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Libertadores: Flamengo e River protagonizam final inédita e histórica

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No próximo sábado (23), a partir das 17h (horário de Brasília), Flamengo e River Plate, da Argentina, escreverão mais uma página da longa história de conquistas e glórias do futebol sul-americano, pois protagonizam uma final inédita de Copa Libertadores da América no Estádio Monumental de Lima (Peru).

O ineditismo do jogo está no fato de as duas equipes se enfrentarem pela primeira vez na decisão da competição. E a importância histórica se dá porque esta é a final de número 60 da Libertadores, torneio que pela primeira vez terá uma final em partida única.

Finais entre Brasil e Argentina

Uma decisão de Libertadores entre um time do Brasil e outro da Argentina não é uma novidade na história da competição. Elas já aconteceram em 14 oportunidades, com cinco vitórias brasileiras e nove argentinas. O Flamengo nunca esteve nesta situação, enquanto o River já encontrou um time brasileiro em confrontos decisivos, foi no ano de 1976, quando o Cruzeiro acabou campeão.

Soccer Football - Brasileiro Championship - Flamengo v Bahia - Maracana Stadium, Rio de Janeiro, Brazil - November 10, 2019   Flamengo's Gabriel celebrates scoring their third goal   REUTERS/Sergio Moraes

O atacante Gabriel Barbosa é uma das esperanças de gol do Flamengo – Reuters/Sergio Moraes/Direitos Reservados

Na única final que alcançou até então, no ano de 1981, o Flamengo teve como adversário o Cobreloa (Chile). Naquela ocasião o título ficou com os rubro-negros.

Já o atual campeão River chega a sua sétima decisão. Além da final deste ano e da derrota para o Cruzeiro em 1976, os millonarios (alcunha pela qual a equipe argentina é conhecida) já conquistaram quatro Libertadores: 1986 e 1996 sobre America de Cali (Colômbia), 2015 sobre o Tigres (México) e 2018 sobre o Boca Juniors (Argentina). Em 1966 estiveram na sua primeira decisão, na qual acabaram derrotados pelo Peñarol (Uruguai).

Flamengo x River

O rubro-negro carioca e os millonarios já se enfrentaram em quatro oportunidades na história da Libertadores. No ano de 1982, em uma semifinal em formato triangular que também contava com o Peñarol, o Flamengo derrotou o River Plate em duas oportunidades, por 3 a 0 jogando em Buenos Aires, e por 4 a 2 atuando no Rio de Janeiro.

As duas outras partidas aconteceram em 2018 pela fase de grupos da competição. Elas terminaram empatadas, 2 a 2 no Rio de Janeiro e 0 a 0 em Buenos Aires.

60 anos de Libertadores

A Libertadores teve sua primeira edição em 1960, com título ficando com o Peñarol. Em 59 decisões já realizadas a Argentina tem o maior número de títulos, com 25. O segundo país com mais conquistas é o Brasil, com 18. E a terceira posição no ranking é do Uruguai, com 8 vitórias.

Entre os brasileiros os maiores vencedores são: São Paulo, Grêmio e Santos (com 3 conquistas cada). Internacional e Cruzeiro aparecem com 2 títulos cada um, enquanto Flamengo, Palmeiras, Vasco da Gama, Atlético Mineiro e Corinthians conseguiram vencer uma final cada.

Soccer Football - Copa Libertadores - Quarter Final - Second Leg - Cerro Porteno v River Plate - General Pablo Rojas Stadium, Asuncion, Paraguay - August 29, 2019   River Plate players applaud fans after the match   REUTERS/Jorge Adorno

O River Plate busca o seu quinto título da Copa Libertadores – JORGE ADORNO

Jogo único

Pela primeira vez na história a final será disputada em um jogo único realizado em sede escolhida de forma antecipada pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol).

Esta mudança causou muita polêmica, em especial após o anúncio da troca do local do jogo por causa de protestos que tomam conta da cidade de Santiago do Chile, sede escolhida inicialmente para receber a final.

Agora, Lima recebe a final entre Flamengo e River com a expectativa de um jogo que entre para o panteão de grandes momentos da história do futebol sul-americano.

Você acompanha Flamengo e River Plate, na Rádio Nacional (1330 AM), no próximo sábado a partir das 17h (horário de Brasília).

