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Jornal britânico levanta dúvidas sobre números do PIB do Brasil

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Clauber Cleber Caetano/PR

Após a denúncia do jornal britânico, o presidente Jair Bolsonaro ainda não se manifestou

O jornal britânico Financial Times publicou uma reportagem para apontar supostas falhas nos dados econômicos brasileiros. A publicação com o título ” Falha nos dados econômicos brasileiros desperta preocupações entre analistas” aponta que a revisão no resultado das exportações feitas pelo Ministério da Economia por causa de um erro na transmissão dos dados não foi incorporada no resultado do Produto Interno Bruto (PIB) , anunciado na terça-feira (3).

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A reportagem alega que as informações divulgadas oficialmente sobre o desempenho da economia , considerados modelo de transparência, podem não ser tão confiáveis quanto anteriormente.

As dúvidas surgiram na semana passada, quando o real foi atingido por números do Banco Central que mostraram uma acentuada deterioração do saldo da conta corrente do Brasil no período de janeiro a outubro, impulsionada por uma queda nas exportações.

Mas a moeda se recuperou na quinta-feira, quando o Ministério da Economia revelou que as exportações nas quatro primeiras semanas de novembro não foram, como afirmado anteriormente, de decepcionantes US$ 9,7 bilhões, mas de US$ 13,5 bilhões , um resultado muito melhor.

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Contudo, aponta o FT, a controvérsia seguiu. Na segunda, o Ministério da Economia disse que o erro foi causado por uma falha no registro de um grande volume de declarações de exportadores nos últimos meses. Assim, setembro e outubro também tiveram números subestimados e revisados posteriormente.

Como esses novos números de exportação não estão compilados no resultado do PIB do 3º trimestre (meses de julho, agosto e setembro), é provável que o IBGE retifique o resultado, o que pode culminar inclusive em um resultado melhor do crescimento da economia entre os meses de julho a setembro, já que houve queda nas exportações nos dados do PIB.

Mas, a preocupação apontada pela reportagem britânica é que as revisões seguidas em dados oficiais levantam a suspeita se os dados oficiais divulgados são confiáveis ou não.

Após a publicação da reportagem, alguns parlamentares da oposição se manifestaram nas redes sociais. A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) criticou o governo do País. “Sabemos que transparência e verdade nunca importaram para esse governo. Ainda assim, a suspeita levantada pelo jornal Financial Times de que informações sobre a atividade econômica brasileira foram manipuladas é algo surpreendente e muito grave. O que Paulo Guedes tenta esconder?”, questionou.

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Já de acordo com o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), “se confirmada a desconfiança do Financial Times, sobre maquiagem nos números da economia brasileira, estaremos diante de fato gravíssimo, com potencial para ferir de morte a confiabilidade do governo. Bolsonaro terá elevado a fake news à condição de política econômica”, publicou.

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) questionou: “Este era o governo q iria ‘recuperar’ confiança dos investidores estrangeiros?”.

Em um post na rede social, Jandira Feghali (PCdoB-RJ) viu “sinal de fumaça que vem do Financial Times!”. “Se Bolsonaro maquiou dados econômicos sobre exportações vai levar o Brasil para o isolamento no mundo, prejudicando diretamente a população brasileira. Gravíssimo e mostra que Paulo Guedes entende mais de AI-5 do que de economia”.

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FGTS poderá distribuir mais que 50% dos lucros, informa governo

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Agência Brasil

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José Cruz/Agência Brasil

Restante do saque emergencial do FGTS poderá ser retirado a partir da próxima sexta

Os trabalhadores poderão receber mais de 50% do lucro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), informou a Presidência da República nesta sexta-feira (13). Segundo a Secretaria Especial de Comunicação Social, o percentual de distribuição a ser definido todos os anos pelo Conselho Curador do FGTS dependerá das condições financeiras do fundo. 

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Na quinta-feira (12), o presidente Jair Bolsonaro tinha vetado a distribuição de 100% do lucro do FGTS aos trabalhadores. O ponto tinha sido incluído pela equipe econômica na própria medida provisória que criou novas opções de saques para o FGTS , mas o Ministério do Desenvolvimento Regional pediu que a medida fosse vetada para não prejudicar os recursos para o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.

De acordo com a Secretaria Especial de Comunicação Social, a sanção da medida provisória revogou a legislação anterior, em vigor desde 2017, que previa a distribuição de metade dos lucros do FGTS aos trabalhadores. Pela nova legislação, caberá ao Conselho Curador definir o percentual de distribuição todos os anos, sem o teto de 50%.

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O veto não anula a distribuição de 100% do lucro de R$ 12,2 bilhões do fundo em 2018, repassada para as contas do FGTS no fim de agosto. Isso porque a distribuição ocorreu durante a vigência da medida provisória.

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José Cruz/Agência Brasil

Restante do saque do FGTS poderá ser retirado a partir da próxima sexta

Os trabalhadores poderão receber mais de 50% do lucro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), informou a Presidência da República nesta sexta-feira (13). Segundo a Secretaria Especial de Comunicação Social, o percentual de distribuição a ser definido todos os anos pelo Conselho Curador do FGTS dependerá das condições financeiras do fundo.

Na quinta-feira (12), o presidente Jair Bolsonaro tinha vetado a distribuição de 100% do lucro do FGTS aos trabalhadores. O ponto tinha sido incluído pela equipe econômica na própria medida provisória que criou novas opções de saques para o FGTS , mas o Ministério do Desenvolvimento Regional pediu que a medida fosse vetada para não prejudicar os recursos para o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.

De acordo com a Secretaria Especial de Comunicação Social, a sanção da medida provisória revogou a legislação anterior, em vigor desde 2017, que previa a distribuição de metade dos lucros do FGTS aos trabalhadores. Pela nova legislação, caberá ao Conselho Curador definir o percentual de distribuição todos os anos, sem o teto de 50%.

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