Internacional

OMS alerta para aumento da covid no inverno no hemisfério norte

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta quarta-feira (16) que a covid-19 está se espalhando em um ritmo preocupante em algumas partes do hemisfério norte, a poucos meses da temporada de gripe devido ao inverno na região.

“Estamos começando a ver tendências preocupantes em alguns países”, disse Maria Van Kerkhove, líder técnica da OMS para covid-19, durante uma transmissão por rede social.

“Estamos vendo aumentos nas internações, em unidades de terapia intensiva, principalmente na Espanha, França, Montenegro, Ucrânia e alguns estados dos Estados Unidos. Isso é preocupante porque ainda não vimos a temporada de gripe.”

Van Kerkhove também disse que as hospitalizações de pessoas entre 15 e 49 anos de idade infectadas com a covid-19 estão aumentando em vários países.

Mike Ryan, o principal especialista da OMS para emergências, aconselhou as pessoas com alto risco de infecções por covid-19 a se vacinarem contra a gripe.

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Venezuelanos protestam por serviços públicos e escassez de combustível

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Uma nova rodada de protestos começou na Venezuela, à medida que o descontentamento se intensifica no interior quase abandonado do país, devido ao agravamento da escassez de combustível e à falha constante dos serviços públicos, disse a organização não governamental (ONG) Observatório Venezuelano de Conflito Social, com sede em Caracas, nessa terça-feira (29). 

De acordo com a ONG, mais de 100 protestos ocorreram desde o fim de semana em 19 dos 23 estados venezuelanos para exigir que as autoridades forneçam água, energia e combustível.

A indústria petrolífera, em colapso no país da Opep, não é mais capaz de fornecer combustível para os venezuelanos, e anos de má gestão e corrupção deixaram em ruínas grande parte da infraestrutura que transporta energia e água.

Um isolamento rigoroso, imposto pelo presidente Nicolás Maduro desde março por causa da covid-19, limitou ainda mais o movimento e as fontes de renda dos venezuelanos.

No passado, Caracas foi o centro dos movimentos de protesto da Venezuela, mas o governo priorizou as entregas de combustível nos postos de gasolina da capital, mantendo as ruas calmas.

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No restante do país, os venezuelanos passam dias em filas em busca de gasolina, que muitas vezes nunca chega.

“Estamos diante de uma nova onda de protestos com a particularidade de que, desta vez, os protagonistas são os que vivem em vilas e cidades do interior da Venezuela”, disse Marco Ponce, diretor do observatório, em entrevista coletiva online.

O governo de Maduro enviou forças de segurança para reprimir as manifestações, levando a pelo menos 50 prisões, afirmou Ponce.

O Ministério da Informação da Venezuela não respondeu a um pedido de comentário sobre a declaração do observatório.

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