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Covid-19: Até dezembro, mundo pode atingir 2,8 milhões de mortos

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Universidade projeta pico de Covid-19 no Hemisfério Sul em dezembro


De acordo com o Instituto de Métricas e Avaliação da Saúde da Universidade de Washington (IHME), o mundo deve alcançar, até o fim de 2020, a marca de 2,8 milhões de pessoas  mortas pela Covid-19 , doença transmitida pelo novo coronavírus.


Projeção leva em consideração medidas atuais de prevenção adotadas pelos governos. No entanto, caso as medidas sanitárias atualmente em vigor sejam relaxadas, este número pode crescer para 3,9 milhões de vítimas fatais.

Além disso, o estudo também afirma que a taxa de mortes diárias pode chegar a 30 mil. O maior número até o momento foi de 8 mil vítimas fatais da Covid-19 por dia.

Do total de óbitos, cerca de 960 mil dos óbitos estariam presentes principalmente nas Américas e 1 milhão na Europa e Ásia Central. O estudo considera que um pico da pandemia pode acontecer no Hemisfério Norte devido ao inverno na região.

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No Brasil, o cálculo é de que 175 mortes ocorram devido a Covid-19, caso as medidas de isolamento seguem como estão em vigor atualmente. Com flexibilização, há um aumento de 2 mil óbitos previsto pelo modelo matemático. No entanto, adotar medidas mais rígidas e intensificar o uso de máscara pode poupar 16 mil vidas.

Para realizar o cálculo, alguns dos dados coletados pelo IHME são: atual número de mortos ; índice de prevalência de anticorpos contra a Covid-19; média de novos casos; taxa de testes realizados; nível de mobilidade da população; e implementação de uso de máscara.

Segundo o IHME, mesmo que atitudes como o uso de máscara e o distanciamento social sejam cumpridos, a estimativa é de que o número de mortes ainda seja elevado, podendo chegar a 2 milhões. Contudo, o uso de máscara deve ser regra em todo mundo e isolamento deve ser adotado caso índice de mortes seja de 8 por milhão.

Nesta sexta-feira (11), o mundo contabiliza marca de 905 mil óbitos causados pela Covid-19 , segundo cálculo da  Organização Mundial da Saúde (OMS).

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Fonte: IG Mundo

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Secretário-geral da ONU pede acordo global contra desigualdades

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O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, pediu hoje (22) no discurso de inauguração da 75ª Assembleia Geral por um cessar-fogo global até o final de 2020. Em um salão praticamente vazio, com apenas 10% dos mais de 2 mil assentos ocupados, Guterres foi enfático ao dizer que ainda há “desafios por vir” e que, em um mundo interconectado, “solidariedade é interesse em si mesmo.”

Guterres afirmou que a pandemia expôs fragilidades e desigualdades pelo mundo. O secretário-geral propôs, como já havia feito em março – início da pandemia -, que haja “um fim na doença da guerra para que possamos lutar contra a doença que devasta nosso planeta.”

António Guterres fez ainda um apelo contra o que chamou de uma nova guerra fria. “Nosso planeta não pode bancar um futuro onde as duas maiores economias dividiram o globo, cada uma com suas próprias regras financeiras e de comércio, com capacidades de internet e inteligência artificial diferentes”, ponderou.

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Violência contra mulher

Guterres afirmou que deve haver um esforço conjunto, em escala global, para cessar crescentes violações de direitos contra meninas e mulheres. “Existe uma guerra secreta contra as mulheres. Prevenir e terminar [o conflito] requer a mesma quantidade de recursos e compromissos investidos em outras formas de guerra.”

Contratos sociais

O representante da ONU solicitou que haja um novo “contrato global”, de vários termos, que dê fim ao racismo, à exclusão, à descriminação e estabeleça o acesso universal à saúde. Segundo Guterres, um projeto de “renda básica universal” também deve estar no centro dos interesses da comunidade global.

Emissões de carbono

Sobre o clima e o meio ambiente, pautas recorrentes e estratégicas da ONU, o secretário-geral solicitou que todos os países-membros zerem as emissões de carbono até 2050. O secretário informou que o novo “contrato global” proposto pelo órgão também vai tratar da distribuição igualitária do poder, riquezas e oportunidades.

Vacinas nacionais

Como alerta, Guterres informou que há conhecimento de países que estão fazendo negociações bilaterais sobre o desenvolvimento de vacinas em prol exclusivamente de suas próprias populações. “Nenhum de nós está seguro enquanto todos não estiverem seguros”, afirmou. “Devemos assegurar que o mundo em desenvolvimento não caia na ruína financeira, pobreza crescente e crise de débito. Precisamos de compromisso coletivo nessa queda vertiginosa”, argumentou.

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Edição: Fernando Fraga

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