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Maia critica ‘parte’ do setor privado que defende a volta do “imposto do cheque”

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Rodrigo Maia (DEM-RJ)%2C presidente da Câmara dos Deputados arrow-options
Marcelo Camargo/ABr

Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM- RJ), afirmou nesta quarta-feira (18) que uma parte pequena do setor privado rejeita a reforma tributária , defende a volta da CPMF — o imposto do cheque — e quer que a sociedade pague a conta da redução do custo de alguns setores da economia. Maia, que participou de evento do banco BTG, na capital paulista, disse que muitas vezes a elite também erra.

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— Na reforma da Previdência, a sociedade pagou mais a conta do que os empresários.Todos vão ganhar se o Brasil crescer, mas se algum setor está preocupadotem que dialogar. Precisamos organizar o Estado de forma mais justa parareduzir as desiguladades — afirmou.

Eledisse que está se criando um pânico no país entre alguns empresários, que nofundo querem tributar a sociedade. O presidente da Câmara afirmou que não vaiaceitar a volta da CPMF.

— A carga tributária já é 36% do PIB. Vamos garantir que ela possa cair nospróximos anos. Não tem nenhuma chance de haver aumento na carga tributária. Sea gente fizer a reforma tributária vai ter espaço para reduzir a carga —afirmou.

Um grupo de empresários dos setores de serviço, varejo, construção civil, entreoutros, lançou em São Paulo movimento questionando as propostas de reforma tributária que estão no Congresso, e defendendo a volta de um imposto sobre transações financeiras, nos moldes da antiga CPMF.

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Planalto X governadores

Maia afirmou que a desavença dos governadores com o presidente Jair Bolsonaro emtorno da cobrança do ICMS de gasolina e diesel não vai atrapalhar as votaçõesna Câmara e no Senado. Ele lembrou que hoje os governadores também dependem dapauta do Congresso Nacional do ponto de vista fiscal.

Maia afirmou que osestados têm interesse no chamado Plano Mansueto, que dá socorro aos estadoendividados, como novos empréstimos, e foi enviado ao Congresso ano passado.Estados como Minas Gerais e Rio Grande do Sul, com situação fiscal maisdelicada, têm interesse especial nessa pauta.

—Todos os temas, sejam administrativos ou tributários, interessam aosgovernadores. Temos mantido diálogo e pelo que estou sentindo o conflito com opresidente não vai ter influência — afirmou.

Maia afirmou que tem confiança que as reformas administrativa e tributária possamser aprovadas este ano, embora a tributária esteja mais adiantada.

—Todas as outras são importantes, mas a tributária é que gera empregos e faz oBrasil crescer — disse.

Privatizações

Sobre a agenda de privatizações do governo ele afirmou ser natural haver resistênciada sociedade em relação à uma possível venda da Petrobras, Caixa e Banco doBrasil, que têm uma função social. Mas em relação a Eletrobras, Correios e Casada Moeda vai ajudar o governo no encaminhamento.

Maia observou entretanto que a proposta do governo de acelerar o ritmo de privatizações via decreto é ilegal constitucionalmente. Ele disse que sealguma associação de servidores entrar com pedido de liminar cancelando a privatização qualquer juiz vai conceder.

— A Constituição diz que para privatizar as empresas é preciso decisão legislativaautorizando. Não cabe nem Medida Provisória nem decreto — afirmou Maia.

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IPC-S fecha março com inflação de 0,34%

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O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou inflação de 0,34% em março deste ano, depois de fechar fevereiro com deflação (queda de preços) de 0,01%. O dado foi divulgado hoje (1º) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

A inflação em março foi puxada, principalmente, pelo preço dos alimentos, que tiveram alta de 1,35% no mês. Entre os produtos que mais influenciaram a alta dos alimentos estão as hortaliças e legumes, que tiveram inflação de 12,27%.

Segundo o economista da FGV André Braz, a alta foi estimulada pela pandemia do novo coronavírus (covid-19).

“Dois pontos principais explicam o avanço dos preços. Além do aumento da demanda por alimentos, pois a maior parte das refeições está sendo feita na residência, houve aumento da estocagem de alimentos por receio de que o vírus se propague mais e expanda o período de confinamento social”, afirma.

Outros grupos com taxa de inflação foram saúde e cuidados pessoais (0,49%), habitação (0,28%), comunicação (0,13%) e despesas diversas (0,03%). Por outro lado, registraram deflação os grupos educação, leitura e recreação (-0,28%), transportes (-0,13%) e vestuário (-0,06%).

Edição: Graça Adjuto

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Petrobras faz redução em produção de petróleo e gastos com pessoal

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A Petrobras anunciou que vai adotar, a partir de hoje (1), novas medidas para assegurar a sustentabilidade da companhia “nesta que se configura a pior crise da indústria do petróleo nos últimos 100 anos”. A empresa já havia anunciado no último dia 26 uma série de ações para equilibrar o caixa em meio ao choque dos preços do barril petróleo e do impacto da pandemia do novo coronavírus (covid-19) no mercado internacional.

O cenário atual é marcado por uma combinação inédita de queda abrupta do preço do petróleo, excedente de oferta no mercado e uma forte contração da demanda global por petróleo e combustíveis. Estas novas medidas envolvem redução da produção de petróleo, postergação de desembolso de caixa e redução de custos”, informa a Petrobras, em nota.

A partir desta quarta-feira, a produção de petróleo passa a sofrer corte de 200 mil barris diários, volume que inclui a redução anunciada no dia 26 de março de 100 mil barris por dia.

Segundo o comunicado da estatal, para definição dos campos que terão sua produção diminuída, a Petrobras levará em consideração condições mercadológicas e operacionais. A duração da restrição, assim como potenciais aumentos ou diminuições, será continuamente avaliada

A companhia também informou que está ajustando o processamento de suas refinarias, em linha com a demanda por combustíveis.

Corte em gastos

Como parte das ações destinadas a promover o corte anunciado de US$ 2 bilhões de gastos operacionais em 2020, a empresa decidiu poupar aproximadamente R$ 700 milhões em despesas com pessoal com a postergação do pagamento, entre 10% a 30%, da remuneração mensal de demais empregados com função gratificada (gerentes, coordenadores, consultores e supervisores); mudança temporária de regimes de turno e de sobreaviso para regime administrativo de cerca de 3,2 mil empregados e redução temporária da jornada de trabalho, de 8 horas para 6 horas, de cerca de 21 mil empregados.

“A Petrobras reforça seu compromisso com a gestão de seu portfólio e com sua estratégia sustentada pelos cinco pilares: maximização do retorno sobre o capital, redução do custo de capital, busca incessante por custos baixos, meritocracia e respeito às pessoas, meio ambiente e segurança. A crise atual realça a importância destes pilares que devem continuar a ser implementados ainda com mais foco e intensidade”, diz a nota.

A companhia disse que continua monitorando o mercado e, em caso de necessidade, realizará novos ajustes.

Transpetro

A Transpetro, subsidiária integral da Petrobras, também aprovou plano de resiliência, que consiste em medidas para reduzir a estrutura de custos, tanto de gastos operacionais quanto de investimentos, postergando ou otimizando desembolsos, no valor de R$ 507 milhões em 2020.

Edição: Valéria Aguiar

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