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Covid-19: Índia tem recorde de casos; Mumbai prepara novo lockdown

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As novas infecções pelo novo coronavírus da Índia atingiram nível recorde nesta quarta-feira (14). Mumbai se prepara para novo lockdown a partir da meia-noite, mas centenas de milhares de peregrinos continuam chegando para um festival religioso no norte do país.

A Índia relatou 184.372 casos nas últimas 24 horas, mostraram dados do Ministério da Saúde, o que eleva o total de infecções a 13,9 milhões. As mortes aumentaram em 1.027 e somam 172.085.

Depois de relatar menos de 10 mil casos por dia no início deste ano, a Índia se tornou o país mais atingido a partir de 2 de abril. O governo atribui o aumento a uma incapacidade generalizada de cumprir as restrições à circulação e à interação social na população de 1,39 bilhão de habitantes.

O aumento de casos ocorre no momento em que o maior estado indiano, Maharashtra, o epicentro da segunda onda nacional, está prestes a entrar em lockdown total, até o final de abril, para conter a disseminação do vírus. O estado responde por cerca de um quarto do total de casos do país.

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Mumbai, a capital comercial indiana, estava repleta de compradores que faziam estoques antes de o lockdown entrar em vigor.

“Não sabemos se poderemos montar nossas barracas a partir de amanhã, então estamos pedindo aos nossos clientes que estoquem o máximo possível hoje”, disse Susheela, uma vendedora de vegetais que trabalha na rua e só usa o primeiro nome.

Havia grandes filas diante de muitos mercadinhos. Em outros locais, hospitais particulares sobrecarregados estavam recusando pacientes, o que aumenta o fardo das instalações governamentais.

Em Gujurat, um estado do oeste, uma testemunha disse à Reuters que viu uma fila grande de ambulâncias esperando diante do Hospital Civil Ahmedabad nesta quarta-feira. Alguns pacientes recebiam atendimento dentro das ambulâncias enquanto aguardavam.

“Minha esposa foi diagnosticada com covid-19 no domingo. Chamamos uma ambulância hoje de manhã para levá-la ao hospital porque estava com dificuldade para respirar”, contou Becharbhai Waghela, que acompanhava a mulher, Shantaben, de 61 anos.

Apesar do quadro, centenas de milhares de hindus devotos se reuniram para se banhar no Rio Ganges na cidade de Haridwar, no norte, nesta quarta-feira, o terceiro dia de banhos do festival Kumbh Mela, que dura semanas.

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* Reportagens adicionais de Anushree Fadnavis, Saurabh Sharma, Sumit Khanna e Rama Venkat

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Colômbia tem terceira semana seguida de protestos; 40 pessoas já morreram

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Protesto na Colômbia
EFE/Reprodução

Protesto na Colômbia

BOGOTÁ e CALI — Membros de sindicatos, estudantes, aposentados e trabalhadores voltaram às ruas de Bogotá, Medellín e Cali, na Colômbia, para protestar nesta quarta-feira, na terceira semana de manifestações contra o governo do presidente Iván Duque.

As manifestações, que eclodiram em 28 de abril contra uma polêmica reforma tributária, vêm sendo violentamente reprimidas — o que foi condenado pela ONU, que denunciou o uso excessivo de força policial. Até agora, 42 pessoas foram mortas nos confrontos, de acordo com um novo levantamento divulgado na terça-feira pela Defensoria do Povo, um órgão autônomo. Grupos de direitos humanos locais e internacionais, no entanto, estimam o número de mortos em 47.

A ONG Temblores registrou, nas duas semanas de distúrbios, 1.956 casos de violência estatal, com pelo menos 40 homicídios em que “o suposto agressor é membro da força pública”. A assessora presidencial de Direitos Humanos e Assuntos Internacionais, Nancy Gutiérrez, reconheceu nesta quarta-feira 35 óbitos “no âmbito da contingência social”.

Relutante em admitir os excessos policiais, Duque, no entanto, afirma que a força pública tem agido com “absoluta obediência à Constituição” e que os abusos, “por condutas individuais”, estão sendo “judicializados”.

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Segundo o presidente, há 65 ações disciplinares contra os agentes: 8 por homicídio, 11 por agressão física, 27 por abuso de autoridade e 19 por outras ações. A polícia nacional iniciou dezenas de investigações disciplinares, e anunciou a suspensão de cinco policiais até agora.

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Miguel Quiñones, um estudante universitário de 22 anos que saiu para protestar em Bogotá, diz que espera uma mensagem mais contundente por parte do presidente.

— Esperamos, primeiro, um pedido de desculpas a todos os companheiros perdidos, aos companheiros que estão nas ruas neste momento, a todas as famílias que tiveram o direito de protestar e o direito à vida violados. E então uma conversa séria, contundente com os grupos sociais — afirmou à AFP.

Pressionado pela força dos protestos, Duque retirou a proposta de reforma tributária do Parlamento e ofereceu diálogo, mas na segunda-feira, uma reunião entre o presidente e líderes da Comissão Nacional de Greve terminou sem consenso para pôr fim às mobilizações. A comissão afirma que “não houve empatia do governo” com suas reivindicações.

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— O que o país vive é uma situação de extrema desigualdade —  afirmou à AFP Luis Carlos García, professor universitário de 35 anos, que saiu para protestar com seu filho de quatro anos nas ruas da capital colombiana. — E a única coisa que recebemos, quando dizemos legitimamente que isso não é justo, é a violência do Estado.

No poder há quase três anos, Duque é alvo de enormes protestos desde 2019, que foram interrompidos durante parte do ano passado, por causa da pandemia. Com a crise sanitária, que deixou mais de 78 mil mortes, o desemprego na Colômbia chegou a quase 17% em áreas urbanas em abril. Somado a isso, o país enfrenta um aumento sem precedentes da violência no campo contra centenas de lideranças sociais e ex-combatentes das Farc.

Fonte: IG Mundo

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