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Mato Grosso será o novo endereço da indústria mundial

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A pandemia do novo coronavírus colocou a globalização num ponto de virada crucial. Foram necessários poucos dias de paralisação para o mundo entender que não é concebível concentrar a produção industrial num só lugar. No amargar de prejuízos gigantescos e atrasos enormes em projetos, os olhos de todos começaram a se voltar para novas possibilidades produtivas.

Nessa redefinição geopolítica, social e financeira, Mato Grosso pode e deve se posicionar como alternativa para a implementação de indústrias de transformação do agro. Somos recordistas na produção de grãos, algodão e carne. Com a abundância de matéria prima aqui, podemos recepcionar as indústrias de alimentos, a produção química, a produção têxtil, energia, biodiesel ou transformação de madeira.

Nosso potencial produtivo é imenso e não é de hoje que os olhos do mundo estão voltados para nós. Se éramos vistos como celeiro, hoje precisamos nos posicionar com infraestrutura e políticas públicas adequadas para receber esses investimentos que vão começar a migrar e se realocar pelo planeta.

Ainda temos um longo caminho pela frente até superarmos o vírus, mas sabemos desde já que a retomada da economia, outro grave problema decorrente dessa pandemia, passa pela geração de empregos.

Novas linhas de crédito já estão no mercado e outras mais virão para que os segmentos de construção civil e imobiliário possam se reaquecer, já que são responsáveis por uma grande fatia do PIB brasileiro e historicamente empregam muita mão-de-obra. Nós não podemos perder essas oportunidades nem deixar de vislumbrar o que está além do horizonte, mesmo que ainda não esteja tão claro e visível hoje.

É fato que haverá um estímulo à indústria nacional em todos os países, assim como é fato que os polos mundiais serão descentralizados e não mais condensados, a exemplo da China.

Mato Grosso tem grandes chances de se tornar o novo endereço da indústria mundial. Isso demanda investimentos em construção civil e coloca o mercado imobiliário em voga.

Investir em imóveis sempre foi um ativo seguro. Os visionários, aqueles que enxergam além, ganham quando tomam decisões acertadas e ganham muito mais quando conseguem ver o que ninguém ainda está vendo. Quem quer ser destinatário de retornos financeiros endereça seus investimentos para onde está o potencial. Olhe para o horizonte e veja as regiões do agro com outros olhos.

Ramiro Azambuja
Diretor-Presidente da EMHA Construtora e Incorporadora

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A cara do futuro – Nós e nós – final

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         Encerro esta série de seis artigos numa pobre tentativa de arranhar as travessuras pelas quais está passando o planeta Terra, o Brasil e nós aqui em Mato Grosso.  O protagonista somos nós mesmos, mas o agente é o corona vírus. Um sujeitinho estranho que conseguiu pôr o mundo de joelhos.

         Não houve aviso prévio. A onda veio no meio de uma crise político-comercial entre a China e os EUA e atingindo todo o mundo porque são as duas maiores potências mundiais. No Brasil ela chegou por volta de 18 de março último. Negada a princípio, depois assumida e depois ainda tornou-se um fenômeno de controvérsias científicas e políticas. No Brasil o covid 19 tornou-se político e tomou assento nos lugares mais imprevisíveis: Congresso Nacional, presidência da República, Ministério da Saúde, STF, no judiciário e na mídia. Alcançou as ruas na sua pior condição: a de versão distorcida dos fatos reais.

         Um Brasil melhor sairá disso tudo. Especialmente porque o péssimo Estado brasileiro terá que se reformar pra sobreviver de algum modo. Vamos aos fatos resumidos. Até o fim do ano o desequilíbrio fiscal atingirá 100% do PIB de 2020. Estará absolutamente quebrado. Terá que reformar todas as estruturas públicas, estatais, reformar os poderes e aposentar ou demitir milhares de funcionários públicos para um Estado basicamente mínimo. O Congresso Nacional não terá outro caminho senão reformar e reescrever a corporativa Constituição Federal de 1988 e torná-la efetivamente cidadã na sua funcionalidade e não só em direitos individuais sem cobertura econômico-financeira.

