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Médicos usam podcasts para divulgarem dicas de saúde: “Ótimo canal de diálogo”

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2019, dizem, é o ano do podcast no Brasil. Nunca o formato de programa de áudio, que pode ser ouvido por streaming ou baixado para celular ou computador, foi tão popular por aqui. Rendendo-se ao formato, profissionais de saúde vêm encontrando nele uma maneira de dividir seu conhecimento e oferecer  dicas de saúde  e beleza aos pacientes.

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Formato de podcasts cresceu no Brasil em 2019 e deve continuar em alta no ano que vem

Para Apolônia Sales, foi uma questão de aderir a mais mídia. Dermatologista com 12 anos de atuação, há quatro ela produz vídeos para seu canal no YouTube, que tem quase 12 mil inscritos, e, em julho, publicou o primeiro episódio do podcast “Dra. Apolonia Sales”, em que fala de cuidados com a pele e os cabelos .

“Eu já tinha vontade de gravar um podcast, mas depois de um curso de cirurgia plástica que fiz este ano em Nova York com a Lara Devgan, conheci o programa dela e decidi fazer o meu”, conta, referindo-se à cirurgiã plástica americana que tem um dos podcasts de estética mais populares do mundo, o “Beauty bosses”.

A facilidade de produzir e consumir o formato foi seu maior estímulo. “Para ver um vídeo, a pessoa tem que estar prestando atenção. O podcast dá para ouvir no carro, na academia. E a gravação também é mais simples. Para fazer vídeos eu preciso da câmera, de luz, de preparar o local de gravação”, compara. “Ainda vou fazer os vídeos, mas penso em expandir o podcast.”

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No atual formato do programa, Apolônia fala por três ou quatro minutos. A duração mais curta (bem abaixo da média brasileira, que é de 65 minutos, segundo uma pesquisa da agência de jornalismo e produção de conteúdo digital Volt Data Lab) foi pensada para não cansar os ouvintes. Para gravar, Apolônia usa o celular e o esboço de um roteiro que ela mesma prepara. A edição é feita por um profissional.

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Segundo uma pesquisa do Ibope divulgada em maio, pelo menos 50 milhões de brasileiros (40% dos 120 milhões de usuário de internet do país) já ouviram um podcast. Sendo assim, há um enorme público potencial para o formato. Por isso, Apolônia já pensa em mexer no modelo do programa no ano que vem.

Ouvinte de podcasts, ela revela alguns que lhe servem de referência. “Ouço o “Beauty, by Dr. Kay” e o “Master of scale”. Brasileiros ouço menos, até porque não existem muitos na área de saúde.”

“Este é um ótimo canal de diálogo”

Márcia Linhares, dermatologista que também lançou seu programa este ano, acredita que a pouca oferta de conteúdo em áudio sobre saúde no Brasil se deve a um certo conservadorismo dos médicos, mas crê que o cenário tende a mudar. “O médico precisa abrir a cabeça e entender que este é um ótimo canal de diálogo”, diz . 

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O “Dra. Márcia Linhares”, lançado em outubro, é semanal e já abordou temas como os cuidados na hora de aplicar botox e tratar das celulites. Foi ouvindo audiolivros que Márcia percebeu o poder desse tipo de mídia. As pautas são sugeridas por seus seguidores no Instagram:

“As pessoas mandam muitas mensagens em privado no Instagram com dúvidas. Achei que responder de maneira mais ampla poderia ser um serviço público interessante. E só preciso do silêncio do consultório e do meu celular para gravar.”

Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, ela explica alguns cuidados que um médico precisa ter na hora de gravar. “Não podemos fazer propagandas de marcas, receitar nem sugerir tratamentos. O material deve ser apenas informativo.”

O endocrinologista Henrique Passos está lançando seu podcast este mês, no qual entrevista outros profissionais de saúde:

“A ideia é que eu seja uma espécie de guia para apresentar ao público outros profissionais. Já entrevistei um preparador físico, um nutricionista e um psicólogo. O objetivo é promover conhecimento, para evitar que as pessoas cometam erros como tomar hormônios para melhorar o desempenho na atividade física ou fazer dieta sem acompanhamento.”

