Internacional

Europa retoma toques de recolher e lockdowns para conter covid-19

Publicados

em


A França impôs toque de recolher enquanto outros países europeus estão fechando escolas, cancelando cirurgias e alistando estudantes de medicina, à medida que as autoridades do continente enfrentam o pesadelo de uma nova onda de covid-19 com a chegada do inverno.

Com média diária de novos casos girando em torno de 100 mil, a Europa ultrapassou por ampla margem os Estados Unidos, onde mais de 51 mil novas infecções por covid-19 são registradas em média todos os dias. 

Diante da disparada de casos na França, o presidente Emmanuel Macron anunciou a imposição de toque de recolher noturno por quatro semanas, a partir do próximo sábado (17) em Paris e em outras grandes cidades, afetando quase um terço da população do país, de 67 milhões de pessoas.

“Precisamos reagir”, disse Macron em entrevista na TV, acrescentando que a França ainda não havia perdido o controle do vírus. “Estamos em situação preocupante”. 

A maioria dos governos europeus aliviou as quarentenas durante o verão para restabelecer suas economias, que foram prejudicadas pela primeira onda da pandemia. 

Leia Também:  Pais de crianças separadas na fronteira EUA-México não são encontrados

Mas o retorno às atividades normais – desde restaurantes lotados a semestres de aulas em universidades – alimentou um surto agudo de novos casos em todo o continente. 

Bares e restaurantes foram os primeiros a serem fechados ou a enfrentar horários reduzidos, de acordo com as novas medidas de lockdown, mas a escalada do número de novos casos também está testando as resoluções dos governos para manter o funcionamento das escolas e dos cuidados médicos não relacionados ao novo coronavírus. 

Até o papa Francisco foi submetido às novas regras para conter o novo coronavírus, mantendo-se distante dos fiéis que acompanharam sua audiência semanal nessa quarta-feira (14). 

Em Lisboa, torcedores não ficaram surpresos após o capitão da seleção portuguesa de futebol, Cristiano Ronaldo, testar positivo para o vírus, dizendo que isso apenas mostra que todos passam por risco de infecção – e atletas famosos não são exceção. 

A República Tcheca, que tem a pior taxa per capita de casos no continente, decretou que as escolas devem funcionar apenas com o ensino a distância e agora avalia convocar milhares de estudantes de medicina. Hospitais também estão cancelando os procedimentos médicos eletivos para liberar mais leitos para o tratamento de pacientes com a doença.

Leia Também:  Adolescente chinês de 2,21 metros tenta ser reconhecido pelo Guinness

“Às vezes, estamos à beira das lágrimas”, disse Lenka Krejcova, enfermeira-chefe do Hospital Slany, próximo a Praga, enquanto construtores trabalham com pressa para transformar a seção de atendimentos gerais em um departamento para o tratamento do vírus. 

A Polônia está intensificando o treinamento para enfermeiras e avalia a criação de hospitais militares de campanha. Moscou deve mandar mais alunos para o ensino online, e a Irlanda do Norte está fechando as escolas pelas próximas duas semanas e os restaurantes pelas próximas quatro. 

* Reportagem adicional de Emma Thomasson, Geert De Clercq, Antonio Denti, Agnieszka Barteczko, Carl O’Donnell, Michael Erman, Vladimir Soldatkin, Catarina Demony, Miguel Pereira, Emily Roe, Carl O’Donnell, Manas Mishra, Manuel Mucari, Melanie Burton e Luis Felipe Castilleja

Propaganda

Internacional

Itamaraty envia mensagem de saudação ao presidente eleito da Bolívia

Publicados

em


O Ministério das Relações Exteriores enviou uma mensagem ao presidente eleito da Bolívia, Luis Alberto Arce Catacora, e ao vice, David Choquehuanca, felicitando-os pela vitória no pleito. Nela, o governo brasileiro saúda povo e governo bolivianos pelo clima de “tranquilidade e harmonia” registrado durante o processo eleitoral, bem como pela “atuação independente do Tribunal Supremo Eleitoral” na contagem oficial dos votos.

“O Governo brasileiro congratula-se com as forças políticas do país pelo respeito à vontade popular expressa nas urnas. Reconhece, em particular, a importância da participação dos observadores independentes das missões que acompanharam a votação – da OEA, do Parlasul, da União Europeia, das Nações Unidas, da Uniore e do Instituto Carter Center – cujo escrutínio contribuiu para afiançar a legitimidade e transparência do pleito e garantir que fosse respeitado o desejo soberano do povo boliviano na escolha de seus dirigentes”, diz a mensagem.

O Itamaraty reafirmou a disposição do governo brasileiro em trabalhar com as novas autoridades bolivianas “com vistas à implementação de iniciativas de interesse comum e no âmbito dos laços de amizade, vizinhança e de cooperação que unem os dois países e seus povos.”

Leia Também:  Aborto na Polônia: Justiça restringe maioria dos casos permitidos por lei

Após ter sido apontado, segundo pesquisas de boca de urna, como vencedor das eleições, Arce disse que a Bolívia “voltou à democracia”, e que fará um governo em prol de todos os bolivianos. “Vamos constituir um governo de unidade nacional”, declarou o candidato vitorioso, que foi ministro da Economia e Finanças Públicas da Bolívia em duas ocasiões durante o governo de Evo Morales – presidente da Bolívia por três mandatos consecutivos, de 2006 a 2019.

Sob a justificativa de evitar a continuidade de conflitos violentos que ocorreram em 2019 após um relatório preliminar da Organização dos Estados Americanos (OEA) levantar suspeitas sobre as eleições presidenciais bolivianas na época, Evo Morales convocou novas eleições e, em seguida, se exilou no México e, depois, na Argentina, onde ainda permanece.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

Continue lendo

MOMENTO POLICIAL

MOMENTO DESTAQUE

MOMENTO MULHER

MOMENTO PET

MAIS LIDAS DA SEMANA