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Matemática é aliada para entreter crianças em tempos de coronavírus

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A matemática pode ser um grande aliado de pais e responsáveis para entreter os filhos durante o período de isolamento imposto pela pandemia de coronavírus. Um bom exemplo é o Portal do Saber, disponível na internet, que cobre todo o material curricular, desde o ensino fundamental até o fim do ensino médio. Ele oferece quebra-cabeças matemáticos dirigidos às crianças menores, sobretudo do ensino fundamental 1, que aprendem matemática em tom de brincadeira.

A informação foi dada hoje à Agência Brasil pelo diretor-geral do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), Marcelo Viana. O Impa promove, anualmente, a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). “As questões disponíveis no Portal do Saber, ao mesmo tempo em que ocupam as crianças em casa, contribuem com a formação deles”, afirmou Viana.

Para os jovens e adolescentes do ensino médio, as provas de anos anteriores da Obmep podem constituir grande aliado neste momento de quarentena para prevenção do coronavírus, indicou Viana. O Portal oferece toda a matemática dirigida à Obmep que inclui desde o 6º ano do ensino fundamental até o 3º do ensino médio.

 As provas estão disponíveis também no site da olimpíada . Dessa maneira, crianças e jovens podem aproveitar o ensino lúdico da matemática para aumentar o conhecimento, enquanto se divertem. “Desperta a criança e, ao mesmo tempo, contribui para sua formação”, diz o diretor-geral do Impa.

A Obmep já descobriu talentos em todo o Brasil. O certame é feito todo ano por mais de 18 milhões de alunos de 99,7% dos municípios brasileiros.

Plataforma

Exercícios criativos do programa “Mentalidades Matemáticas”, desenvolvido em inglês por professoras de educação matemática da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, podem também ser grandes aliados dos pais para distrair os filhos no atual momento de quarentena imposto pelo vírus. O programa foi criado com base em pesquisas recentes da neurociência, que mostra como ensinar matemática de maneira criativa.

O Instituto Sidarta traduziu o site para o português e disponibiliza gratuitamente o conteúdo do Yoycubed para o Brasil e outros países de língua portuguesa. A plataforma contabiliza mais de 38 milhões de visualizações, envolvendo pela internet 230 milhões de pessoas em 140 países.

A presidente do Instituto Sidarta, Ya Jen Chang, disse que na plataforma são encontrados desde artigos científicos, para ajudar no desenvolvimento de professores, até atividades específicas para as crianças fazerem em sala de aula ou em suas residências. “Esse aprendizado da matemática é, na verdade, uma nova abordagem diferenciada da matéria, onde ela traz uma perspectiva de uma matemática aberta, criativa e visual”, afirmou Ya Jen.

“Ela parte do pressuposto de que matemática não é o que a gente está acostumado a ver hoje em dia, que é a questão dos procedimentos, das fórmulas e dos cálculos, é muito mais ampla e muito mais aberta”, garantiu a presidente do Instituto Sidarta. Segundo Yan Jen, nessa nova matemática, a pessoa pode explorar ideias, brincar com os conceitos matemáticos e desenvolver raciocínios lógicos.

Educação de qualidade

Yan Jen destacou que a missão do Instituto Sidarta, criado há 20 anos e sem fins lucrativos, sempre foi o de promover educação de qualidade para todos. Ao ter contato pela primeira vez com o material do programa “Mentalidades Matemáticas”, a presidente do instituto viu ali uma oportunidade de ampliar o conhecimento da matéria, especialmente entre os adolescentes brasileiros, que apresentam deficiência crônica para aprender essa matéria.

De acordo com dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) referentes a 2017, sete em cada dez brasileiros com mais de 15 anos de idade não têm o domínio da matemática, comparado com outros países que mostram a mesma situação socioeconômica, entre os quais a Índia, por exemplo. “Realmente, a gente tem uma sensação crítica de não aprendizagem”.

Yan Jen Chang disse ainda ue parte dessa deficiência se deve ao jeito como a matemática é ensinada, em geral, no Brasil, que “causa traumas” e deixa em muitas crianças a sensação de que a matéria não foi feita para elas. “Esse é um dos primeiros mitos da matemática”. Assegurou que a matemática é inerente ao ser humano. Um conceito equivocado, segundo ela, é que a pessoa que faz contas rápido é melhor do que aquela que não faz. “A rapidez não tem nada a ver com a capacidade matemática. O que se busca é a profundidade”.

A dimensão que temos de volume, de geometria, explica porque sabemos que um carro não pode ser colocado na vaga de uma moto. Isso é matemática. O sentido da matemática é mais amplo e não se restringe a números e cálculos.

Jogos

Na plataforma Youcubed são encontrados vídeos, artigos, atividades e jogos sobre a abordagem inovadora baseada em pesquisas de neurociência, abertos a uma ampla faixa etária que abrange desde os quatro anos de idade até a fase adulta do ser humano.

