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México elimina Holanda nas penalidades e avança no Mundial Sub-17

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Na primeira semifinal, Holanda e México travaram um duelo de equipes que se recuperaram dentro do Mundial Sub-17. As duas seleções só foram vencer um jogo na terceira rodada da fase de grupos. Mas, a partir daí, eliminaram seus rivais nas oitavas de final e nas quartas de final para chegarem até esta partida decisiva no estádio Bezerrão, no Gama/DF. Tamanha igualdade durante toda a campanha levou também a um empate nos 90 minutos, o que levou a decisão para os pênaltis.

A Holanda teve maior posse de bola e criou as melhores chances no 1º tempo. Aos 27 minutos, um lance polêmico. Num chute forte, o goleiro García espalmou, a bola subiu e o atacante Naci Unuvar disputou de cabeça, conseguindo marcar o gol, que foi devidamente anulado, por ter cometido falta no camisa 1 mexicano. Fora este gol invalidado, os poucos torcedores nas arquibancadas não tiveram outro motivo para vibrar.

No 2º tempo, a tônica da partida continuou muito semelhante. Os ataques eram comandados pela Holanda. Aos 11 minutos, Youri Regeer perdeu uma chance clara. Livre na área, ele tentou um voleio “a la Bebeto”, mas chutou a bola sobre o gol de García. Nos pênaltis, o México ganhou por 4 a 3 e se classificou para a final, gols de Muñoz, Alejandro Gómez, Pizzuto e Guzmán.

Regeer era perigoso, mas estava com azar. Seis minutos depois, num cruzamento para a área, ele deu de joelho na bola e conseguiu acertar o travessão. A pressão só aumentava.

Aos 28 minutos, numa jogada individual de Bogarde, ele cruzou rasteiro e, enfim, Regeer, dentro da pequena área, só tocou para as redes: Holanda 1 a 0.

Precisando empatar, o México foi ao ataque. E conseguiu uma cobrança de falta frontal à meta do goleiro Raatsie. O reserva Álvarez, que acabara de entrar, bateu com curva, o goleiro pulou atrasado e a bola balançou as redes: 1 a 1. A igualdade levava a decisão do primeiro finalista para os pênaltis.

Nas cobranças de pênaltis, o próprio Álvarez abriu a série desperdiçando sua cobrança. Mas, foi salvo pelo goleiro García, que defendeu três penalidades dos holandeses (uma, inclusive, do artilheiro Regeer) e se tornou o heroi da classificação mexicana para a final.

Domingo, às 19 horas, o México voltará ao gramado do estádio Bezerrão para tentar o tricampeonato do Mundial Sub-17.

Ficha técnica:
Quinta-feira, 14 de novembro de 2019
HOLANDA 1 x 1 MÉXICO (3 x 4)
Competição: Mundial Sub-17 (Semifinal)
Local: Estádio Bezerrão, Gama (DF)
Juiz: Guillermo Guerrero (Equador)
Público: 1.122

Holanda: Raatsie, Bogarde, Rensch, Salah Eddine e Van Der Sloot; Maatsen, Taabouni, Hansen e Regeer; Unuvar e Braaf. T: Peter Van Der Veen.
México: García, Alejandro Gómez, Rafael Martínez, Ruíz (Lara) e Guzman; Pizzuto, Josué Martínez, González e El Mesmari (Joel Gómez); Luna (Álvarez) e Muñoz. T: Marco Ruiz.

Gols: No 2o tempo: Regeer (28) e Álvarez (34).

Edição: Liliane Farias

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Coluna – Na marca do pênalti

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Assim como na edição do Rio de Janeiro, a Paralimpíada de Tóquio terá briga por medalhas em 22 modalidades. A diferença é que, no Japão, parataekwondo e parabadminton substituirão a vela adaptada e o futebol de 7 (para atletas com paralisia cerebral). E é nessa modalidade, na qual o Brasil conquistou medalha de bronze na Rio 2016, que vamos nos ater. O futebol de 7 é tradicional dentro do movimento paradesportivo nacional e corre risco de acabar por falta de recursos.

