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Israel desafia trégua e ataca localizações do Hamas em Gaza

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Um avião israelense atingiu localizações do Hamas, em Gaza, nesta quarta-feira (16), após balões incendiários serem lançados do enclave palestino. Foi o primeiro ataque desde que um frágil cessar-fogo encerrou 11 dias de conflitos no último mês.

A violência é um teste para o governo do novo primeiro-ministro israelense, Naftali Bennett, cuja coalizão chegou ao poder no domingo (13) com a promessa de focar em questões socioeconômicas e evitar escolhas sensíveis de políticas em relação aos palestinos.

Uma trégua mediada pelo Egito, que interrompeu os conflitos entre Israel e militantes de Gaza, não parece imediatamente ameaçada pela explosão. Os ataques aéreos de Israel durante a noite deram lugar à calmaria de manhã.

Não houve relatos de mortes em qualquer um dos lados.

A violência ocorre depois de uma marcha de nacionalistas judeus em Jerusalém Oriental nessa terça-feira, que havia atraído ameaças de ação por parte do Hamas, o grupo militante no comando de Gaza.

O Exército israelense disse que sua aeronave atacou complexos armados do Hamas na cidade de Gaza, na cidade de Khan Younis, ao sul, e estava pronto para qualquer cenário, incluindo novos conflitos, diante dos contínuos atos terroristas que procedem de Gaza.

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Segundo o Exército, os ataques foram resposta ao lançamento de balões carregados com materiais incendiários, que, segundo o Corpo de Bombeiros, causou 20 incêndios em comunidades próximas à fronteira com Gaza.

Um porta-voz do Hamas, confirmando os ataques de Israel, disse que os palestinos continuariam a buscar sua “resistência corajosa e a defesa dos seus direitos e locais sagrados” em Jerusalém.

Analistas sugerem que o Hamas se absteve de atirar foguetes no momento da marcha e depois dos ataques de Israel, para evitar escaladas de violência em Gaza, que foi devastada pelos bombardeios aéreos de maio.

“(O cessar-fogo) é muito frágil. A calmaria do momento pode dar aos egípcios a chance de tentar consolidá-la”, disse Talal Okal, um analista em Gaza.

De acordo com a Rádio do Exército de Israel, o país havia informado mediadores egípcios que o envolvimento direto do Hamas no lançamento dos balões colocaria em risco negociações de uma trégua de longo prazo. Autoridades israelenses não confirmaram a informação.

Horas antes dos ataques noturnos, milhares de israelenses com bandeiras se reuniram em torno do Portão de Damasco, na Cidade Velha de Jerusalém, antes de se dirigirem ao sagrado Muro Ocidental do Judaísmo, atraindo raiva e condenação de palestinos.

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* Reportagem adicional de Dan Williams

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EUA afirmam que ataque de drone em Cabul matou 10 civis

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 Um ataque de drones em Cabul no mês passado matou até 10 civis, incluindo sete crianças, disseram os militares dos Estados Unidos nesta sexta-feira (17), desculpando-se pelo que consideraram um “erro trágico”.

O Pentágono disse que o ataque de 29 de agosto tinha como alvo um homem-bomba do Estado Islâmico que representava ameaça iminente para as tropas lideradas pelos EUA no aeroporto, enquanto completavam os últimos estágios de sua retirada do Afeganistão.

Mesmo diante do surgimento de relatos de vítimas civis, o principal general dos EUA descreveu o ataque como “justificado”.

O general dos fuzileiros navais Frank McKenzie, chefe do Comando Central dos EUA, disse que no momento do ataque, estava confiante de que havia evitado uma ameaça iminente às forças norte-americanas no aeroporto.

“Nossa investigação agora conclui que o ataque foi um erro trágico”, disse a repórteres.

Ele afirmou que agora acredita ser improvável que os mortos fossem membros da afiliada local do Estado Islâmico, ISIS-Khorasan, ou representassem ameaça direta às forças dos EUA. O Pentágono avalia reparações, segundo McKenzie.

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Em um comunicado, o secretário de Defesa, Lloyd Austin, disse que o ataque com drone matou o senhor Ahmadi, que trabalhava para uma organização sem fins lucrativos chamada Nutrition and Education International.

“Agora sabemos que não havia conexão entre o Sr. Ahmadi e o ISIS-Khorasan, que suas atividades naquele dia foram completamente inofensivas e nada relacionadas com a ameaça iminente que acreditávamos enfrentar”, disse Austin no comunicado.

“Pedimos desculpas e faremos o possível para aprender com esse erro horrível.”

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