Uma das atividades é intitulada Léo, o coelho, voltada para crianças menores, que aprendem matemática baseada nos pulos que o coelho tem de dar para subir uma escada de dez degraus. Para estudantes do 5º ao 8º ano do ensino fundamental, há o Labirinto das Operações, tabuleiro onde as peças são movidas para baixo ou para os lados, mas nunca para cima. A criança não pode passar duas vezes pelo mesmo lugar. O objetivo é escolher um caminho que resulte no maior valor quando a pessoa chegar ao fim.

No Quatro Quatros, em que uma folha é dividida em 20 quadrados, preenchidos de 1 a 20, o desafio é encontrar todos os números entre 1 e 20 usando apenas quatro quatros e qualquer operação. A atividade demonstra a flexibilidade dos números e como há diferentes maneiras de chegar ao mesmo resultado. Como trabalha com as quatro operações, o jogo é indicado para crianças a partir do 3º ano do ensino fundamental.

Nas Cartas Matemáticas, em vez de trabalhar com rapidez de raciocínio e memorização, a atividade usa o jogo de cartas para trabalhar com o senso numérico e multiplicação sem nenhuma limitação de tempo. O objetivo é casar as cartas com a mesma resposta numérica, mostrada em diferentes representações. O jogo é indicado para alunos do 3º ao 8º ano do ensino fundamental.

Entretenimento

O empresário Raphael Campos usou jogos do Youcubed e a prova da Obmep com a filha Ana Beatriz e sua amiga Yasmin Cândido, ambas de 11 anos. Segundo ele, as meninas adoraram e ficaram entretidas por mais de uma hora.

“Brincamos do exercício ’4 quatros’, que precisa usar as operações com o 4 para se chegar a todos os números até 20. E elas também adoraram fazer a prova da Olimpíada de Matemática. São questões de raciocínio, não de fórmula, desafiadoras e interessantes. Assim as crianças ficam ocupadas de forma lúdica e aprendem”, assegurou Raphael Campos.

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Saúde

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Momento Saúde

Casos de covid-19 na Rocinha podem ser 62 vezes maiores que o oficial

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número de casos de covid-19 na Rocinha pode ser até 62 vezes maior do que o divulgado nesta comunidade da zona sul da cidade do Rio de Janeiro. A conclusão faz parte de uma análise feita pela empresa de consultoria Boston Consulting Group (BCG) com dados do Painel Covid Radar, um coletivo de mais de 50 empresas que atua para reduzir os efeitos da crise de saúde no Brasil.

O painel, que tem como um dos líderes o Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), inclui estudos basedos em cálculos de soroprevalência, imunização e subnotificação da pandemia no Brasil e avalia cenários do mundo todo.

O estudo da BCG busca entender o nível de imunização da população e o grau de subnotificação de casos de covid-19. Conforme a análise, a média brasileira de subnotificação está em 10 vezes, mas pode variar em algumas regiões e bairros do país. Na Rocinha, por exemplo, esse número chega a 62.

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro diz que a Resolução nº 4.331, de 17/03/2020, normatiza o preenchimento dos formulários de notificação, combatendo, assim, a possibilidade de subnotificação. De acordo com a secretaria, é preciso levar em consideração também a parcela de cidadãos contaminados, mas assintomáticos, que podem não ser notificados em função da ausência de sintomas, comportamento que não é exclusivo das comunidades. “Portanto, não se pode afirmar que seja maior a subnotificação em comunidades do que em outros locais”, conclui a pasta.

Pela análise da BCG, o grau de imunização no Brasil está entre 1% e 2% da população. No entanto, áreas mais atingidas pelo vírus já têm taxas melhores, como, por exemplo, bairros altamente expostos de São Paulo, onde o percentual chega a 10%. Na Rocinha, 25% da população do bairro já pode estar imunizada.

Pesquisa epidemiológica

Na cidade do Rio, termina hoje (7), o trabalho de campo da Fase 2 da pesquisa epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde em comunidades e outros bairros do município, que vem sendo feita desde o dia 1º. Segundo a secretaria, o resultado da primeira fase mostrou que o maior percentual de casos positivos nas seis regiões pesquisadas ocorreu na Cidade de Deus (28%). Em seguida, vieram Rio das Pedras (25%) e Rocinha (23%).

O percentual de letalidade, resultado do número de mortos em relação ao total de infectados, ficou em 0,2% em Rio das Pedras; 0,3% na Maré e na Rocinha; 0,4% na Cidade de Deus; 1,2% em Realengo e 1,8% em Campo Grande.

Na avaliação dos sintomas, entre os que tiveram resultado positivo em testes para o novo coronavirus, o índice que prevaleceu foi o de assintomáticos. “As pessoas que tinham o vírus, mas não apresentaram sintomas foram 52%. Apenas 1% dos entrevistados e testados relataram ter apresentado todos os sete sintomas averiguados: febre, cansaço, dor no corpo, dor de garganta, tosse, dispneia (falta de ar) e diarreia”, acrescentou a secretaria.

