espaço de tensão. Por isso é sempre importante dialogar.”

Moralização dos relacionamentos

Apesar dessa tendência em se querer experimentar “o que está fora” de um relacionamento monogâmico diante do confinamento, a pandemia do novo coronavírus pode trazer uma certa moralização dos modelos conjugais. É a análise feita pelo antropólogo Antônio Pilão, doutor em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com pós-doutorado em gênero e sexualidades em andamento no Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal de Juiz de Fora (PPGCSO- UFJF).

“Vejo uma relação muito estreita com o fenômeno da aids nos anos 1980 e 1990. O mundo havia saído de um contexto de experimentação afetiva e sexual dos anos 1970. Com a aids, houve uma remoralização dos desejos e práticas, porque entendia-se que a proliferação do HIV era proveniente da promiscuidade sexual. Então a limitação das experiências afetivas e sexuais e a monogamia como regra foram uma resposta a essa premissa”, analisa Antônio, um dos pesquisadores pioneiros no estudo de relações não monogâmicas no país.

“Estamos diante de um vírus que se alastra a partir das interações sociais, do abraço, do beijo. Essas são, na sociedade ocidental, porta de entrada para a sexualidade. Com isso, os relacionamentos tornam-se uma discussão sanitária, o que também influencia nossa visão moral. Antes da pandemia estávamos em um momento, desde o início dos anos 2000, de maior abertura para o questionamento das limitações da monogamia. Agora, parece que estamos entrando em uma fase em que ela se apresentaria como a única possibilidade conjugal possível, até por questões de saúde pública”, avalia o antropólogo.

Pessoa tirando anel

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“A monogamia dificilmente é um acordo. Nascemos em uma sociedade em que esta normatividade está posta, limitando a sexualidade, a afetividade e o que chamamos de amor exclusivamente a outra pessoa”, diz especialista

“A infidelidade é uma afirmação da monogamia”

Antônio explica também a diferença entre estar em uma relação não monogâmica e ter relacionamentos extraconjugais:

“A monogamia dificilmente é um acordo. Nascemos em uma sociedade em que essa normatividade está posta, limitando a sexualidade, a afetividade e o que chamamos de amor (num relacionamento) exclusivamente a outra pessoa. As relações não monogâmicas questionam esse modelo e não são a ausência total de regulação, mas a proposta de regulações e contratos que não sejam absolutos como a monogamia. Já a infidelidade é uma afirmação da monogamia. Driblar os pressupostos e as regras da norma vigente não constrói novos acordos, mas representa uma manutenção dos antigos, ainda que seja no descumprimento deles. Por isso também há o sentimento de culpa, arrependimento, vergonha e as práticas se mantêm clandestinas.”

Para Antônio, é impossível prever como serão construídos os modelos de conjugalidade em um possível mundo pós-pandemia.

“Não sabemos se no que ano que vem o cenário atual vai estar superado. Se vamos passar anos, décadas usando máscara, e temendo o contato com pessoas estranhas, perdendo hábito de ‘ficar’, por exemplo. Nesse sentido, a preocupação com a infidelidade não deve vir de suas questões morais, mas do risco iminente de contágio. Principalmente num contexto de possíveis encontros clandestinos, podendo expor pessoas que nem sabem dos perigos que correm. O ideal seria que os casais pudessem conversar e encontrar alternativas de acordos sanitariamente seguros que funcionassem para eles e para a sociedade, já que se trata de uma questão coletiva”.

Fonte: IG Mulher

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