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Eleições EUA: entenda como funciona o sistema eleitoral americano

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Biden e Trump
Reprodução

Biden e Trump irão se enfrentar nas urnas no dia 3 de novembro.

Em menos de um mês, os cidadãos americanos irão decidir quem será o próximo presidente dos Estados Unidos . De um lado, Donald Trump , do partido republicano , tenta driblar os problemas de seu mandato para se reeleger. Do outro, se aproveitando das falhas do atual mandatário, o democrata Joe Biden caminha como favorito para vencer o pleito.

O cenário é bem semelhante aos dos segundos-turnos das eleições brasileiras. Entretanto, o modelo eleitoral adotado pelos EUA é completamente diferente do que existe no Brasil. Confira abaixo como ele funciona e quais as diferenças em relação ao modelo brasileiro:

Como funciona?

Nos EUA, não vence o candidato que conseguir maioria absoluta dos votos, mas sim o que obtiver maioria absoluta no colégio eleitoral , formado por delegados que representam os senadores e deputados de cada estado.

Cada estado tem, no mínimo, dois delegados, que representam os senadores. A quantidade máxima varia de acordo com a quantidade de deputados. A Califórnia, que é o estado mais populoso, por exemplo, possui 55 delegados. Ao votarem em um candidato, os cidadãos estão, na verdade, decidindo qual postulante ao cargo o estado irá apoiar.

Barack Obama
Pete Souza / Official White House

Nas últimas eleições, a Florida elegeu tanto candidatos republicanos, como George W. Bush e Donald Trump, como o democrata Barack Obama (foto).

O cientista político e professor do Insper Leandro Consentino explica que esse modelo se configura como um modelo de votação indireta, na qual o voto dos cidadãos não elege, diretamente, os políticos. “Os eleitores estão escolhendo delegados para escolherem o presidente da República. Embora no estado em que ganhe determinado concorrente os delegados vão seguir aquela maioria dos votantes, ele acaba sendo ainda um sistema indireto”, diz Consentino.

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Além disso, o professor também explica que determinados estados são decisivos para a eleição, uma vez que, “tradicionalmente, não são nem pendentes ao partido democrata nem ao partido republicano”. Tais estados também são chamados de “swing-states”, que significa “estados-pêndulo” e podem definir as eleições.

Tal ausência de pendência pode ser vista na Florida, que, nas eleições de 2000 e 2004 elegeu o republicano George W. Bush, enquanto que em 2008 e 2012 votou pela eleição do democrata Barack Obama. Em 2016, o estado escolheu Donald Trump como presidente. Segundo Leandro, além da Florida, os principais estados que pertencem a esse grupo são a Pensilvânia, o Wisconsin, a Carolina do Norte, o Michigan e o Arizona.

Diferenças entre os EUA e o Brasil

Além da diferença no sistema de votação, existem outras disparidades entre o modelo eleitoral americano e o brasileiro. Dentre elas estão a descentralização, uma vez que cada estado defines as próprias regras e formas como o voto é realizado – com alguns permitindo até o voto via correio -, e o fato de ser  facultativo.

No Brasil, por sua vez, a legislação eleitoral é aplicada em todo o território nacional e o voto é obrigatório para pessoas entre 18 e 70 anos, sendo que, quem não votar, precisa justificar a ausência.

Debate Trump Biden
Reprodução/Youtube-Fox News

Segundo cientista, as eleições americanas são polarizadas em apenas dois partidos: o democrata e o republicano.

Outro ponto apontado por Leandro Consentino que difere as eleições entre os países é a polarização. O professor explica que, historicamente, as eleições americanas ficam dividas entre dois partidos: o republicano e o democrata. “Embora você tenha muitos partidos nos Estados Unidos, ela (a eleição) acaba se polarizando entre os dois partidos mais bem estabelecidos”, explica o cientista político, que completa: “Por isso, não tem nem previsão de segundo turno, porque acaba sendo um turno só entre dois candidatos que são oriundos da base do próprio partido em processo de primárias”.

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Leandro Consentino ressalta outro ponto de diferença: a influência do capital privado nas eleições. “O capital privado joga um papel muito importante lá porque a maioria dos recursos de campanha lá são oriundos de doações privadas”, explica. E continua:

Urna
Senado Federal/Divulgação

Cientista vê vantagens nos dois sistemas, mas exalta o brasileiro.

“A gente vê uma movimenta financeira muito maior do ponto de vista do capital privado do que a gente vê aqui, onde a maioria dos recursos são públicos, sobretudo, nesses últimos tempos, quando foi proibida a doação de empresas privadas para candidatura”.

Qual modelo é melhor?

Ao opinar sobre qual modelo eleitoral acredita ser o mais adequado, Leandro diz que ambos possuem vantagens e desvantagens. Ao mencionar as qualidades do modelo norte-americano, o professor exalta o sistema de escolha dos candidatos através das primárias, o financiamento das campanhas pela iniciativa privada e a facultatividade do voto como as principais vantagens do modelo.

Entretanto, o cientista político menciona que o sistema indireto de eleição e a ausência de centralização no comando dos procedimentos eleitorais são pontos importantes nos quais o sistema brasileiro se sobressai em relação ao dos EUA. “Nisso a gente se sai melhor, porque a eleição é mais organizada. A nossa eleição traz resultados mais rápidos de maneira mais confiável. Acho que a gente tem, nesse sentido, uma vantagem sobre o sistema norte-americano”, conclui Leandro Consentino.

Fonte: IG Mundo

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Espanha decreta novo estado de emergência em luta contra covid-19

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O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou um novo estado de emergência neste domingo (25) em um esforço para conter o aumento nas infecções pelo novo  coronavírus, impondo toques de recolher noturnos e proibindo as viagens entre as regiões do país em alguns casos.

“Estamos vivendo em uma situação extrema, é a mais grave na última metade de século”, disse ele em entrevista coletiva após uma reunião de gabinete.

A medida entra em vigor na noite deste domingo e exigirá que todas as regiões, exceto as Ilhas Canárias, imponham um toque de recolher noturno.

O estado de emergência precisará ser aprovado pelo Parlamento para durar além de um prazo de 15 dias.

Um número crescente de regiões do país tem pedido que o governo implemente a medida.

A Espanha impôs um dos lockdowns mais severos no início da pandemia e depois relaxou as medidas ao longo do verão no Hemisfério Norte.

Mas como em muitos outros países da Europa, a Espanha tem vivido uma segunda onda nas últimas semanas e agora tem os maiores números de infecções da Europa Ocidental. O total de casos subiu para 1.046.132 na sexta-feira (23), enquanto o número de mortos se aproxima de 35 mil.

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