         De tudo isso resultará a redução da maldita burocracia e os emaranhados dos caminhos públicos do governo. Cidadão em primeiro lugar. Estado apenas como facilitador. Não mais como controlador corrupto e gastador sem consciência.

         O leitor deve estar pensando que deliro. Não. Os indicadores são todos nessa direção, até porque o Brasil será um dos países no mundo que melhor sairá da atual crise pra um momento civilizatório novo e moderno. E mais: no curto prazo!

         As dinastias políticas, judiciais, promotoriais, públicas e privadas irão pro lixo da História. Gerações novas assumirão rapidamente os poderes, numa visão de lógica ética muito mais decente e olhando os resultados sociais coletivos. Não os individualismos tribais do Estado.

         A ética da economia, dos bancos, do comércio, dos serviços, da educação, da saúde e dos serviços públicos prestados pelo Estado, entrarão na nova sintonia dos interesses coletivos.

         Enfim, todas as utopias dos filósofos, dos pensadores, dos escritores, dos artistas, dos jornalistas, dos professores e de tantos estudiosos e profissionais liberais sonhadores, se transformarão em realidade.  Diante dos nossos olhos. Já!

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

[email protected]   www.onofreribeiro.com.br

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Líderes abertos

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            Confesso que depois do surgimento da pandemia do vírus corona, tenho dedicado todos os meus esforços no sentido de compreender toda a sua extensão em todos os segmentos da vida humana. E do próprio planeta. Já é profundamente sabido que de tempos em tempos a humanidade enfrenta desafios civilizatórios na forma de tragédias ou de desafios cruéis como guerras.

            Estou fascinado com os fatos e com todos os seus desdobramentos. Começou numa distante cidade chinesa e avançou sobre o mundo inteiro. Curioso é que em todas as regiões e países os traços de pânico são semelhantes.

            Mas o fato real é que ao final da pandemia um mundo novo surgirá das cinzas do mundo velho enterrado por um vírus de alcance mundial. Quero lembrar aqui as três capitais europeias mais bombardeadas durante a segunda guerra mundial (1939 a 1945): Paris, Berlim e Londres. Fotos da época da guerra disponíveis no Google mostram essas capitais em ruínas lamentáveis. Olhando hoje as mesmas capitais pelos mesmos ângulos, vemos cidades belíssimas reconstruídas sobre as ruinas. Tudo isso em pouco mais de 70 anos.

            O mundo pós-pandemia, portanto, de algum modo nos lembrará nos anos próximos aquelas três capitais destruídas e reconstruídas em cima das ruinas.

            Bom. Nessa linha da reconstrução quero apresentar uma tese. Ontem pela manhã participei da retomada do conjunto de lojas do Grupo Matos que detém a franquia de O Boticário em Cuiabá e Várzea Grande. Foi uma reabertura memorável. O grupo se reciclou na linha do pós-pandemia. Daniel Matos, o diretor de negócios, um jovem com pouco mais de 30 anos, fez aos colaboradores uma releitura do novo mundo dos negócios tanto na área do varejo, como de todos os negócios. O novo método de uma empresa tradicional de 30 anos enfrentar o novo mercado e o novo cliente.

            E apresentou um tema novíssimo: os open leaders. O que é isso. É o novo exercício da liderança no mundo pós-pandêmico. Ao contrário do sistema tradicional de lideranças, o open leader é baseado em três pontos: a transparência, a colaboracionismo e a consolidação dos valores do negócio. O sistema de hierarquias de comando desaparece completamente e se estabelece a colaboração entre todos dentro da mesma empresa ou negócio. Com base em valores da empresa, a gestão se dá em regime aberto, quando comparada com o sistema tradicional de comando e comandados.

            Dito assim, fica parecendo que seja uma destruição da empresa. Afinal, quem vai mandar? Aí está a grande questão. Ninguém manda. O comando está na ação coletiva baseada no envolvimento da transparência e na solidez dos valores. É uma revolução civilizatória.

            Voltarei ao assunto. Mas prometo que será revolucionário estar no mercado de trabalho nos próximos meses e anos.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

[email protected]    www.onofreribeiro.com.br

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