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Boris Johnson apresenta projeto de lei que muda acordo do Brexit

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Saída do país no bloco está marcada para o fim de janeiro.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson (foto), apresentou ao Parlamento nesta quarta, 9, um projeto de lei que muda o acordo que foi assinado com a União Europeia em janeiro para realizar o Brexit.

O projeto dá aos ministros britânicos o poder de modificar ou de não seguir regras relacionadas à movimentação de bens. Também dá a eles poderes para ajudar empresas, mesmo que a prática vá contra tratados feitos anteriormente. E o mais grave: o projeto de lei afirma que esses poderes devem ser aplicados mesmo que violem as leis internacionais.

A perspectiva de que o Reino Unido aprove uma lei que isenta o país de cumprir com leis internacionais é preocupante porque o governo têm até o final de outubro para chegar a um acordo de livre comércio com a União Europeia. A saída definitiva do país do bloco está marcada para o final de janeiro.

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Uma possível explicação para a jogada de Boris Johnson é que isso seria uma maneira de obter concessões da União Europeia nos instantes finais das negociações. É uma aposta ousada, que pode deixar o país sem um acordo com a UE.

Nesta quarta, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, questionou o primeiro-ministro. “Estou muito preocupada com os anúncios do governo britânico sobre suas intenções de violar o Acordo de Retirada ( do Brexit ). Isso violaria o direito internacional e minaria a confiança”, escreveu Ursula no Twitter. “Os pactos devem ser respeitados.”

Fonte: IG Mundo

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Secretário-geral da ONU pede acordo global contra desigualdades

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O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, pediu hoje (22) no discurso de inauguração da 75ª Assembleia Geral por um cessar-fogo global até o final de 2020. Em um salão praticamente vazio, com apenas 10% dos mais de 2 mil assentos ocupados, Guterres foi enfático ao dizer que ainda há “desafios por vir” e que, em um mundo interconectado, “solidariedade é interesse em si mesmo.”

Guterres afirmou que a pandemia expôs fragilidades e desigualdades pelo mundo. O secretário-geral propôs, como já havia feito em março – início da pandemia -, que haja “um fim na doença da guerra para que possamos lutar contra a doença que devasta nosso planeta.”

António Guterres fez ainda um apelo contra o que chamou de uma nova guerra fria. “Nosso planeta não pode bancar um futuro onde as duas maiores economias dividiram o globo, cada uma com suas próprias regras financeiras e de comércio, com capacidades de internet e inteligência artificial diferentes”, ponderou.

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Violência contra mulher

Guterres afirmou que deve haver um esforço conjunto, em escala global, para cessar crescentes violações de direitos contra meninas e mulheres. “Existe uma guerra secreta contra as mulheres. Prevenir e terminar [o conflito] requer a mesma quantidade de recursos e compromissos investidos em outras formas de guerra.”

Contratos sociais

O representante da ONU solicitou que haja um novo “contrato global”, de vários termos, que dê fim ao racismo, à exclusão, à descriminação e estabeleça o acesso universal à saúde. Segundo Guterres, um projeto de “renda básica universal” também deve estar no centro dos interesses da comunidade global.

Emissões de carbono

Sobre o clima e o meio ambiente, pautas recorrentes e estratégicas da ONU, o secretário-geral solicitou que todos os países-membros zerem as emissões de carbono até 2050. O secretário informou que o novo “contrato global” proposto pelo órgão também vai tratar da distribuição igualitária do poder, riquezas e oportunidades.

Vacinas nacionais

Como alerta, Guterres informou que há conhecimento de países que estão fazendo negociações bilaterais sobre o desenvolvimento de vacinas em prol exclusivamente de suas próprias populações. “Nenhum de nós está seguro enquanto todos não estiverem seguros”, afirmou. “Devemos assegurar que o mundo em desenvolvimento não caia na ruína financeira, pobreza crescente e crise de débito. Precisamos de compromisso coletivo nessa queda vertiginosa”, argumentou.

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Edição: Fernando Fraga

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