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Eleições americanas: reeleição de Trump fortalece a extrema-direita; entenda

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Donald Trump
Reprodução/Facebook

Donald Trump enfrentará Joe Biden nas eleições deste ano, que estão marcadas para 3 de novembro.

No dia 3 de novembro de 2020, será disputada a 59ª eleição presidencial dos Estados Unidos. De um lado, o republicano Donald Trump tenta se reeleger em meio a um momento de crise em seu governo. Do outro, o democrata Joe Biden , ex-vice de Barack Obama, vem ganhando força e aparecendo a frente nas pesquisas de intenção de voto.

Por se tratar da eleição do presidente de um dos países mais influentes no cenário político internacional, o mundo está de olho nos resultados e calcula possíveis consequências dos resultados. Diante disso, Leandro Coutinho, que é cientista político e professor do Insper, avalia o impacto que uma reeleição de Trump poderia ter para o mundo.

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Para o cienstista, a reeleição do republicano estaria ligada ao fortalecimento da extrema-direita, que conseguiria manter mais um líder mundial alinhado a essa linha ideológica.

“Os impactos de uma possível reeleição do Trump, claramente, são ligados ao favorecimento desta extrema-direita que vem crescendo no mundo e que tem na Hungria um de seus próceres, que é o Orbán. Que tem aqui no Brasil outro de seus próceres, chamado Jair Bolsonaro”, diz Consentino.

Além disso, o cientista classifica uma possível vitória de Trump como algo “danoso” para o cenário político internacional por conta da visão do republicano. “(O Trump) tem uma visão muito nacionalista e pouco otimista com os avanços da globalização”, explica Consentino, que continua: “a gente teria, pro mundo, um sinal muito triste do reforço do nacionalismo”.

O cientista avalia que tal reforço pode influenciar os esforços globalizados para resolver questões diversas, desde pontos mais urgentes, como a pandemia de Covid-19, até questões postas há algum tempo – como a questão da mudança climática e a regulação do sistema financeiro internacional.

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Rumo à reeleição? 

A candidatura de Trump à reeleição nos Estados Unidos foi confirmada durante convenção do partido republicano realizada na semana passada. Seu atual vice, Mike Pence , compõe a chapa novamente.

No começo do ano, Trump era visto como favorito. Entretanto, questões como a pandemia de Covid-19 e os casos de violência policial que marcaram os EUA neste 2020 fizeram esse favoritismo desaparecer. Pesquisas feitas em agosto mostravam seu adversário, Joe Biden, até nove pontos à frente.

Fonte: IG Mundo

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Protestos contra monarquia ganham força na Tailândia

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Desafiando a monarquia do rei tailandês Maha Vajiralongkorn, milhares de manifestantes marcharam em Bangkok neste domingo (20) para apresentar demandas que incluem um pedido de reformas para restringir poderes do governo.

Os manifestantes ficaram cada vez mais ousados ​​durante os dois meses de manifestações contra o palácio da Tailândia e o sistema dominado pelos militares, quebrando um antigo tabu de criticar a monarquia, o que é ilegal, segundo as leis locais.

O Palácio Real não estava imediatamente disponível para comentar. O rei, que passa grande parte do tempo na Europa, não está na Tailândia.

Os manifestantes foram bloqueados por centenas de policiais desarmados trabalhando em barreiras de controle da multidão.

Os líderes do protesto declararam vitória depois de entregar à polícia uma carta detalhando suas demandas. Phakphong Phongphetra, chefe do Departamento de Polícia Metropolitana, disse que a carta será entregue à delegacia.

Na maior manifestação em anos, dezenas de milhares de manifestantes no sábado apelaram pela reforma da monarquia, bem como pela remoção do primeiro-ministro Prayuth Chan-ocha, um ex-líder da junta, e uma nova Constituição e eleições.

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Pouco depois do nascer do sol deste domingo, os manifestantes colocaram uma placa perto do Grande Palácio de Bangkok, na área conhecida como Sanam Luang, ou Royal Field.

Na placa, está escrito: “Neste lugar o povo expressou sua vontade: que este país pertença ao povo e não seja propriedade do monarca, pois ele nos enganou”.

Monarquia é criticada

O porta-voz do governo, Anucha Burapachaisri, disse que a polícia não usaria violência contra os manifestantes e que cabia à polícia determinar e processar qualquer discurso ilegal.

Autoridades tailandesas disseram que criticar a monarquia é inaceitável em um país onde o rei está constitucionalmente “entronizado em uma posição de adoração reverenciada”.

Os protestos, que começaram nos campi universitários, atraíram um número cada vez maior de pessoas mais velhas. Isso inclui os seguidores de camisas vermelhas do populista deposto primeiro-ministro Thaksin Shinawatra.

Os manifestantes dizem que a Constituição dá ao rei muito poder e que foi projetada para permitir que Prayuth mantivesse o poder após as eleições do ano passado. O próximo protesto está marcado para quinta-feira (24).

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