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Jornal francês destaca atuação do STF contra “golpista” Bolsonaro

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Plenário do STF em sessão
AGÊNCIA BRASIL

Plenário do STF em sessão

O jornal francês Le Monde publicou um artigo que destaca a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) em defesa da democracia brasileira contra os seguidos ataques de quem deveria zelar por ela, o presidente da República, Jair Bolsonaro.

O texto é assinado por Bruno Meyerfeld, correspondente do jornal no Rio de Janeiro. Ele cita que o STF adquiriu peso e passou a ser “bastião da democracia brasileira” contra as “pulsões golpistas do presidente Jair Bolsonaro”.

“Sabíamos que os brasileiros adoravam novelas e jogos de futebol, mas há algum tempo, um novo e curioso divertimento faz furor na telinha nacional: as retransmissões ao vivo dos julgamentos do austero Supremo Tribunal Federal”, destaca trecho do texto do Le Monde.

O artigo destaca os ataques de Bolsonaro ao STF e a democracia, as fake news e lista decretos suspensos, censurados ou anulados pela corte, apontada como “bode expiatório” do presidente e seus apoiadores.

A visão de que o Supremo foi tomado por “comunistas” é contestada e há uma comparação entre o STF e a Suprema Corte dos Estados Unidos, claramente dividida entre conservadores e progressistas. No Brasil, segundo o artigo, apesar de 7 dos 11 ministros terem sido nomeados por presidentes do PT, não há uma clara posição ideológica de esquerda dentro desse grupo majoritário.

O texto do Le Monde traz ainda análises sobre como o discurso bolsonarista foi mudando ao longo dos últimos meses e de que forma isso levou o STF ao centro dos ataques, tirando o Congresso da mira e contribuindo para evitar o impeachment.

Fonte: IG Mundo

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Após internação, líder do movimento antivacina na Itália se rende à vacinação

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Após internação, líder do movimento antivacina na Itália se rende à vacinação
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Após internação, líder do movimento antivacina na Itália se rende à vacinação

Um integrante do movimento antivacina no  norte da Itália se converteu à ciência após ter parado na terapia semi-intensiva por causa da Covid-19.

Lorenzo Damiano era um dos líderes dos negacionistas em Treviso, província da região do Vêneto, um bastião da ultradireita italiana, e havia participado de manifestações contra as vacinas anti-Covid, mas acabou contraindo a doença durante uma viagem a Medjugorje, na Bósnia-Herzegovina.

O vírus o fez passar uma semana internado na unidade de terapia semi-intensiva do hospital de Vittorio Veneto, algo que acabou mudando sua ideia sobre os imunizantes. “Depois desse período, tenho agora outra visão do mundo e vou me vacinar”, disse Damiano a jornais vênetos.

O ex-antivax tem 56 anos e chegou a fundar o movimento “Nuremberg 2”, que propõe processar os responsáveis pelo “grande esquema de um vírus criado de propósito” – o nome faz referência ao Tribunal de Nuremberg, que julgou líderes nazistas após a Segunda Guerra Mundial.

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Além disso, afirmava que “a vacina não vem de Deus”. “Estarei pronto o quanto antes, quando Deus quiser, para fazer o mundo inteiro saber o quão importante é seguir a ciência coletivamente. Às vezes, é preciso passar por uma porta estreita para entender as coisas como elas são. Vacinem-se todos”, acrescentou.


Mais de 84% do público-alvo já está completamente vacinado na Itália, porém mais de 6 milhões de pessoas não tomaram sequer a primeira dose, o que deixa espaço para o coronavírus continuar se disseminando.

A recente alta nos casos no país já fez o governo instituir um certificado sanitário para acesso a praticamente todas as atividades, incluindo locais de trabalho, e antecipar a terceira dose das vacinas para todos os adultos.

Fonte: IG Mundo

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