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iFood dobra taxa de entrega em pleno isoalmento e impacta negócios

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Divulgação/iFood

A taxa de entrega do iFood dobrou no último mês, segundo empreendedores

O aplicativo de entrega de comidas iFood tem aumentado suas taxas de entrega. Segundo relatos de donos de negócios do ramo alimentício, o valor dobrou neste mês. “Antes, nossa taxa entrega era de R$ 3,99 e agora varia entre R$ 6,99 e R$ 7,99”, diz o gestor de um restaurante no centro de São Paulo, que não quis se identificar. 

O entrevistado diz também que o aumento nesse mês pode ter sido um dos fatores para a queda no movimento do negócio. “Nosso rendimento de maio certamente não vai chegar ao que tivemos em abril”, afirma. Nas redes sociais, houve também reclamações sobre a mudança de valores por empreendedores do setor.

O que o iFood fez em plena quarentena com os bares e restaurantes funcionando só com delivery? Dobrou o valor de todas…

Posted by Raphael Vidal on  Thursday, May 14, 2020


Procurado pelo iG, o iFood afirmou que desde sexta-feira passada (15), “alguns parceiros tiveram diminuição e outros aumento” em suas taxas de entrega e que “os valores acompanharão o dinamismo do mercado, levando em consideração fatores, como por exemplo, cidade e raio de entrega.”

Sobre o dinamismo de mercado, o iFood esclareceu que um dos fatores para aumento de taxa pode ser o balanço entre oferta e demanda  da quantidade de entregadores disponíveis e restaurantes. Se houver poucos entregadores para fazer o percurso entre o estabelecimento e a casa do cliente, a taxa sobe. 

Segundo a empresa, os restaurantes cadastrados em sua plataforma podem acessar o Portal de Parceiros do iFood e optar por participar de ações de entregas grátis. Além disso, o iFood afirma que criou quatro projetos de ajuda aos restaurantes durante a crise, que podem ser acessados em seu  site institucional. 

Projeto de Lei inclui tema de delivery na pandemia

Nesta semana, o tema dos deliveries também foi discutido no Senado, com o projeto de lei 1.179/2020. 

O texto tinha sido aprovado em abril no Senado, seguiu para a Câmara – onde sofreu mudanças – e retornou ao Senado. As mudanças excluíam o tema dos aplicativos de viagem e delivery, mas a alteração foi rejeitada pelos senadores e agora o texto irá para sanção presidencial.

Os senadores retomaram o trecho que obriga empresas de aplicativos de entrega e transporte individual, como o iFood, a reduzir em 15% o percentual cobrado de motoristas e entregadores por cada viagem até 30 de outubro, aumentando os valores repassados a eles.

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) disse que esse dispositivo tinha sido inserido no texto por emenda do senador Fabiano Contarato (Rede-ES), para garantir que, até 30 de outubro deste ano, as empresas repassassem aos motoristas e entregadores ao menos 15% a mais em cada viagem realizada, reduzindo proporcionalmente os valores atualmente retidos por elas.

A emenda também proibia o aumento dos preços cobrados nas viagens, como forma de evitar que o ônus fosse repassado aos usuários do serviço.

“Não existem fatos novos que possam sustentar, a meu ver, uma mudança de posicionamento da maioria já formada a respeito do assunto”, declarou Tebet sobre a alteração feita pela Câmara.

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Estados e municípios têm limite de crédito ampliado em R$ 4 bi

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Os estados e os municípios poderão pegar R$ 4 bilhões adicionais emprestados no sistema financeiro sem garantia do Tesouro Nacional. Em reunião extraordinária, o Conselho Monetário Nacional (CMN) ampliou de R$ 3,5 bilhões para R$ 7,5 bilhões o limite para a contratação de operações do tipo em 2020.

A medida ajuda os governos locais a pegarem dinheiro emprestado em bancos ou organismos multilaterais sem a necessidade de que o Tesouro dê garantias e cubra eventuais calotes.

Com a medida, o limite global para todas as operações de crédito de estados, de municípios e da União passou de até R$ 8,4 bilhões para até R$ 12,4 bilhões em 2020. O teto de operações com garantia da União – quando o Tesouro cobre a inadimplência dos governos locais – foi mantido em R$ 4,5 bilhões, e o limite para contratação pela União continua em R$ 400 milhões.

Todo ano, o CMN fixa valores máximos que a União, os estados e os municípios podem pegar emprestado no sistema financeiro. A utilização desse limite poderá ser acompanhada pelas instituições que integram o sistema financeiro e pela sociedade, por meio do site do Banco Central.

Em nota, o Ministério da Economia informou que o limite global de R$ 12,4 bilhões não tem impacto fiscal para a União e que não afeta o cumprimento da meta de déficit primário para os governos locais nem para as estatais federais estabelecida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2020.

Edição: Fábio Massalli

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Receita prorroga suspensão de cobranças até 30 de junho

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Agência Brasil/Reprodução

A suspensão das cobranças e da apresentação de documentos originais faz parte de um pacote de ações anunciado no fim de março


Os contribuintes que devem ao Fisco ganharam mais um mês para se defenderem. A Receita Federal prorrogou a suspensão das ações de cobrança até 30 de junho. O prazo foi estendido em um mês por causa do agravamento da pandemia do novo coronavírus.

Leia mais: Caixa deu R$ 6,3 bilhões em crédito para microempresas na pandemia

O Fisco também prorrogou , para o dia 30 deste mês, o prazo para que o contribuinte possa apresentar cópias físicas ou digitais de documentos. A exigência de apresentação dos papéis originais entraria em vigor hoje (1º), mas também foi adiada por causa da Covid-19.

A suspensão das cobranças e da apresentação de documentos originais faz parte de um pacote de ações anunciado no fim de março, assim que o governo tomou as primeiras medidas de enfrentamento à pandemia. A medida tem o objetivo de diminuir aglomerações nas unidades da Receita Federal, diminuindo o risco de contágio.

Procedimentos administrativos

Além das cobranças, tiveram a suspensão prorrogada até o dia 30 os seguintes procedimentos administrativos: emissão eletrônica automatizada de aviso de cobrança e intimação para pagamento de tributos, notificação de lançamento da malha fiscal da pessoa física, exclusão de contribuinte de parcelamento por inadimplência, registro de pendência de regularização no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) motivado por ausência de declaração.

O atendimento presencial nas unidades da Receita fica restrito até 30 de junho. O contribuinte deverá agendar previamente as visitas para os seguintes serviços: regularização de CPF; cópia de documentos relativos à Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (DIRPF) e à Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte (Dirf); parcelamentos e reparcelamentos não disponíveis na internet e emissão de procurações e de protocolos de retificações de pagamento, de CNPJ e de análise e liberação de certidões.

Diligências

Em relação aos documentos, uma instrução normativa estabelece que caberá aos servidores da Receita, durante o período de pandemia, verificar a autenticidade das cópias nos órgãos responsáveis pela emissão de cada documento. Caso seja necessário, o Fisco pode fazer diligências para confirmar a veracidade das informações prestadas.

O contribuinte pode consultar a página da Receita Federal na internet para verificar os canais de atendimento para cada tipo de serviço. Alguns serviços estão disponíveis para entrega de documentos em cópia simples, definidos pelas superintendências de cada jurisdição.

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