Edição: Verônica Dalcanal
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Incerteza sobre futuro em meio a pandemia afeta categorias de base

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Após defender a equipe sub-20 do Esporte Clube São Bernardo, da Série A3 (terceira divisão) paulista, por duas temporadas, chegando até a ser relacionado no profissional, o atacante Robson Lima acertou, em março, para integrar o time júnior do Botafogo. Ter alcançado um clube grande e estar na idade limite (20 anos) das categorias de base prometiam um 2020 desafiador e decisivo. Contudo, a pandemia do novo coronavírus (covid-19) não estava nos planos.

Treinos presenciais interrompidos e torneios suspensos por tempo indeterminado, ao contrário do vínculo com o clube carioca, que vai até dezembro. “Fiquei duas semanas treinando, aí teve o primeiro jogo do Carioca [sub-20]. Depois ocorreu a pandemia e tudo foi cancelado”, afirma o atacante à Agência Brasil.

Como Robson, jovens em categorias de base de clubes do Brasil afora vivem a expectativa pelo retorno de treinos e jogos, o que significa ter outra vez a oportunidade de provarem que merecem ser aproveitados no time profissional e ter os vínculos renovados. A prioridade das federações e agremiações, no momento, é viabilizar a volta de equipes profissionais masculinas às atividades, ainda que de forma gradual, e, posteriormente, às competições.

Um impacto imediato da paralisação, em alguns clubes, foi o corte em vencimentos de atletas profissionais, incluindo os que estão na base. “Pode ser feita, como autorizado pela Medida Provisória 936, a redução de salário e jornada de trabalho, de forma proporcional, ou a suspensão do contrato de trabalho, mas sempre com a concordância do jogador mediante acordo, individual ou coletivo. Vemos que alguns times adotaram a redução de forma unilateral e isso é passível de questionamento futuro”, alerta à Agência Brasil o advogado Rafael Cobra, especialista em Direito Desportivo.

Cobra também destaca o caso de jogadores cujo contrato é de formação, que pode ser assinado dos 14 aos 20 anos e não gera vínculo empregatício. Segundo o advogado, um atleta nesta situação pode ser dispensado sem ônus ao clube, o que, para ele, coloca o jovem em posição delicada em meio às reestruturações causadas pela pandemia: “Se o time quiser rescindir o contrato de formação, ele não tem que pagar absolutamente nada ao atleta. Basta uma decisão unilateral do clube decidindo a dispensa, seja por motivo técnico ou outra razão, o que poderia incluir a ausência de competição”.

Sem previsão

No Rio de Janeiro, o Estadual sub-20 foi suspenso após a primeira rodada, em 14 de março, ainda sem previsão de reinício. À Agência Brasil, a assessoria de imprensa da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro informou que “vai avaliando o cenário para, quando for possível, com responsabilidade e cuidado médico, organizar os campeonatos”.

carioca sub-20 carioca sub-20

Campeonato carioca sub-20 está parado desde março – Mailson Santana/Fluminense FC/Direitos Reservados

Cenário não muito diferente de estados nos quais a temporada da base sequer começou. No Rio Grande do Sul, a última manifestação da Federação Gaúcha de Futebol foi em maio, em matéria no site da entidade indicando que o sub-20 poderia ocorrer a partir de setembro, com treinos liberados em agosto, seguindo protocolos sanitários. Em São Paulo, a Federação Paulista (FPF) respondeu à Agência Brasil, por e-mail, que o retorno da base é discutido em “constantes encontros virtuais” e que as decisões “são tomadas em conjunto com os clubes, em acordo com as autoridades públicas de saúde”.

Já a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que organiza os campeonatos nacionais, as Supercopas e as Copas do Brasil sub-17 e sub-20, além da Copa do Nordeste sub-20, afirma, em e-mail enviado à Agência Brasil, que nenhum torneio de base está cancelado e que o calendário “será retomado tão logo a situação permitir”. “Além disso, a entidade mantém reuniões constantes com a Comissão Nacional de Clubes. para ouvir demandas deste período de pandemia e debater soluções”, completa a nota.

Enquanto isso, Robson mantém o sonho vivo. Em Osasco, cidade na grande São Paulo onde está com o pai, é monitorado à distância pelo Botafogo. Faz exercícios passados pela comissão técnica e é acompanhado por uma equipe multidisciplinar do Alvinegro, que ainda não tem previsão para retorno da base às atividades presenciais. O clube, segundo a assessoria de imprensa, “está com as atenções voltadas apenas para saúde de todos: funcionários, atletas e familiares”.

