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Estudo abre portas a nova geração de medicamentos contra vírus

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Uma equipe interdisciplinar de pesquisadores descobriu e testou uma molécula que abre caminho para o desenvolvimento de uma nova geração de medicamentos contra vírus e parasitas, anunciou hoje (20) a Universidade de Coimbra (UC), em Portugal.

Pesquisadores de várias instituições científicas nacionais descobriram e testaram “uma molécula com um perfil revolucionário, que abre caminho de um novo antimicrobiano de largo espetro, com potencial de aplicação na prevenção e tratamento de múltiplos tipos de infecções virais, endêmicas e pandêmicas, e também doenças parasitárias, como a malária”, afirma a UC em nota enviada à Agência Lusa.

Designada BSS730A, a molécula, que é “derivada da penicilina, umas das mais conhecidas do mundo, foi descoberta no âmbito do projeto Spiro4MALAIDS e resulta de vários estudos realizados ao longo dos últimos nove anos pelo Grupo de Química Orgânica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC)”.

o projeto Spiro4MALAIDS é coordenado pela professora Teresa Pinho e Melo, do Departamento de Química da FCTUC, e tem a participação de pesquisadores da Universidade de Lisboa, por meio do Instituto de Medicina Molecular e da Faculdade de Farmácia, e do Instituto Universitário Egas Moniz.

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Os diversos ensaios pré-clínicos realizados com diferentes vírus – entre eles o HIV e várias estirpes do vírus da gripe (com potencial pandêmico) e em parasitas como o que provoca a malária – são muito promissores.

“A molécula apresentou atividade notável contra os diferentes vírus e parasitas testados. Em concentrações muito baixas, a eficácia na inibição das infecções atingiu os 99%”, disse Nuno Alves, aluno de doutorado da FCTUC e membro da equipe.

Os resultados obtidos, destaca, indicam que a nova molécula “tem comportamento completamente diferente dos medicamentos que se encontram no mercado. Enquanto os antivirais convencionais atuam sobre a maquinaria do próprio vírus, a molécula BSS730A atua ao nível do hospedeiro, promovendo uma resposta do próprio hospedeiro contra o vírus”.

“Um mecanismo desse tipo, além de ter um perfil farmacoterapêutico inovador, está muito menos sujeito ao desenvolvimento de resistência por parte dos vírus”, ou seja, “verificou-se que a molécula mostrou ser ativa contra estirpes multirresistentes dos mesmos vírus”.

Observando os mecanismos que a molécula utiliza para exercer a sua atividade, os investigadores acreditam que existem boas perspectivas para “inativar outros vírus além dos estudados”.

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É uma molécula que “poderá ter atividade para novas ameaças virais que possam emergir no futuro, representando uma nova geração de medicamentos antivirais e antiparasitários de largo espetro, muito mais eficazes do que os atuais”, afirma, citado pela UC, o investigador do Departamento de Química da FCTUC.

A equipe pretende avançar com a realização de ensaios clínicos dentro de três anos, mas precisa de financiamento.

“Um projeto desse tipo requer aporte financeiro considerável, da ordem de 2 milhões de euros”, estima Nuno Alves. Justamente com o objetivo de angariar financiamento que permita avançar com o desenvolvimento dessa tecnologia, está em fase de conclusão a criação de uma startup.

Além de Teresa Pinho e Melo e Nuno Alves, a equipe do projeto inclui os professores Nuno Taveira (Instituto Universitário Egas Moniz) e Miguel Prudêncio (IMM da Universidade de Lisboa) e os pesquisadores Américo Alves (FCTUC) e Inês Bártolo (Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa).

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Microscópio usado por Darwin em observações científicas será leiloado

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Autor de A Origem das Espécies – tratado sobre biologia que propõe a ideia do mecanismo de seleção natural e foi fundamental para a concepção moderna de evolução -, Charles Robert Darwin é um dos maiores nomes da história da ciência. As anotações e instrumentos utilizados por ele são considerados valiosíssimos, já que foram essenciais na descoberta de um dos maiores marcos da ciência humana.

É o caso de um microscópio que Charles Darwin deu de presente para o filho Leonard, e que permaneceu na família por cerca de 200 anos. Segundo os registros do instrumento, Darwin usou as lentes para observar zoófitos – pequenos seres invertebrados que possuem características semelhantes à plantas –  em suas pesquisas sobre evolução.

Agora, 139 anos após a morte do cientista, os herdeiros do pai da evolução decidiram leiloar o artefato histórico. A empresa responsável pelo leilão será a inglesa Christie’s, que pretende arrecadar entre 250 mil libras esterlinas e 350 mil libras esterlinas – o equivalente a R$ 2,68 milhões.

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“É incrivelmente emocionante olhar por ele e ver o mundo microscópico que Charles Darwin deve ter visto entre os anos de 1820 e 1830”, afirmou James Hyslop, chefe do departamento responsável por objetos científicos, históricos e naturais da Christie’s à agência de notícias Reuters.

Microscópio que pertencia a Charles Darwin será leiloado em dezembro pela Christie's. Microscópio que pertencia a Charles Darwin será leiloado em dezembro pela Christie's.

Microscópio que pertencia a Charles Darwin será leiloado em dezembro pela Christie’s. – Reuters/Toby Melville/Direitos Reservados

“Mais tarde, em 1858, há uma carta incrível que ele [Charles Darwin] escreve para o filho mais velho dizendo que o jovem Leonard estava dissecando com ajuda do microscópio e disse: ‘papai ficarei feliz em fazer isso pelo resto da minha vida’. É maravilhoso ter essa conexão familiar de Darwin pouco antes dele ter ficado famoso”, argumentou Hyslop.

O leilão do microscópio que pertenceu a Charles Darwin acontecerá em 15 de dezembro. A casa de leilões Christie’s ainda não confirmou se o evento será online ou presencial.

* Com informações da Reuters

Edição: Fernando Fraga

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