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Médicos e demais servidores da saúde de Várzea Grande MT denunciam falta de equipamentos de proteção individual para combate ao Covid-19

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Após médicos que atuam no Pronto-Socorro de Cuiabá denunciarem a falta de estrutura nesta quarta-feira(25), profissionais da saúde de Várzea Grande também registraram queixa ao Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed), nesta quinta-feira(26).

Os médicos rede pública municipal relatam falta de Equipamentos de Proteçao Individual (EPIs) para o combate do coronavírus. De acordo com recomendação do Ministério Público do Trabalho (MPT), a prefeitura precisa fornecer máscaras cirúrgicas para sintomáticos respiratórios, álcool em gel 70%, papel toalha, água e sabão.

Além disso, as máscaras n95 precisam ser distribuídas aos profissionais da saúde, que ficam expostos aos vírus. “Se um médico trabalha sem condições com EPIs, ele se torna um potencial vetor e pode transmitir para a população. Um médico a menos nessa situação de pandemia, já que terá que ficar pelo menos 15 dias em quarentena irá ser mais um prejuízo para o combate ao coronavírus”, alerta o médico e diretor de comunicação do Sindimed, Adeíldo Lucena.

Fora os equipamentos de proteção, ambulâncias para o transporte de casos graves precisam ser dispobilizadas, além de locais próprios e adequados para o isolamento e quarentena de pacientes e servidores.

Outros materiais também foram cobrados, como oxímetro para verificar a saturação, scalpse soro fisiológico para estabilização do paciente.

“Nos termos do que determina a Lei nº 13.979/20, regulamentada pela Portaria nº 356/20, que estabelece medidas de controle de combate ao novo vírus e solicitar que os postos de saúde somente abram as portas a população se houverem EPIs disponíveis”, detalha nota do Sindimed.

A denuncia foi formalizada pelo assessor jurídico do sindicato, Bruno Álvares. “Propusemos uma ação civil pública por condições de trabalho adequadas ao combate ao coronavirus, pedindo que a justiça do trabalho concedesse uma liminar em sede de tutela de urgência, para que a prefeitura de Várzea Grande e de forma solidária a Prefeita Lucimar Sacre Campos atenda às recomendações feitas pelo Ministério Público do Trabalho oferecendo condições para os médicos no combate ao coronavírus”, informou.

Outro lado

A Secretaria Municipal de Saúde informou que a rede pública está seguindo à risca as recomendações do Ministério da Saúde e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Reforça, ainda, que não existe falta de EPIs por parte dos profissionais da saúde e que nem todos pacientes precisam de máscaras. O recomendado para esses casos, de acordo com a prefeitura, é distanciamento e higienização constante.

 

Otavio Ventureli(com Assessorias)

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Número de casos suspeitos de Coronavírus aumenta em MT segundo a Secretaria de Saúde. Passa de 385 para 556

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O número de casos suspeitos de coronavírus chegou a 556 em Mato Grosso, nesta sexta-feira (27), conforme anúncio da Secretaria Estadual de Saúde (SES).

O número de casos confirmados, no entanto, permanece o mesmo da quinta (26), 11 casos, sendo 8 em Cuiabá, dois em Várzea Grande e um em Nova Monte Verde. Os pacientes têm idade entre 26 a 50 e apenas um, de 45 anos, está internado.

“Cresce de forma bastante significativa o número de casos suspeitos. Tínhamos informados aos senhores no último boletim que os municípios que iam classificar os casos suspeitos, por isso já começa a avolumar o número de casos suspeitos”, disse o secretário estadual de Saúde Gilberto Figueiredo(foto), em coletiva de imprensa virtual.

De acordo com a Nota Informativa divulgada pela secretaria, 18 pacientes com suspeita da doença em Cuiabá estão internados em leito de enfermaria e 10 em Unidade de Terapia Intensiva.

No município de Sorriso, 6 suspeitos estão em enfermaria e 1 na UTI. Em Tangará da Serra são 4 suspeitos em enfermaria e 1 na UTI. Em Barra do Garças dois pacientes com suspeita de COVID-19 estão internados em leito de enfermaria.

Ao todo, são 42 pacientes com suspeita da doença internados em 4 municípios. Gilberto informou que neste sábado (28) o Estado deve tomar conhecimento dos resultados feitos nos 12 pacientes internados na UTI.

 

Otavio Ventureli(com Assessoria)

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Propostas de suspensão de cobrança de pedágios em rodovias do País em virtude do Coronavírus não agradam setores do transporte

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Entidades representativas do setor de transportes e infraestrutura reagiram nesta sexta-feira, 27, as propostas que buscam suspender a cobrança de pedágio nas rodovias brasileiras enquanto durar o período de enfrentamento ao novo coronavírus. Já há pelo menos três projetos no Congresso sobre o tema.

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) foi uma que veio a público para repudiar a ideia. Segundo a entidade, a isenção do pagamento não beneficiaria as empresas do setor, já que o valor cobrado pelo pedágio é repassado ao usuário. “Quem cumpre a lei não quer que as cancelas sejam levantadas”, disse o presidente da CNT, Vander Costa, em nota.

Uma posição também enfática veio da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib). Em documento, a entidade chama medidas como a liberação de pedágios de “atípicas e oportunistas”.

A CNT observa ainda que a regra da cobrança de pedágio no Brasil é fruto de licitações para a construção e manutenção das rodovias. “Suspender cancelas seria quebrar contratos”, afirmou.

Segundo a confederação, a medida seria prejudicial tanto a quem “cumpre a lei” e repassa o custo do pedágio ao cliente, quanto para aqueles que acabam arcando com esse custo.

“Para os primeiros, a isenção temporária será prejudicial, pois retira receita e gera custos de alteração dos sistemas de cobrança. Já para os que não cumprem a legislação e não repassam o valor do tributo para o preço, a medida seria ainda mais danosa, uma vez que a falta de repasse e a consequente fragilidade comercial, aliadas à isenção, acarretariam mais achatamento do valor do frete pago”, afirma a CNT.

 

Otavio Ventureli(com Estadão)

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