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Justiça bloqueia bens do ex-governador Agnelo Queiroz por fraudes em estádio

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Valter Campanato/Agência Brasil
Ex-governador Agnelo Queiroz (PT) teve os bens bloqueados


O ex-governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), e o ex-vice-governador, Tadeu Filippelli (MDB) tiveram os seus bens bloqueados após uma liminar da juíza Acácia Regina Soares de Sá, da 7ª Vara da Fazenda Pública. O motivo é para que se dê prosseguimento à investigação sobre fraudes na construção da Arena Mané Garrincha, em Brasília.

Leia também: Justiça eleitoral mantém Agnelo Queiroz inelegível por oito anos

Construída para a Copa do Mundo de 2014, a Arena Mané Garrincha custou, segundo o Ministério Público do Distrito Federal, R$ 1,1 bilhão, valor 70% acima do previsto antes da obra.

Além de Agnelo Queiroz e de seu vice na época, empreiteiros da Via Engenharia, responsável pela obra, também tiveram os bens bloqueados.

Leia também: Ex-governadores e vice viram réus em ação sobre estádio da Copa

Por se tratar de uma medida cautelar, os réus não podem ser considerados culpados ou inocentes.

Governador do Distrito Federal de 2011 a 2015, Agnelo Queiroz é investigado pela justiça por ter negociado diretamente com a Via Engenharia fraudes na obra do estádio em troca de propina. O político do PT nega todas as acusações.


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Coreme divulga segunda chamada para o Programa de Residência Médica

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A lista de segunda chamada está disponível no site da prefeitura

A Comissão de Residência Médica de Lucas do Rio Verde (Coreme) divulgou nesta quarta-feira (19) a segunda chamada para o Programa de Residência Médica. Dos candidatos, seis foram aprovados e 24 classificados para a especialização em Medicina de Família e Comunidade.

A lista de segunda chamada está disponível no site da prefeitura, no link:

 https://www.lucasdorioverde.mt.gov.br/arquivos/publicacoes/698/2_chamada_2020.pdf.

A Comissão de Residência Médica de Lucas do Rio Verde informa que o programa tem duração de dois anos e os médicos aprovados receberão a bolsa ofertada pelos Ministério da Educação e Saúde e bolsa de incentivo da Secretaria Municipal de Saúde no valor de R$ 8 mil. A proposta do programa é formar profissionais com conhecimentos e habilidades em prevenção, diagnóstico precoce, tratamento e recuperação dos agravos mais frequentes, buscando altos índices de resolutividade na Atenção Primária a Saúde.

As dúvidas referentes ao processo seletivo poderão ser sanadas por e-mail: [email protected] ou por telefone (65) 3548-2304.

Fonte: Prefeitura

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Crise EUA x Irã: O esboço de uma guerra de inteligência

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Para debater a recente questão entre os EUA e Irã é importante começar avaliando o passado político e diplomático que envolve os dois países ao longo da história. EUA, outras potências e Irã, assinaram, ainda durante o Governo Obama, um acordo para impedir o país do oriente médio desenvolvesse programa nuclear contra Israel – uma meta pública do Governo iraniano.

Esse acordo não previu nenhuma cláusula de restrição ao Irã, no que diz respeito à expansão do regime Xiita para outros países, em particular para aquela área do Oriente Médio, em que o Irã tem interesse em expandir a sua atuação. Esse fato acabou levando o presidente Donald Trump a adotar várias medidas tentando fazer o Irã limitar a sua atuação fora do seu território. Porém, não era a interação do Irã fazer isso.

Com o decorrer do tempo, os EUA viram que os bilhões de dólares investidos e as facilidades econômicas concedidas ao Irã durante a gestão Obama, estavam sendo menos utilizados para benefício da população iraniana e mais para preparação de armamentos capazes de transformar o país em uma potência militar. Esta medida conferiria ao Irã o poder de influenciar, através de uma agenda revolucionária, ações no Líbano, na Síria, no Iraque e em outros países da região.

Enxergando além da aparência diplomática, o governo americano deixou o acordo e iniciou pressões econômicas mais fortes contra o Irã, que perdeu fôlego na sua própria sobrevivência econômica. Essa medida impões ao Irã a opção de sentar à mesa para negociar novos termos ou para limitação do seu próprio expansionismo político na região ou, contrariamente aos EUA, frear o expansionismo Iraniano.

O general Qassem suleimani, considerado a segunda pessoa mais forte do país, entendeu que o mais adequado para o Irã seria criar uma série de ações belicosas, por parte do Irã, para através delas buscar um acordo com os EUA que fosse mais favorável ao Irã. E como disse o próprio presidente americano Donald Trump, o Irã nunca ganhou uma guerra, mas sempre venceu todas as batalhas diplomáticas e sempre fez os melhores acordos.

O que aconteceu com isso é que ele passou a iniciar uma série de ações que viessem de alguma forma a forçar aos EUA a essa posição. Então foram iniciados uma série de atentados contra navios americanos e outros navios na região. A derrubada de um drone americano fora da área do Irã. E entre outras ações, a preparação para ser feita uma nova Benghazi no Iraque.

Acompanhamos na imprensa a invasão dos seguidores do general Solimani na área verde onde está a embaixada americana. Buscando verificar um mínimo de resistência para lá criar um novo Benghazi. Esse era um plano que todos sabiam. E sendo feito isso eles tomariam a embaixada americana e os reféns americanos. E tentariam forçar, dessa maneira, aos EUA que negociassem a libertação dos seus cidadãos e dos reféns por conta de uma política menos severa com o Irã, particularmente nas restrições econômicas.

Ao notar esse plano, logicamente conhecido e amplamente divulgado, o Presidente americano Donald Trump entendeu que esta negociação, próxima e futura, deveria ser feita com reféns já obtidos pelo Irã e que o país deveria ser paralisado através de uma ação enérgica de liquidação e morte desse general.
Esse olhar histórico é fundamental para entendermos que isso é uma guerra política muito mais travada no campo da inteligência do que propriamente na configuração de ações armadas. Ações armadas apenas conduzidas para pressionar por um acordo.

Feita a intervenção americana, em minha opinião, até bastante cirúrgica, apenas com a morte do general, sem danos colaterais, o efeito foi o levante, primeiramente, dos seguidores do general no próprio Irã e em seguida a busca forçada por apoio da Europa na condenação do atentado americano. Logicamente que o que está em jogo não é exatamente a morte do general, mas sim toda uma política, uma geopolítica de dominação do Oriente Médio.

Nesse jogo de inteligências, a Europa acabou entendendo que se ela seguisse numa linha de condenação Americana deporia contra Si, tendo ao final, que aceitar o aumento do preço do petróleo e as consequências do fortalecimento econômico do Irã. Uma atitude, tomada muito rapidamente em termos políticos, que obrigou o Irã a moderar suas reações.

É primordial ressaltar a política de negociação leonina que Donald Trump adota, desde que iniciou a gestão. Sendo este, o ano da corrida à reeleição, contar com o apoio popular massivo, não obstante às tentativas democratas de encontrar irresponsabilidade no ato do Presidente, o próprio partido Democrata não cogitou a situação como antiamericana particularmente.

Por Carlos Barbieri – Analista político e economista

 

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