Momento Educação

Mais de 990 mil estudantes já se inscreveram no Sisu

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O ministro da Educação, Abraham Weintraub, informou hoje (22) que 993.311 estudantes se inscreveram no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) no primeiro dia de registros. Como cada estudante pode se inscrever em até dois cursos, até o momento já foram registradas 1.870.751 inscrições.

“O número é mais do que o dobro do ano anterior, quando fechamos em 492 mil inscritos”, disse o ministro em rede social. O período para inscrições fica aberto até as 23h59 de domingo (26).

O Sisu é a principal maneira de acessar o ensino superior público com a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), divulgada na semana passada. Para participar da seleção, é obrigatório não ter zerado a redação na edição de 2019 do exame. Neste semestre, são 237.128 vagas em 128 instituições de ensino superior públicas de todo o país. A inscrição é gratuita e deve ser feita na página do participante na internet.

Segundo o Ministério da Educação (MEC), no momento da inscrição o candidato deve escolher até duas opções de cursos ofertados pelas instituições participantes, e o sistema seleciona os mais bem classificados em cada curso, de acordo com as notas no Enem e eventuais ponderações, como pesos atribuídos às notas ou bônus. Caso o desempenho do candidato permita o ingresso nos dois cursos, prevalecerá a primeira opção, com apenas uma chamada para matrícula.

Inicialmente, a data final de inscrições seria nesta sexta-feira (24). mas em decorrência das inconsistências na correção das provas do Enem, o Ministério da Educação decidiu dar mais tempo para os estudantes, para evitar prejuízos.

Os resultados das inscrições serão divulgados no dia 28 de janeiro.

A partir do resultado, a matrícula ou o registro acadêmico nas instituições participantes devem ser feitos até o dia 4 de fevereiro. O lançamento da ocupação nas vagas pelas instituições participantes será até 7 de fevereiro, e a manifestação de interesse para constar na lista de espera é até as 23h59 de 4 de fevereiro.

O que é o Sisu

O Sisu é uma das formas de ingresso à educação superior com a nota do Enem. Trata-se do sistema informatizado do MEC por meio do qual instituições públicas de ensino superior oferecem vagas a participantes do exame. Quem não conseguir uma vaga pelo Sisu, pode tentar uma vaga pelos vestibulares tradicionais.

Há ainda o Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferta bolsas integrais e parciais, de 50%, em instituições privadas; o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa de Financiamento Estudantil (P-Fies), para financiar o valor da graduação.

 

* Com informações do Ministério da Educação

Edição: Fernando Fraga
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Momento Educação

Weintraub diz que MP evita perda do ano letivo por conta do covid-19

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O ministro da Educação, Abraham Weintraub, disse hoje (1º) que a edição da Medida Provisória Nº 934, que dispensou escolas de cumprirem o mínimo de 200 dias letivos na educação básica e no ensino superior, vai permitir que os gestores da área evitem a perda do ano letivo devido à suspensão das aulas por causa do novo coronavírus. Em entrevista à TV Brasil, o ministro também garantiu que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não será adiado. 

Segundo Weintraub, apesar da dispensa de cumprimento dos dias letivos, a carga horária de ensino deverá ser cumprida pelos secretários estaduais e municipais de Educação, que poderão estabelecer mais aulas por dia para compensar os dias parados. O ministro também informou que os gestores vão receber um mapa de dispersão do covid-19 e poderão prever quando as aulas serão retomadas. 

“A MP que o presidente [Bolsonaro] assinou é para dar a liberdade [aos gestores] para que este ano [letivo] não seja perdido, que eles consigam da melhor forma, de acordo com a realidade do município, alterar as aulas para ter o ano preservado para as crianças”, disse.

Enem

Na entrevista, Abraham Weintraub também garantiu que o Enem não será adiado. O ministro recomendou aos alunos que continuem estudando em casa enquanto as aulas estiverem suspensas devido à pandemia. “Neste momento, não há porque já falarmos em postergação. O Enem está mantido, o prazo está mantido”, disse. 

As provas, para o estudante que optar pela versão digital do exame, serão realizadas nos dias 11 e 18 de novembro.  A prova impressa será aplicada nos dias 1º e 8 de novembro. 

