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Itália faz ação para que pacientes terminais com covid-19 digam adeus à família

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Militantes conseguiram comprar tabletes para distribuir em hospitais a partir da ação da médica Francesca, na Itália

A Itália atravessa tempos difíceis devido a pandemia do covid-19, novo coronavírus. Até o momento, o número de contaminados que morreu em decorrência do novo coronavírus gira em torno de 5,5 mil e muitos não conseguem se despedir dos familiares, principalmente os pacientes mais velhos.

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Quando internados, os idosos com coronavírus têm poucas chances de sobreviver e ficar sozinhos. Para tentar atenuar o sofrimento, a médica Francesca Cortellaro, do hospital San Carlo Borromeu, em Milão, pensou em um jeito de ajudar os pacientes em situação terminal.

“Você sabe o que é mais dramático? Observar os pacientes morrendo sozinhos, escutá-los pedir que se despeça seus filhos e netos por eles”, disse ela ao jornal italiano Il Giornale. 

Uma idosa havia pedido a Cortellaro que visse a neta pela última vez antes de morrer. A médica fez cedeu o telefone e fez uma ligação para ela em vídeo . “Elas se despediram. Logo depois, ela se foi”. 

A história contada pela médica motivou um grupo de militantes do partido democrático de Milão a liderar uma iniciativa que possibilitasse aos idosos isolados a despedida dos entes queridos. 

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Batizada com o nome “O Direito de Dizer Adeus”, a iniciativa conseguiu cerca de 20 tabletes. Os equipamentos distribuíram no Hospital San Carlo para permitir que videochamadas fossem realizadas. 

Fonte: IG Mundo

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França suspende hidroxicloroquina como tratamento para covid-19

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O governo francês proibiu nesta quarta-feira (27) o uso de hidroxicloroquina no tratamento de doentes com covid-19, depois de dois organismos de saúde pública terem se declarado contra o uso do medicamento. A decisão foi tomada depois de um estudo ter provado não só a ineficácia do remédio no contexto da pandemia, como o aumento do risco de morte dos pacientes.

A França revogou o decreto de 11 de maio que autorizava a administração de hidroxicloroquina a pacientes infectados pelo novo coronavírus. Desde o fim de março que o antiviral, usado no combate à malária,  era aplicado para tratar casos mais graves da infecção.

O Conselho Superior de Saúde Pública e a Agência Nacional de Segurança de Medicamentos e Produtos de Saúde divulgaram parecer negativo sobre a prescrição do remédio no tratamento da covid-19.

As conclusões negativas dos dois organismos de saúde pública franceses seguem-se ao estudo publicado na semana passada, na revista científica The Lancet, que desaconselha o uso de hidroxicloroquina como tratamento contra o novo coronavírus, já que aumenta substancialmente o risco de morte dos pacientes.

O Conselho Superior de Saúde Pública considerou que as descobertas dessa investigação, assim como outros estudos e opiniões de autoridades de saúde, justificam “não usar hidroxicloroquina isoladamente ou em combinação com um antibiótico para o tratamento de covid-19 em pacientes em ambulatório ou hospitalizados, qualquer que seja o nível de gravidade”.

No dia em que foi publicado o estudo na The Lancet, o ministro da Saúde francês, Olivier Véran, escreveu em sua conta no Twitter que pediu ao Conselho Superior de Saúde Pública uma análise e ofereceu 48 horas para uma revisão das regras de prescrição.

O uso do antiviral como tratamento da covid-19 passou a ser alvo de várias discussões, na medida em que a hidroxicloroquina era utilizada em alguns países para esse fim, mas sem nenhuma investigação que apoiasse a sua eficácia no contexto da atual pandemia.

Nos últimos dias, o remédio ganhou ainda mais protagonismo depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter admitido que o tomava diariamente para prevenir a infeção pelo novo coronavírus. Trump defendia que existiam “sinais muito fortes” de que o antiviral funcionava como tratamento da covid-19.

O estudo da The Lancet é, por isso, o primeiro ensaio em larga escala sobre os efeitos da cloroquina e da hidroxicloroquina em doentes de covid-19, e os resultados são claros quanto à sua ineficácia e riscos.

O estudo também levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a suspender temporariamente os ensaios clínicos com hidroxicloroquina no combate à doença.

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Covid-19: França é mais um país a vetar uso da cloroquina no combate ao vírus

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Testes clínicos em hospitais franceses não poderão mais utilizar o medicamento

governo da França vetou nesta quarta-feira (27) o uso da hidroxicloroquina no tratamento de pessoas que contraíram o novo coronavírus (Sars-CoV-2) fora de testes clínicos realizados em hospitais.

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O anúncio vem após a recomendação do Conselho Nacional para a Saúde Pública de suspender o tratamento com a droga de maneira ampla e da Agência Nacional de Remédios (ANSM) informar que não faria novos testes com o medicamento até “uma nova avaliação global dos riscos/benefícios”.

No momento, a França realiza 16 testes clínicos com a hidroxicloroquina e, segundo a ANSM, eles serão concluídos normalmente.

A medida foi tomada após o maior estudo com a droga, que envolveu 96 mil pacientes, ter sido publicado no dia 22 de maio pela revista científica “The Lancet”. A pesquisa mostrou que, além de não trazer benefícios para a cura da Covid-19, o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina aumentava tanto o risco de morte como o de arritmias cardíacas graves.

Na segunda-feira (25), a Organização Mundial da Saúde (OMS) também anunciou a suspensão dos testes com a hidroxicloroquina até que fossem compreendidos os riscos trazidos pela droga no tratamento dos pacientes com o novo coronavírus .

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No entanto, a OMS alertou que o uso do remédio para as doenças para o qual foi considerado seguro, incluindo o tratamento de lúpus e da malária, continua liberado normalmente. Nesta terça-feira (26), a Agência de Remédios da Itália também informou que suspendeu o uso da hidroxicloroquina para além de estudos médicos.

Fonte: IG Mundo

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