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Henrique ouve podcasts de educação financeira, sobre mercado de trabalho e de notícias. Para ele o momento é de crescimento desta mídia. “Praticamente não existiam podcasts sobre saúde no Brasil no começo do ano. A tendência é que esse número seja cada vez maior.”

Fonte: IG SAÚDE

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Aprenda a fazer uma massagem facial que ajuda quem tem sinusite

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A sinusite é uma doença inflamatória que é bastante comum e pode provocar uma série de sintomas desagradáveis. Se você está nessa estatística e sente incômodo, nariz entupido ou não consegue se livrar da secreção nasal, saiba que uma massagem facial pode te ajudar. 

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Sinusite pode causar bastante incômodo arrow-options
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Sinusite pode ser causa de secreção, nariz entupido e dor

 A inflamação gerada pela sinusite ocorre na mucosa dos seios da face, região ao redor do nariz, maçãs do rosto e olhos. Muitas vezes, é causada por conta das mudanças repentinas do clima, ou ainda em razão da poluição e superlotação de pessoas. Pode ser aguda, crônica ou recorrente.

Seja qual for seu caso, segundo o otorrinolaringologista Salomão Carui, “a prática da massagem facial é uma grande aliada de quem sente dor nos ossos da face ou está com muita obstrução nasal”. Isso porque ela ajuda a drenar a secreção nasal . Quando ela não é drenada, fica presa nas cavidades nasais e se torna meio de cultura para vírus, bactérias e fungos.

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Como fazer a massagem facial em casa

De acordo com a massagista Renata França, é possível fazer a massagem facial e ter alívio dos sintomas da sinusite da sua própria casa. Veja o passo a passo indicado pela especialista: 

1. Passar um creme facial

A primeira dica da massagista é passar algum “creminho” facial, como um preparador para maquiagem ou hidratante. Isso facilita o deslizamento das mãos e dedos pelo rosto.

2. Realizar movimentos ascendentes no rosto

Esses movimentos, segundo Renata, são ascendentes porque vão do nariz em direção à orelha. Também são recomendados movimentos no pescoço, de cima para baixo.

3. Pressionar acima das “saboneteiras”

A próxima dica de Renata é pressionar três vezes com as pontas dos dedos acima das clavículas, mais conhecidas como “saboneteiras”.

4. Deslizar mãos para as laterais do maxilar 

A recomendação é passar um pouco mais de creme e deslizar as mãos para os lados, na área do maxilar. Depois disso é aconselhado passar as mãos no pescoço, de cima para baixo, como um “leve carinho”. O objetivo é levar a linfa do rosto para a clavícula.

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5. Pressionar ao redor da orelha

A indicação de Renata é pressionar três vezes com as mãos ao redor das orelhas, na parte do rosto (frontal).

6. Deslizar as mãos do queixo para a orelha

Para esse exercício, Renata indica puxar, com a mão espalmada, do queixo até a orelha. 

7. Repetir os movimentos ascendentes no rosto

8. Mover dedos nas olheiras em direção ao nariz

Passar os dedos das olheiras em direção ao nariz cerca de 6 ou 7 vezes, circulando a área orbicular.

9. “Pentear” a pele da testa para cima 

Esse movimento deve ser feito acima das sobrancelhas, com os dedos puxando a pele de baixo para cima, com uma certa pressão. Deve ser repetido, no mínimo, 8 vezes.

10. Última passada dos movimentos ascendentes no rosto 

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Todo esse processo dura em torno de 5 a 10 minutos. Ele é apenas uma alternativa para gerar um alívio nasal mais imediato, mas é recomendado que os portadores da sinusite procurem um médico para seguirem os tratamentos mais adequados para cada caso. 

Fonte: IG SAÚDE

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Mutirão fará diagnóstico precoce de câncer de pele em todo o país

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Cinco mil dermatologistas participam amanhã (7), no Dia Nacional de Prevenção do Câncer de Pele, do mutirão de atendimento gratuito à população para o diagnóstico precoce da doença. A iniciativa marca o início da campanha Dezembro Laranja, promovida anualmente pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

O atendimento será realizado de 9h às 15h, em todo o país, nos 130 postos espalhados em diversas cidades, que podem ser identificados no site da instituição.