“Estou feliz, motivado por vestir a camisa do Botafogo, time de tradição e história. Tento deixar a cabeça tranquila e manter o foco, com esperança de que os campeonatos possam voltar. Tenho treinado todo dia na quarentena, para ter um excelente desempenho e receber uma oportunidade no profissional”, projeta Robson.

Novo limite?

De forma geral, as competições nacionais são disputadas nos níveis sub-15, sub-17 e sub-20. Diante do atual cenário, o treinador da equipe sub-20 do Internacional, Fábio Matias, sugeriu uma mudança no limite de idade das categorias de base. Em entrevista ao jornal Zero Hora, ele aconselhou, ao menos para os seis primeiros meses de 2021, as divisões em sub-16, sub-18 e sub-21.

Na visão do técnico gaúcho, atual campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior (mais tradicional campeonato de base do país) pelo Colorado, isso reduziria a perda de uma temporada quase inteira. O advogado Rafael Cobra concorda com Matias.

“Com exceção do sub-20, que abarca três anos, as demais categorias têm dois anos. É muito importante que o atleta vivencie o primeiro ano de categoria, mesmo sabendo das dificuldades de jogar. O processo de formação depende desse tipo de experiência, de se treinar com atletas velhos, mais maturados. No segundo ano e último ano de categoria, é importante o atleta ter mais responsabilidades e jogar com mais frequência”, declara.

supercopa do brasil sub-20 supercopa do brasil sub-20

CBF diz que competições nacionais de base não estão canceladas – Thais Magalhães/CBF/Direitos Reservados

“Se o atleta, que estava no primeiro ano de categoria [em 2019] e agora [2020] teria o segundo ano, não tiver a oportunidade de vivenciar essas responsabilidades [em 2020], e no ano que vem ele novamente vier a ser do primeiro ano, uma categoria acima, serão três anos de poucas condições de jogo e evolução. Certamente, isso prejudica o processo de formação”, conclui Cobra.

A CBF e a FPF (organizadora da Copa São Paulo, que é sub-20) foram questionadas pela Agência Brasil sobre uma eventual alteração na idade limite, mas não abordaram o assunto em suas respostas.

Edição: Fábio Lisboa

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Classificada para Tóquio faz campanha para alunos acessarem internet

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“O esporte me transformou como pessoa, me deu muito mais do que uma medalha”. O depoimento de Aline Silva à Agência Brasil não é exagero. A vida da garota de infância humilde, que chegou a ficar em coma alcoólico aos 11 anos, começou a mudar quando conheceu o judô. A reviravolta completa veio, de vez, em outro tatame: o de wrestling (luta olímpica) A paulista de 33 anos, criada sozinha pela mãe, referência para a atleta, sagrou-se vice-campeã mundial na modalidade, em 2014, e foi três vezes ao pódio em Jogos Pan-Americanos, com duas pratas e um bronze.

“O rendimento foi consequência. Com o esporte, ganhei o mundo. Visitei mais de 30 países, falo inglês fluente por causa do esporte. Ele me abriu uma visão de mundo que eu não teria condições de ter sem ter dinheiro para viajar. O próprio projeto social é uma conquista, também”, destaca Aline.

O projeto a que ela se refere é o Mempodera, criado em 2018 em Cubatão, cidade paulista onde a lutadora mora e treina. A iniciativa atende a mais de 80 jovens de 6 a 15 anos, com aulas de wrestling e inglês. “Uma das missões [do projeto] é empoderar meninas por meio do esporte, promovendo a igualdade de gênero. No primeiro ano, a gente começou só com meninas. Quando vimos que a turma de meninas já estava consolidada, no segundo ano começamos a aceitar meninos”, detalha a atleta, que desenvolveu a ideia – já antiga – no Global Sports Mentoring Program (GSMP), em 2017. Esse programa incentiva mulheres inspiradoras a criarem planos de ação que empoderem garotas a partir do esporte.

Aline Silva (Brasil), medalha de prata na categoria até 76kg. Wrestling - Jogos Pan-Americanos Lima 2019. Local: Coliseu Miguel Grau, em Callao, Lima (Peru). Data: 09.08.2019. Aline Silva (Brasil), medalha de prata na categoria até 76kg. Wrestling - Jogos Pan-Americanos Lima 2019. Local: Coliseu Miguel Grau, em Callao, Lima (Peru). Data: 09.08.2019.