O futuro da modalidade foi colocado em xeque após uma reunião do IPC (Comitê Paralímpico Internacional) em 31 de janeiro de 2015. À época presidente do IPC, Sir Philip Craven alegou que o futebol de 7 “não atingia critérios mínimos de alcance global” estabelecidos pelo Comitê: ser praticado regularmente em pelo menos 24 países e três continentes, no caso de esportes coletivos.

Instituída em 16 de julho de 2011, a Lei Agnelo-Piva (número 10.264) prevê atualmente a destinação de 2,7% da arrecadação bruta das loterias federais em operação no país (descontadas as premiações) ao CPB e ao Comitê Olímpico do Brasil (COB).  Há quatro anos, a entidade viu subir de 15% para 37,04% a quantidade de recursos recebidos, que são aplicados no programa paralímpico, do qual não faz mais parte o futebol de 7.

25/08/2019 - Jogos Para-panamericanos Lima 2019  - Brasil vence a Argentina por 2 a 0 no futebol de 7, em Villa Maria Del.   (Crédito: Washington Alves/EXEMPLUS/CPB)

25/08/2019 – Jogos Para-panamericanos Lima 2019 – Brasil vence a Argentina por 2 a 0 no futebol de 7, em Villa Maria Del. (Crédito: Washington Alves/EXEMPLUS/CPB) – Washington Alves/EXEMPLUS/CPB

No Brasil, a modalidade é gerenciada pela Associação Nacional de Desporto para Deficientes (Ande), voltada ao futebol de 7 para pessoas com paralisia cerebral. A instituição também cuida da bocha – que segue na Paralimpíada e é favorecida pela Lei Piva –  e da petra, ou race running, modalidade em que os atletas correm com apoio de um equipamento que lembra uma bicicleta, com três rodas mas sem pedais.

A Ande, porém, vem enfrentando dificuldades para captar recursos para o futebol de 7. Para complicar, na última assembleia do IPC, em setembro do ano passado, foi rejeitada a proposta de retorno do esporte aos Jogos de Paris, na França, em 2024.

“Para 2020, o recurso da Ande (para o futebol de 7) é zero”, resumiu o presidente da entidade Artur Cruz. “Temos corrido o Brasil inteiro (atrás de recursos). O CPB não pode fazer o repasse mas, em questão de estrutura, eles nos disponibilizam, por exemplo, o Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo. Mas, até para reunir a seleção, a gente não tem dinheiro. A comissão técnica e os atletas vêm de vários lugares do país. Tínhamos esperança de que (o esporte) voltasse em Paris, assim conseguiríamos manter o investimento para desenvolvimento das seleções principal e sub-19, mas não aconteceu”, acrescentou.

28.08.19 - Jogos Parapanamericanos Lima 2019 - Futebol de 7 (paralisados cerebrais) - Foto: Ale Cabral/CPB

28.08.19 – Jogos Parapanamericanos Lima 2019 – Futebol de 7 (paralisados cerebrais) – Foto: Ale Cabral/CPB – ALE CABRAL/CPB

Até ano passado, como a modalidade ainda fazia parte dos Jogos Parapan-Americanos de Lima (Peru), houve recursos para viabilizar a participação da seleção em competições internacionais. Além do ouro em Lima, o Brasil alcançou o terceiro lugar no Mundial de futebol de 7 ano passado na Espanha onde, em 2018, também fora campeão do mundo na categoria sub-19.  Na temporada de 2019 também foi possível realizar os campeonatos nacionais da 1ª e 2ª divisões.

Para este ano, a seleção de futebol de 7 tem pela frente a Copa das Nações, que reúne o país-sede (Itália) e os sete melhores do último Mundial. A participação, porém, depende de ter dinheiro. Em entrevista ao site “Olimpíada Todo Dia”, o diretor técnico da Ande, Leonardo Baideck, estimou serem necessários cerca de US$ 90 mil (ou R$ 360 mil) para arcar com a taxa de inscrição, que é de 1.250 euros (pouco mais de R$ 5,8 mil) e as despesas com transporte, hospedagem e passagens aéreas para 20 pessoas (14 atletas e seis membros de comissão técnica).