O primeiro mutirão foi realizado em Goiânia (GO), em 1998, tornando-se uma ação nacional a partir do ano seguinte. Desde 1999, o evento já beneficiou mais de 600 mil pessoas.

Neste ano, a 21ª Campanha Nacional do Câncer de Pele deve atender 30 mil pessoas.

Há cerca de cinco anos, o mutirão entrou para o livro de recordes Guiness como a maior campanha de uma especialidade médica. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, há cerca de 180 mil novos da doença por ano. Quando descoberta no início, a chance de cura é noventa por cento.

O coordenador do Departamento de Cirurgia Micrográfica de Pele da SBD, Luiz Fernando Fleury, destacou hoje (6), em entrevista à Agência Brasil, disse que esse é o câncer mais frequente no ser humano, porque ocorre no maior órgão do corpo, que é a pele, onde há também a maior incidência. “Felizmente, a maioria não mata, mas isso não significa que não cause problemas, pois pode se infiltrar nos órgãos e levar à morte”.

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Melanoma

Há dois tipos de câncer de pele. O mais grave é o câncer de pele melanoma, que tem mais risco de provocar metástase. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), esse tipo de câncer “é mais frequente em adultos brancos” e pode aparecer em qualquer parte do corpo (pele ou mucosas), na forma de manchas, pintas ou sinais. Nas pessoas de pele negra, “pode ocorrer nas áreas claras, como palmas das mãos e plantas dos pés”.

 No Dia Nacional de Combate ao Câncer de Pele

No Dia Nacional de Combate ao Câncer de Pele – Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O número maior de diagnósticos feitos atualmente, aliada ao fato de que a população está vivendo mais, significa que haverámais câncer de pele, do qual um dos fatores de risco é o aumento cumulativo da exposição à radiação ultravioleta. “À medida que a população vive mais, é natural que haja mais câncer de pele”, ressaltou o médico.

A questão da proteção da pele contra os efeitos nocivos do Sol está mais fácil hoje do que há trinta ou quarenta anos, afirmou o dermatologista. “Temos mais recursos hoje, com filtro solar ou roupas de proteção”.

O mutirão e a campanha da SBD reforçam a importância da prevenção e do diagnóstico precoces. “Mais do que prevenir contra os fatores de risco, é importante chamar a atenção para o diagnóstico precoce. Acho que esse é o grande mérito da campanha, porque o câncer de pele, assim como qualquer outro câncer, quanto antes for diagnosticado, melhores serão as taxas de cura. É maior a possibilidade de cura quanto antes for diagnosticado (o câncer)”, disse Fleury.

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Tipo comum

O tipo mais grave e agressivo de câncer de pele, o melanoma, qcausa mais de 1.700 óbitos anualmente e representa 4% do total de cânceres de pele. O mais comum é o carcinoma basocelular, que responde por cerca de 75% a 80% do total de cânceres de pele no país. Ele pode afetar locais nobres como nariz, orelha e regiões próximas dos olhos, levando a mutilações graves, informou Fleury.

O segundo tipo de câncer de pele mais comum é o carcinoma espinocelular (15% dos casos de pele).

A SBD está divulgando também a campanha em redes sociais, com apoio da imprensa, marcada com as ‘hashtags’ #DezembroLaranja e #SinaisdoCancerdePele.

Luiz Fernando Fleury recomendou que a população reforce a atenção com a pele. “Ao observar sinais que não cicatrizam, lesões que aparecem de repente, pintas que mudam de cor, de formato ou de tamanho, as pessoas devem procurar um dermatologista sem demora para fazer o possível diagnóstico. Porque o câncer de pele tem tratamento, principalmente se diagnosticado mais cedo”.

O médico alertou que, quando o diagnóstico é feito mais tarde, a evolução da doença é ruim. “É um câncer grave que pode evoluir para metástese em pulmão, gânglios linfáticos, cérebro. É bem grave”, concluiu.

Edição: Maria Claudia
Fonte: EBC Saúde

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