O ministro da Educação explicou outra medida da MP 943, que autorizou a antecipação da colação de grau de alunos que estão terminando de cursar as faculdades de medicina, farmácia, enfermagem e fisioterapia. Segundo Weintraub, a medida é necessária para substituir os profissionais de saúde que trabalham no enfrentamento do novo coronavírus. 

“Essas pessoas que estão em contato vão ficar doentes. Então, esse pessoal que está sendo formado, mais jovens, eles podem auxiliar o pessoal mais velho na linha de frente na medida em que houver essa perda de equipe”,  disse. 

Mais cedo, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) abriu processo de seleção para contratar 6 mil profissionais de saúde para atuarem nos hospitais universitários do país durante a pandemia do covid- 19. 

Edição: Fábio Massalli

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Momento Educação

Suspensão de aulas pode prejudicar estudantes no Enem, dizem estados

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Secretários estaduais temem que suspensão de aulas por conta da pandemia do novo coronavírus prejudique o preparo dos estudantes para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano. Em nota, pedem que as datas das provas do exame sejam definidas após o fim do ciclo da pandemia. 

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) publicou o edital do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nesta terça-feira (31). As datas de aplicação do exame impresso, nos dias 1º e 8 de novembro, e do digital, nos dias 11 e 18 de outubro, anunciadas no ano passado, foram mantida pela autarquia. 

Em nota, o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), que reúne os secretários estaduais de educação todo o país, diz estar preocupado com os prejuízos causados aos estudantes pela suspensão das aulas em todo o país, pois nem todos os alunos têm igual acesso à internet e a recursos digitais.

De acordo com o Consed, a manutenção do calendário do Enem deverá ampliar as desigualdades entre os estudantes do ensino médio em todo o país para o acesso às instituições de ensino superior. “Mesmo considerando as soluções e ferramentas que estão sendo implantadas nas redes privadas e públicas para minimizar as perdas do período de suspensão das aulas presenciais, elas não chegarão para todos os estudantes brasileiros, especialmente os mais carentes”, dizem os secretários. 

Os estados pedem, então, que se aguarde o fim deste ciclo da pandemia e o retorno das aulas para que a data do Enem seja definida. Solicitam, ainda, a ampliação do prazo para as inscrições e a garantia da isenção da taxa de inscrição para todos os estudantes de escolas públicas, o que, de segundo os secretários, seria “uma verdadeira estratégia de apoio a esses alunos”.

As redes estaduais concentram cerca de 83% das matrículas do ensino médio de todo o país. Os dados são do Censo Escolar 2019.

Rede privada

Na rede privada, a situação é diferente. Para o presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Ademar Batista Pereira, os estudantes têm condições de se preparar até o Enem. Segundo ele, a prova avalia não apenas os conhecimentos do último ano do ensino médio, mas os estudos ao longo da vida. 

“O estudante tem condições de fazer tranquilamente. Fazer um boa prova está mais na capacidade desse jovem de estudar sozinho, de ler, aprender”, diz e complementa: “Acho que eles têm condições. Têm todas as ferramentas hoje, tem o YouTube, tem a internet, com um pouco de orientação, o estudante tem condições de fazer o Enem”. 

Manutenção do calendário 

Em vídeo publicado no Twitter nesta quarta-feira (1º), o presidente do Inep, Alexandre Lopes, diz que a publicação do edital neste momento é importante para garantir aos participantes que haverá Enem este ano. “Todo ano você sabe que tem Enem. Nós queremos garantir esse direito a você, participante, garantir que você tenha o Enem, que essa crise não tire o direito de você”.

O presidente também diz que para que a prova aconteça, “um longo trabalho é feito antes. O Enem é uma longa jornada com várias etapas”. Ele acrescenta: “Nós do Inep estamos trabalhando nesse ambiente da pandemia, nesse momento de crise. Nossa equipe está fazendo um esforço nas suas diversas áreas para poder garantir que você tenha esse direito garantido”. 

Maioria sem aulas

No Brasil, há suspensão de aulas em todos os estados para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus. A medida não é exclusiva do Brasil. No mundo, de acordo com os últimos dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que monitora os impactos da pandemia na educação, 188 países determinaram o fechamento de escolas e universidades, afetando 1,5 bilhão de crianças e jovens, o que corresponde a 89,5% de todos os estudantes no mundo.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

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