Segundo a pasta, é relevante o fato de o percentual de casos positivos, mas sem sintoma, ter sido maior entre os mais idosos. A incidência ficou em 67% entre os que tinham de 80 a 89 anos, em 50¨% entre os que tinham de 30 a 39 anos e de 45% entre os com idade de 40 a 49 anos.

m homem recebe um teste de auto-coronavírus de um estudante de medicina à sua porta, em meio ao surto de doença de coronavírus (COVID-19), em São Caetano do Sul, São Paulo, Brasil, 14 de abril de 2020. REUTERS / Rahel Patrasso m homem recebe um teste de auto-coronavírus de um estudante de medicina à sua porta, em meio ao surto de doença de coronavírus (COVID-19), em São Caetano do Sul, São Paulo, Brasil, 14 de abril de 2020. REUTERS / Rahel Patrasso

Segundo a secretaria, na primeira fase foram testados 3.210 moradores das comunidades da Maré, Rocinha, Cidade de Deus e Rio das Pedras, Campo Grande e Realengo – REUTERS / Rahel Patrasso/Direitos Reservados

Testes

Conforme a secretaria, na primeira fase foram testados 3.210 moradores das comunidades da Maré, Rocinha, Cidade de Deus e Rio das Pedras, Campo Grande e Realengo. A fase dois da pesquisa epidemiológica foi nas seis comunidades já testadas. Nessa etapa são mais 3.200 testes, coletados por equipes de Atenção Primária da pasta. “Os dados serão analisados e confrontados com os resultados da primeira fase”, informou a secretaria.

Foram intensificadas as orientações para a população atendida nas clínicas da família e nos centros municipais de Saúde e que moram em comunidades. “As unidades oferecem tratamento e acompanhamento de casos leves, além do monitoramento dos grupos de risco, por telefone”, completou a secretaria.

A prefeitura do Rio inaugurou centros de imagens em comunidades, ampliando o acesso ao exame que auxilia no diagnóstico precoce da doença e início do tratamento. A secretaria reforçou, junto aos seus profissionais e às instituições privadas, a necessidade e a importância da correta notificação de casos suspeitos, confirmados ou óbitos decorrentes da pandemia.

Edição: Nádia Franco e Fábio Massalli

Fonte: EBC Saúde

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Momento Saúde

Brasil tem 1.254 mortes em 24h causadas pela Covid-19

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presidente jair bolsonaro fala com repórteres e usa máscara
Reprodução/TV Brasil

O presidente Jair Bolsonaro é um dos 20.229 novos casos da Covid-19 no País


De acordo com levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (7), 1.254 novos óbitos causados pela  Covid-19 foram registrados nas últimas 24 horas. Agora, o total de mortes no Brasil é de 66.741, o que corresponde ao crescimento de 1,8%. A taxa de letalide é 4%.


Entre 45.305 novos casos de novo coronavírus (Sars-CoV-2) está o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que confirmou hoje diagnóstico positivo para Covid-19 . O total foi para 1.668.589 casos, com crescimento de 2,7%. 

A contagem de casos realizada pelas Secretarias Estaduais de Saúde inclui pessoas sintomáticas ou assintomáticas; ou seja, neste último caso são pessoas que foram ou estão infectadas, mas não apresentaram sintomas da doença.


Na última segunda-feira (7), o  país ultrapassou a marca dos 65 mil óbitos causados pela Covid-19. O total era de 65.487, com 620 registros em 24 horas. Os casos do novo coronavírus fecharam em 1.623.284, sendo que 20.229 considerados novos casos.

O ranking de número de mortes segue liderado pelo estado de São Paulo, que tem 16.475 óbitos causados pela Covid-19. O Rio de Janeiro continua em segundo lugar, com 10.881 mortes.

Boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde
Divulgação/Ministério da Saúde

Boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde


Os estados que registram maior número de casos são: São Paulo (332.708), Ceará (124.952), Rio de Janeiro (124.086), Pará (116.152) e Maranhão (92.088).

Ainda segundo os números divulgados, o país tem hoje 976.977 pessoas recuperadas da Covid-19, 624.871 em acompanhamento e 4.146 óbitos sob investigação.



Levantamento independente

Segundo apuração realizada por veículos de comunicação junto das Secretarias Estaduais de Saúde, o número de óbitos registrados em 24 horas é de 1.312. O total seria de 66.868.

O número de casos, ainda segundo este levantamento, seria de 1.674.655, sendo que 48.584 foram registrados nas últimas 24 horas.

O levantamento foi feito por veículos de comunicação em parceria inédita. Participaram da apuração O Globo, Portal G1, Uol, Extra, Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo.

Fonte: IG SAÚDE

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