A realização dos campeonatos nacionais para 2020 também é uma incógnita. A entidade tenta viabilizá-los por meio de um projeto de Lei de Incentivo ao Esporte. Cerca de R$ 2 milhões já foram aprovados, o que significa que podem ser captados pela Ande junto a empresas e pessoas físicas que optaram por abater parte do valor devido de imposto de renda (limitado a 1% no caso de empresas, e a  6% para pessoas físicas). Segundo Artur, cerca de 490 atletas estão aptos a competir. Isto sem considerar o grande número de jovens em idade escolar e as equipes que ainda não estão cadastradas na Ande, mas já manifestaram interesse de competir. Levando em conta todos os interessados, a estimativa é de que entre 550 e 600 jogadores possam participar dos torneios.

Campeonato Brasileiro de Futebol PC (Futebol de 7) - 31.05.2019 - Final Vasco da Gama X CETEFE - Centro Paralimpico - Foto: Ale Cabral/CPB

Campeonato Brasileiro de Futebol PC (Futebol de 7) – 31.05.2019 – Final Vasco da Gama X CETEFE – Centro Paralimpico – Foto: Ale Cabral/CPB – ALE CABRAL

“O triste é que, infelizmente, se continuar assim, a modalidade pode acabar extinta, com os atletas procurando outros caminhos. E me entristece ainda mais porque fui um dos que começaram com o futebol de PC (paralisia cerebral, como o esporte também é conhecido) por aqui, com o professor Ivaldo Brandão”, lamentou Hélio dos Santos, que até ano passado era coordenador da seleção.

Uma esperança, de acordo com o presidente da Ande, é a manutenção do futebol de 7 no programa do Parapan 2023, que será disputado em Santiago, no Chile. “Houve uma reunião na semana passada, mas ainda não decidiram a permanência. As chances são grandes. Não sei se, mesmo ficando no Parapan, o CPB consegue garantir o repasse. Cheguei a tocar nisso por alto com o presidente (do CPB, Mizael Conrado)e a gente ficou de ver isso, no caso de o futebol seguir”, afirmou.

E vai além

“Muitos patrocinadores ainda não querem atrelar o nome a um esporte de pessoas com deficiência”, constatou Hélio dos Santos, da Ande. “Isso apesar de o futebol de 7 ser vitorioso e trazer visibilidade”, continuou. De fato, com exceções, o paradesporto ainda encontra dificuldades para atrair apoiadores do setor privado. Em especial, as modalidades que hoje não integram o programa dos Jogos Paralímpicos são as que mais sofrem com escassez de recursos e menor visibilidade.

A seleção brasileira de futsal para atletas com síndrome de Down, por exemplo, corre contra o tempo para conseguir disputar o Trisome Games: a “Olimpíada” para atletas com essa deficiência, que acontecerá de 31 de março a 7 de abril, na cidade de Antalya, na Turquia. A equipe é a atual campeã mundial, tendo vencido a Argentina na final da última edição, em Ribeirão Preto (SP), ano passado, com recorde de público. No entanto, como ainda não atraiu apoiadores na busca pelos R$ 256 mil necessários para custear a ida à Turquia, está apelando para uma “vaquinha” virtual para participar da competição.

Brasil vence Argentina e conquista o Mundial de Futsal Down  Em disputa digna de clássico, Brasil abre 5 a 1, deixa a Argentina encostar no placar no fim da partida, mas solta o grito de campeão

Brasil vence Argentina e conquista o Mundial de Futsal Down, na cidade de Ribeirão Preto (SP) – Prefeitura MunicipalDivulgação/Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto

“Estamos nos preparando [no CT Paralímpico] com fé de que vamos conseguir os recursos, mesmo em cima da hora. Temos nos surpreendido, as pessoas vêm acreditando, ajudando. Espero que até dia 5 de fevereiro, que é o prazo que a federação internacional nos passou, consigamos esse recurso e possamos, pelo menos, levar esses meninos [ao Mundial], para que conheçam outro país, outra cultura, porque eles merecem”, explicou o técnico da seleção Cleiton Monteiro ao repórter Juliano Justo, da TV Brasil.