Aline Silva, da seleção de wrestling, faturou a prata, na categoria até 76 kg, no Pan de Lima (Peru), ano passado –  Abelardo Mendes Jr/rededoesporte.gov.br/Direitos Reservados

 

A pandemia do novo coronavírus (covid-19) paralisou as atividades presenciais do Mempodera, realizadas em uma escola pública no bairro Jardim Nova República, área de alta vulnerabilidade social em Cubatão. Durante a pandemia algumas conseguiram continuar virtualmente no projeto, mas a maioria está ausente.  O motivo? Acesso limitado à internet.

Por isso, o projeto iniciou uma campanha online para compra de dados móveis, para que os jovens consigam acompanhar as aulas. “Temos 86 crianças e só seis estavam fazendo aula na quarentena. Uma das alunas explicou que estava ausente porque não tinha internet. Nisso, outra aluna disse que conseguiria rotear [os dados] do celular dela pela janela de casa. Foi quando a ficha caiu”, diz Aline. “O escopo [da campanha] prevê pagar a internet e o excedente vai ajudar às famílias, que é algo que a gente está fazendo, com alimento, higiene, o que a gente vê de maior necessidade”, esclarece. 

Em paralelo, a lutadora busca telefones celulares para as crianças terem como assistir ás atividades. “Eu comecei a pedir na minha rede social, vou disparar alguns documentos para parceiros, pedindo às pessoas que têm um celular que não é utilizado, não tem mais valor de venda ou que, ao invés de vender, podem fazer o bem a alguém que não tem esse acesso, para doarem. Aí a gente manda um vídeo de volta, da criança que recebeu o celular, agradecendo”, descreve.

 
 
 

 
 
 
 
 

 
 

 
 
 

Oi pessoal, como todos sabem nessa quarentena muitos jovens não tem acesso à internet ficando excluídos do ensino e do mundo como consequência. No nosso projeto estamos com muita dificuldade até de falar com as famílias que atendemos pra saber se estão precisando de alguma coisa por falta de internet, essa campanha que criamos é pra levantar uma quantia em dinheiro que será usada pra fornecer internet aos alunxs do Mempodera e também dar suporte com outras necessidades das famílias! Você que acompanha e acredita no nosso trabalho contribua da forma que puder, em dinheiro ou compartilhando a campanha! O LINK PRA DOAÇÃO ESTA NA BIO ? Hi guys, as everyone knows in this quarantine, many young people do not have access to the internet, being excluded from education and the world as a consequence. In our project, we are having a hard time even talking to families who we need to know something that they may be needing because they dont have internet acess, this campaign that we create os to raise money that will be used to offer internet to our wrestlers to them to be able to continue watching the classes that our teaches até offering online. You who follow and believe in our work help as you can, in cash or share a campaign so others will now our cause!Together we are stronger. THE LINK FOR DONATION IS ON OUR BIO. #alster #mempodera #gsmp #empoderamentofeminino #mulherqueluta #feminismo

Uma publicação compartilhada por Mempodera (@mempodera) em 25 de Jun, 2020 às 6:38 PDT

 

Até é o final da tarde desta desta sexta-feira (3), a vaquinha on-line havia arrecadado cerca de 55% da meta de R$ 7,934 mil, restando 19 dias para o término. Além do pacote de dados, a previsão é que o montante também auxilie na compra de máscaras, sabonetes e alcool em gel a serem doados às famílias. “Estou bem positiva de que vamos conseguir. No primeiro momento, pensamos na quarentena. Voltando [às aulas presenciais, ainda sem previsão], o dinheiro também ajudará o projeto a se adaptar a esse novo normal”, explica.

Foco nos Jogos de Tóquio

Representante brasileira na Olimpíada Rio 2016, Aline se garantiu para os Jogos de Tóquio (Japão) em março passado, durante o Pré-Olímpico Continental de Ottawa (Canadá). A competição foi uma das últimas antes da paralisação devido à pandemia de covid-19. Além dela, que luta na categoria até 76 quilos, o wrestling do Brasil também terá ano que vem, em Tóquio, a atleta Laís Nunes (até 62 kg) e o lutador Eduard Soghomonyan (até 130 kg, no estilo greco-romano).

“A luta é um dos esportes que terá mais dificuldade de retorno [pós-pandemia]. Tenho sido acompanhada [à distância] pela minha equipe técnica e mantenho os treinos em casa, fazendo a parte física, que é o que dá para cuidar, às vezes, com ajuda do namorado. Ainda não sei quando poderei realmente começar a treinar [presencial]. Mantenho a cabeça no lugar, sabendo o que posso fazer hoje e o que posso fazer pelo meu treino. Isso me deixa tranquila”, conclui Aline Silva.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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