Política Nacional

Jean Paul destaca importância da comissão sobre derramamento de óleo

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O senador Jean Paul Prates (PT-RN) destacou nesta quinta-feira (07), em Plenário, a importância da criação de uma comissão temporária externa do Senado para acompanhar as ações de enfrentamento ao óleo que se espalha pela costa do Nordeste. Jean Paul, que foi nomeado relator do colegiado, apontou três aspectos que devem ser determinados em relação ao desastre ecológico: primeiro, a responsabilidade de quem jogou o óleo no mar, segundo, quem, por omissão, permitiu que o problema aumentasse, por não ter tomado a tempo medidas de prevenção à chegada do combustível às nossas praias e, por último, quem será responsável pelas compensações e indenizações à população afetada.

Segundo o senador, uma nota divulgada pela Marinha revela que a Polícia Federal já tinha identificado uma imagem de satélite, no dia 29 de julho, relacionada a uma mancha localizada a pouco mais de 700 km a leste da Paraíba. Para Jean Paul, isso significa que há cem dias foi constatada a ocorrência desse derramamento. Ele disse que não basta falar que o óleo é proveniente de três campos da Venezuela, é preciso um laudo dessa substância quanto à densidade e à composição química, para saber que tipo de luva os voluntários devem usar, qual o procedimento adequado para dissolver, que bactéria ou detergente utilizar.

– Dizem: “ah, é petróleo”. Podiam também dizer que é xampu ou qualquer coisa, mas isso são generalidades, não permitem que se defina exatamente a composição, o tratamento e até as prevenções a serem feitas, porque temos voluntários, funcionários públicos, donos de pousadas, pescadores, enfim, milhões de pessoas envolvidas ou tentando participar desse verdadeiro mutirão em que se transformou a limpeza dessas praias.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Política Nacional

Gabinete de Bolsonaro tinha vaivem suspeito de dinheiro e cargos, revela jornal

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Bolsonaro
Isac Nóbrega/PR

Movimentações analisadas são do tempo em que o presidente era deputado federal

Uma intensa e incomum rotatividade salarial de assessores e exonerações “de fachada”. Assim pode ser explicada a análise realizada em documentos relativos aos anos em que o  presidente Jair Bolsonaro era deputado federal e tinha grande movimentação, tanto de pessoal quanto de dinheiro, dentro de seu gabinete.

Segundo denúncia da Folha de S.Paulo, as movimentações atingem cerca de um terço das mais de 100 pessoas que passaram pelo gabinete de Bolsonaro entre os anos de 1991 e 2018. Tal modelo de gestão incluiu ainda a exoneração de auxiliares que eram recontratados no mesmo dia, prática que acabou proibida pela Câmara dos Deputados sob o argumento de ser lesiva aos cofres públicos.

Entre os exemplos de movimentações, estão inclusive alguns assessores que deixaram o gabinete do pai Jair para assumir função ao lado de Flávio Bolsonaro , atualmente senador pelo Republicanos-RJ, quando ele ocupava cargo na Alerj e que hoje são investigados pelo s uposto esquema de rachadinha .

A reportagem aponta ainda que a filha de Fabrício Queiroz , ex-assessor do Flávio que foi preso no último mês em uma casa na cidade de Atibaia, Nathália Queiroz , também consta na lista de movimentações suspeitas, tendo diversas “oscilações salariais” até ser demitida em 2018, mesmo dia em que o pai foi exonerado.

Sobre as “demissões de fachada”, o levantamento mostra que o gabinete de Bolsonaro registrou nada menos do que 18 exonerações de assessores nos 12 meses anteriores ao ato da Câmara que proibiu tal ação, sendo que todos foram recontratados sempre no mesmo dia da demissão.

Vale ressaltar que a Câmara dos Deputados tem uma grande verba para gastos dos parlamentares. Atualmente, cada um dos deputados recebe uma conta de mais de R$ 111 mil para contratações, que devem ser de um mínimo de 5 e um máximo de 25. As remunerações também variam, indo de R$ 1.025 para as funções mais simples até R$ 15.698 para os chefes de gabinete.

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Política Nacional

Maia diz que plataformas querem evitar lei das fake news

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Rodrigo Maia
Reprodução

Rodrigo Maia disse ainda que votação do projeto de lei é uma de suas prioridades.

O presidente da Câmara dos Deputados,  Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse neste sábado (4) que as plataformas digitais não querem debater a  lei das fake news por dependerem do “radicalismo”. Maia defendeu ainda que o projeto seja votado na Casa.

Maia disse que todos devem ser responsabilizados por seus atos. “As plataformas digitais não querem esse debate. Elas vivem exatamente desse radicalismo. Um telejornal bota a notícia que quiser e vai responder por ela, qualquer um de nós responde por nossos atos”, afirmou o presidente da Câmara, que completou:

“As plataformas, por onde passam milhões de informações que viralizam, ninguém quer ter responsabilidade”.

Maia disse ainda que o Legislativo precisa aprovar um texto que torne possível a identificação e a punição de financiadores e organizadores de estruturas de disseminação de fake news. O senado aprovou a PL das fake news na última terça-feira (30). Agora, a Câmara irá debater o tema, que, segundo o presidente da casa, está entre as suas prioridades.

Em contra partida, aliados do presidente Jair Bolsonaro estão lançando uma ofensiva contra o texto do projeto de lei.

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