O futuro das modalidades vai além do fato de o Brasil ter representantes em diferentes competições. Para crianças, jovens e adultos envolvidos o esporte é uma ferramenta importante de integração, aprendizado (com vitórias e derrotas), convivência (com parceiros e rivais) e inspiração. Ao mesmo tempo, tais valores são transmitidos à sociedade e, portanto, podem ser relacionados a quem vincula sua imagem à alguma modalidade. Se uma porta se fechar, não se pode dizer que o atleta se adaptará a outra prática apenas só por esta também ser adaptada a sua deficiência. Há casos? Sim, mas exceções, não a regra.

Garantir a continuidade dessas iniciativas vai além dos resultados,  uma vez que o acesso ao esporte é um direito, não necessariamente por objetivos competitivos. A conquista de medalhas e troféus é a consequência.

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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Abel vê evolução no Vasco e espera contar mais com a sorte

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Será que o jogo finalmente virou? É o que espera o técnico Abel Braga após a vitória de 1 a 0 sobre o Boavista, pela terceira rodada da Taça Guanabara. O gol de Germán Cano aos 48 minutos do segundo tempo aliviou o time, que já vinha sendo pressionado após um empate com os titulares e uma derrota jogando com os reservas nas duas primeiras partidas do Campeonato Carioca .

Apesar da atuação da equipe não ter sido boa, serviu para o único contratado na temporada de 2020 marcar seu primeiro gol com a camisa cruzmaltina e garantir a primeira vitória do no ano. Abel Braga analisou a atuação de Cano e disse que torce para que a sorte finalmente tenha chegado ao Gigante da Colina.

“Ele (Cano) ainda está sofrendo um pouco. A nossa transição de defesa para intermediária melhorou um pouco, mas tá faltando melhorar no último terço. Enquanto não melhorar ele sofre um pouco, mas isso vem com o tempo. O importante era vencer e nós conseguimos. Quando é dessa maneira a gente fica na esperança de mudar um pouquinho a sorte, também precisamos dela. Temos um jogo quinta-feira, depois vamos esperar o Botafogo e logo tem um grande teste contra o Oriente Petrolero, pela Copa Sul-Americana”.

Ouça na Rádio Nacional 

Mesmo com a vitória sobre o Boavista, a torcida presente no Estádio Kleber Andrade, em Cariacica, vaiou o time após o apito final do árbitro. Pouco tempo antes do gol de Germán Cano, o time de Saquarema quase marcou, mas parou na trave. Abel Braga comentou as críticas da torcida.

“Eu vou morrer falando enquanto estiver trabalhando no futebol: o torcedor é soberano, ele é soberano. Eles vieram, incentivaram, e tem momentos que eles não gostam e vaiam o time. Problema zero. Eu adoro essa torcida porque eles sabem que quando eu joguei, quando eu vestia essa camisa no campo, a minha alma ficava lá. O que eu estou tentando fazer é isso, que a alma desses jogadores fique ali. Hoje foi uma prova disso. Você ganhar da maneira que ganhou, no último momento, eu acho que tem alguma coisa dessa relação que eu tive com o torcedor quando era jogador e que espero ter como treinador”.

Abel Braga aproveitou também para explicar porque disse o termo “foi lindo”, dito após o clássico contra o Flamengo.

“Eu me referi aos trinta primeiros minutos da partida. Nossa equipe estava descaracterizada porque não tínhamos nenhum tipo de entrosamento. Treinamos dois dias para encarar uma equipe que joga junto e que no ano passado ganhou praticamente tudo o que disputou. Foi só isso. Eu não gostei do resultado, não gostei de perder para o Flamengo, mas eu adorei os trinta minutos e volto a repetir isso, mas se as pessoas entenderam de forma errada, eu não tenho culpa, não posso fazer nada. Por isso agora cada vez que eu falar, vou responder menos palavras. Assim ninguém me perturba, porque quando o Abel fala alguma coisa é o caos”.

O próximo compromisso do Vasco é contra a Cabofriense, quinta-feira (30), em São Januário, às 21h30. A expectativa é que Abel escale o time titular. Para o confronto com o Botafogo, domingo (2 de fevereiro), no Estádio Nilton Santos, o técnico deve escalar o time reserva, já que na quarta-feira (05 de fevereiro) o Vasco recebe o Oriente Petrolero, da Bolívia, no estádio São Januário, pela primeira fase da Copa Sul-Americana.

 

Edição: Cláudia Soares Rodrigues

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