MATO GROSSO

Instituto Osvaldo Cruz revela que MT apresenta alto risco para surtos de zoonoses doenças provinientes de animais

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Estudo liderado por pesquisadoras do Instituto Oswaldo Cruz revela que Mato Grosso apresenta alto nível de risco para ocorrência de surtos de zoonoses, que são doenças infecciosas de circulação animal, que podem ser transmitidas para os seres humanos.

Intitulada “Vulnerabilidade socioecológica e o risco de surgimento de zoonoses no Brasil”, a pesquisa foi publicada na revista científica Science Advances.

Nela, os autores destacam que o país conta com uma imensa biodiversidade de animais e vegetais e, por isso, também abriga uma variedade significativa de patógenos e parasitas, ou seja, organismos capazes de causar doenças.

Concomitantemente, registra aumento nas vulnerabilidades sociais e ecológicas, que, aliado aos cenários políticos e econômicos, acende o alerta para a propensão dessa megadiversidade atuar como incubadora de possível pandemia provocada por zoonoses.

Para se chegar aos resultados, foram observadas variáveis específicas, como a quantidade de espécies de mamíferos silvestres, perda de vegetação natural, mudanças nos padrões de uso da terra, bem-estar social, conectividade geográfica de cidades e aspectos econômicos.

“A partir de um modelo de avaliação que identifica diferentes interações entre os elementos que investigamos, conseguimos observar mais amplamente os processos que moldam o surgimento de zoonoses em cada estado brasileiro”, aponta Gisele Winck, uma das autoras do artigo e pesquisadora do Laboratório de Biologia e Parasitologia de Mamíferos Silvestres Reservatórios do IOC.

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Além de Mato Grosso, o estudo atribuiu o nível de risco mais alto a seis estados da região Norte do país, sendo eles Acre, Amapá, Rondônia, Roraima, Amazonas e Maranhão.

“Esses estados são parcial ou totalmente cobertos pela floresta amazônica. Em geral, esses estados apresentam os níveis mais baixos de arborização urbana, as maiores riquezas de mamíferos e os níveis mais altos de afastamento da cidade”, apontam os pesquisadores.

Segundo a Fiocruz, o grupo de alto risco também inclui os estados com maior cobertura vegetal, como é o caso do Amazonas, e maior perda de vegetação, como o território mato-grossense.

Do Centro-Oeste, Mato Grosso é o único classificado com alto perigo.

O vizinho Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal apresentam grau médio e Goiás, nível baixo.

“Em geral, os estados com menores riscos zoonóticos apresentam baixos níveis de cobertura e perda de vegetação, ausência de cidades remotas e níveis mais elevados de arborização das cidades. A maioria dos estados teve o nível de risco médio atribuído (12 estados), apresentando valores intermediários de todas as variáveis”, aponta o estudo.

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Para os autores, os resultados colocam em evidência o desflorestamento e a caça de animais silvestres como fatores de grande relevância para o aparecimento de novas e antigas infecções.

O estudo aponta, ainda, que todo o território brasileiro está suscetível a emergências ocasionadas por zoonoses, com uma maior probabilidade em áreas sob influência da floresta amazônica.

“A floresta amazônica é uma região com alta diversidade de mamíferos selvagens e que vem sofrendo grande perda da cobertura florestal. Muitas espécies estão ficando sem habitat devido ao desmatamento, gerando desequilíbrio na dinâmica local”, explica Cecília Siliansky de Andreazzi, autora do artigo e, também, pesquisadora do Laboratório de Biologia e Parasitologia de Mamíferos Silvestres Reservatórios.

 

Otavio Ventureli(da redação com DC)

MATO GROSSO

Enxugar gelo: Mauro Mendes pede ao Congresso leis mais rígidas para combater o Estado Paralelo do crime organizado

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O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União) cobrou do Congresso Nacional, durante entrevista nesta sexta-feira (12), leis mais severas contra o crime organizado no Brasil.

O gestor ainda disse que algumas cidades já foram tomadas pelos líderes de facção criminosa e que a atual legislação tem pouco poder de repressão.

Questionado sobre as recentes mortes no norte do estado, Mauro respondeu que tem feito investimentos na Segurança Pública. Mas, pediu leis mais rígidas para reprimir o crime organizado.

“Hoje, nós temos um problema na cidade de Sorriso, Cáceres, que é esse problema das facções. Nós temos feito um investimento muito forte, o governo fez bastante coisa. Agora, a lei brasileira não sou eu que faço”, disse Mendes.

De acordo com a Polícia Civil, mais de 10 mortes foram registradas na região nos últimos 20 dias.

O delegado Eugênio Rudy Júnior disse que os assassinatos são resultados de uma guerra entre as duas principais facções criminosas do Estado.

“Sobre essa questão das facções, se não houver uma mudança radical na lei brasileira, algumas cidades brasileiras serão perdidas para o crime organizado.

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A gente escuta isso direto sendo falado no Brasil inteiro. O Rio de Janeiro é uma delas. Têm facções para tudo quanto é lado. Precisar mudar muito a lei brasileira, porque aí nós vamos poder pegar esses bandidos, esses líderes faccionados”, pediu.

Na segunda-feira (8), 4 pessoas foram encontradas mortas em um matagal, na Estrada Nero Castanha, próximo à cidade de Nova Monte Verde (980 km de Cuiabá).

A Polícia Civil suspeita que Jefferson Vale Paulino, 26, Caio Paulo da Silva, 31, João Vitor da Silva, 19 e Alan Rodrigues Pereira, 36, tenham sido mortos por terem sido confundidos com membros da facção Comando Vermelho (CVMT).

“Eu vivo ouvindo os meus policiais reclamarem que eles prendem um bandido e, enquanto eles resolvem a burocracia, já tem bandido saindo na audiência de custódia. Isso não pode acontecer”, afirmou o governador.

O Brasil é o 22º País do mundo dos 197 membros da ONU com o maior índice de criminalidade  organizada. No Brasil, o Estado paralelo das facções criminosas desafiam o Estado “oficial” que não demonstra nenhuma reação. Pelo contrário, joga a responsabilidade para a Nação, incentivando, inclusive, o cidadão comum andar  armado para tentar se defender das investidas do Estado paralelo do crime organizado.(da redação)

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Otavio Ventureli(da redação com assessoria e GD)

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