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Médico francês diz que governo enviou sacos de lixo para proteger profissionais

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Médico denunciou falta de EPis

O livro “O escândalo dos profissionais da saúde contaminados” foi escrito pelo clínico-geral francês Jérôme Marty e publicado esta semana. Na pulicação, Marty denuncia o descaso do governo de seu país durante a pandemia da Covid-19 .

De acordo com o profissional de saúde, ele próprio e seus colegas precisaram lidar com a falta de material e equipamentos para tratar pacientes, chegando a usar sacos de lixo, enviados pelas próprias agências de saúde, em vez de aventais apropriados.

Além das denúncias do médico, o livro contém também depoimentos de outros profissionais que falaram sobre o medo de serem contaminados ao atuarem na linha de frente no combate ao coronavírus.

À RFI Brasil, o autor explica que ainda durante a fase mais crítica da falta de insumos ele começou a coletar provas sobre o descaso do sistema de saúde. Pouco tempo depois, enviou os documentos à editora pela aprovação do livro.

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Marty acredita que foram cometidas falhas graves que poderiam evitar a infecção e morte de muitos profissionais. Ao menos 40 médicos, enfermeiros e auxiliares morreram na França.

Fonte: IG Mundo

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Covid-19: maioria dos norte-americanos deve ser vacinada até julho

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Uma das maiores autoridades de saúde dos Estados Unidos (EUA), Robert Redfield, disse a um comitê do Senado, nessa quarta-feira (23), que acredita que a vacinação contra a covid-19 ocorrerá ao longo de vários meses e que a maioria dos norte-americanos poderá estar vacinada até julho de 2021.

Chefe do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, Redfield afirmou que acredita que haverá cerca de 700 milhões de doses de vacinas até o fim de março ou abril, o suficiente para 350 milhões de pessoas.

“Acho que vamos precisar de abril, maio, junho, vocês entendem, possivelmente julho, para que o público americano inteiro seja completamente vacinado”, disse ele ao Comitê de Saúde, Educação, Trabalho e Pensões do Senado.

Além de Redfield, Stephen Hahn, chefe da Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA), Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, e Brett Giroir, autoridade dos Serviços Humanos e de Saúde, participaram de audiência a respeito da pandemia de covid-19, que já matou mais de 200 mil pessoas nos EUA.

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Ainda não existe vacina contra a doença, mas há várias em testes de estágio avançado no país, como as da Pfizer, da Moderna e da Johnson & Johnson As empresas começaram a fabricar as vacinas contando com uma autorização regulatória rápida assim que for provado que funcionam.

Para Anthony Fauci, 50 milhões de doses deverão estar disponíveis em novembro, 100 milhões até o fim de dezembro e um total de 700 milhões até abril.

Autoridades de saúde e o presidente Donald Trump expressaram opiniões diferentes a respeito de quando as vacinas estarão disponíveis para a maioria dos norte-americanos. O processo de decisão de como distribuir as vacinas cabe em grande parte ao CDC.

Redfield disse que a Operação Warp Speed, grupo governamental que conta com autoridades dos departamentos da Saúde, dos Serviços Humanos e da Defesa, decidirá como alocar as vacinas.

A senadora Patty Murray, a democrata mais graduada do comitê, citou alguns exemplos noticiados da pressão do governo Trump sobre as agências de saúde, o que inclui autorizações da FDA para a hidroxicloroquina e o plasma convalescente como tratamentos para a covid-19, e mudanças na diretriz do CDC para testes em indivíduos assintomáticos.

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“Qualquer um desses exemplos de pressão política seria alarmante por si só. Mas, juntos, eles traçam um padrão claro de interferência que é simplesmente aterrorizante”, disse.

O chefe da FDA garantiu que a agência examinará a segurança e eficácia das vacinas para a covid-19, minimizando o papel do governo Trump em seu processo de autorização.

“A FDA não autorizará ou aprovará uma vacina com a qual não nos sentiríamos confortáveis de dar às nossas famílias”, disse o dr. Stephen Hahn.

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