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Após paralisação de testes, OMS elogia rigor científico da vacina de Oxford

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Reprodução/Facebook

Suspensão ocorreu após efeito adverso em uma das voluntárias do processo

Nesta quarta-feira (9), um dia após a paralisação dos testes da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e a AstraZeneca , a OMS elogiou a pronta ação para garantir a segurança do imunizante, ponto que deve ser o primordial para todos os estudos de vacina ao redor do mundo.

“Só porque falamos da rapidez, não significa que iremos comprometer ou pegar atalhos nos caminhos a seguir. O processo precisa caminhar de acordo com as regras do jogo. Em termos de remédios e vacinas distribuídos para a população, devemos testar sua segurança em primeiro lugar e acima de tudo”, afirmou Soumya Swaminathan, cientista-chefe da OMS , em entrevista à agência de notícias Reuters.

Tal suspensão ocorreu nesta terça após uma das voluntárias apresentar um efeito adverso ao tratamento. De acordo com o jornal norte-americano The New York Times, a reação teria sido uma mielite transversa, que é uma inflamação na medula espinhal.

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Procurada pela Reuters, a Organização Mundial de Saúde afirmou que paralisações como essa são raras durante o processo de testagem de vacina, mas que podem ocorrer. 

“Estamos satisfeitos em ver desenvolvedoras de vacinas assegurando a integridade científica de seus ensaios clínicos e se atendo às diretrizes e às regras padrões no desenvolvimento de vacinas . É preciso ter adesão estrita aos protocolos estabelecidos em todos os ensaios clínicos, para garantir a segurança dos voluntários e a eficácia e própria segurança de vacinas”, finaliza a nota.

Fonte: IG Mundo

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Genes neandertais aumentam o risco de Covid-19, afirma novo estudo

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Nikola/Divulgação

Imagem retrata neandertais em exposição em museu da Croácia


Cientistas afirmam que um  traço de DNA , passado dos neandertais para os humanos modernos, pode triplicar o risco de se desenvolver a forma mais grave da Covid-19 . Cerca de 16% dos europeus e metade dos sul-asiáticos são portadores desse legado genético de mais de 50 mil anos. O estudo foi publicado na revista científica Nature.


As origens dos genes de risco vieram à tona quando pesquisadores na Suécia e na Alemanha compararam o DNA de pacientes infectados com o de neandertais. O trecho de DNA que torna os pacientes mais propensos a adoecer gravemente é muito semelhante ao coletado de um neandertal na Croácia.

“Quase caí da cadeira, porque o segmento de DNA era exatamente o mesmo do genoma do neandertal”, diz Hugo Zeberg, professor assistente do Instituto Karolinska em Estocolmo.

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Zeberg e seu parceiro, Svante Pääbo, diretor do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, suspeitam que os genes neandertais persistiram nos humanos modernos porque já foram benéficos, talvez ajudando a combater outras infecções. Só agora – quando confrontado com uma nova infecção – é que seu lado negativo foi exposto .

Não está claro como os genes podem piorar a Covid-19, mas um gene desempenha um papel na resposta imunológica, impedindo que vírus invadam as células humanas. “Estamos tentando identificar qual é o gene-chave, ou se existem vários genes-chave, mas a resposta é que não sabemos quais são os críticos na Covid-19 “, declara Zeberg.

Além dos genes de risco da Covid-19, os neandertais legaram outros aos humanos modernos. Alguns aumentam a sensibilidade à dor, enquanto outros reduzem o risco de aborto espontâneo. “Alguns são benéficos e outros prejudiciais”, afirma Zeberg. “São como uma faca de dois gumes.”

Fonte: IG Mundo

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