P P lanejar, fazer escolhas, entender os próprios gastos e saber se proteger de riscos também são aprendizados importantes para a vida. Com esse olhar, o Ministério da Educação (MEC) elaborou uma oficina pedagógica – Educação Financeira: conhecimento que constrói o futuro – no âmbito do Programa Escola e Comunidade (Proec), instituído pela Portaria nº 264/2024, para apoiar profissionais da comunidade escolar na elaboração e realização de oficinas de educação financeira voltadas a estudantes, famílias e membros da comunidade.
A iniciativa integra as ações do Proec e do MEC relacionadas à educação financeira e está alinhada ao Programa Na Ponta do Lápis, instituído em 2025 com o objetivo de promover os letramentos financeiro, fiscal, previdenciário e securitário na educação básica. A proposta é levar o tema para o cotidiano escolar de forma conectada à realidade dos estudantes e às situações que fazem parte da vida das famílias.
Mais do que ensinar a controlar gastos ou guardar dinheiro, a educação financeira é apresentada como uma ferramenta de formação para a cidadania, contribuindo para que a comunidade escolar desenvolva conhecimentos e habilidades para planejar, avaliar escolhas, reconhecer riscos e tomar decisões de forma mais consciente.
Educação financeira – Quando o assunto é educação financeira, são temas recorrentes economia, investimentos ou formas de aumentar a renda. Tendo isso em vista, a proposta apresentada pelo MEC parte de uma perspectiva mais ampla.
O foco está no desenvolvimento da autonomia, da responsabilidade e da capacidade de tomar decisões diante de situações concretas do cotidiano. Isso inclui compreender como o dinheiro circula, organizar um orçamento, refletir sobre hábitos de consumo, entender o uso do crédito e reconhecer situações que podem representar riscos para a segurança financeira.
A abordagem também considera desafios presentes na realidade atual, como o endividamento, os golpes financeiros e digitais e os riscos associados às apostas online. Nesse sentido, a escola pode contribuir para que os estudantes desenvolvam conhecimentos que serão importantes ao longo de diferentes momentos da vida.
A oficina “Educação Financeira: conhecimento que constrói o futuro” se tornou, por meio da Resolução nº 7/2026, a temática obrigatória para todas as 26 mil escolas que receberam o PDDE Escola e Comunidade no ciclo 2026.
Guia da Oficina – O material elaborado pelo MEC visa apoiar a construção e a realização de oficinas de educação financeira. Em vez de apresentar uma atividade única e pronta, o documento oferece orientações, conceitos e propostas que podem ser utilizados pelos profissionais de acordo com a realidade de cada comunidade escolar.
A metodologia parte da ideia de que falar sobre dinheiro exige diálogo e acolhimento. Questões financeiras podem envolver dificuldades, dívidas, inseguranças e diferentes condições de vida. Por isso, o material orienta que as atividades sejam desenvolvidas em um ambiente de confiança, respeito e escuta, sem julgamentos.
Nesse processo, o profissional responsável pela condução das atividades atua como facilitador. Seu papel é mediar as discussões, estimular a participação e ajudar o grupo a refletir sobre situações concretas.
Entre as estratégias apresentadas, está trabalhar inicialmente com situações coletivas para, depois, aproximar os conhecimentos da realidade individual e familiar. Uma atividade pode envolver, por exemplo, o planejamento do orçamento de um evento escolar, um cenário base para que os participantes identifiquem os recursos disponíveis, organizem despesas, estabeleçam prioridades e considerem possíveis imprevistos.
O material propõe trabalhar a diferença entre receitas fixas, como rendimentos recorrentes, e receitas variáveis ou eventuais, como comissões ou trabalhos pontuais. Além disso, apresenta a distinção entre despesas essenciais – relacionadas às necessidades básicas – e despesas eletivas – associadas a escolhas de consumo e lazer.
As atividades permitem ainda refletir sobre situações emergenciais e sobre a importância de se preparar para imprevistos. Quando as despesas ultrapassam as receitas, o exercício não se resume a cortar gastos. A proposta é analisar a realidade, estabelecer prioridades, avaliar alternativas e buscar soluções possíveis para reorganizar o orçamento.
O planejamento financeiro também passa pela capacidade de reconhecer situações que podem comprometer a renda e o patrimônio. Por isso, o material propõe reflexões sobre temas como crédito, endividamento, consumo, apostas e golpes financeiros. A intenção é contribuir para que os estudantes desenvolvam uma postura mais crítica diante de ofertas, informações e situações que encontram no cotidiano.
Conheça a oficina pedagógica – Educação Financeira: Conhecimento que constrói o futuro
Na Ponta do Lápis – O Programa Na Ponta do Lápis reúne ações articuladas do governo federal para fortalecer a educação financeira, fiscal, previdenciária e securitária na educação básica. Coordenado pelo MEC, o programa conta com a participação de diferentes instituições, como o Banco Central, que desenvolve o Aprender Valor, iniciativa que contribui para o letramento financeiro nas escolas.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação
































