No dia 05 de outubro, o Ministério da Saúde aprovou a metodologia que guiará o mapeamento nacional dos centros de pesquisa clínica públicos e privados. A iniciativa vai levantar informações sobre infraestrutura, atuação, abrangência territorial e expertises dessas unidades. O diagnóstico será usado para impulsionar o planejamento de políticas públicas e a capacidade local de desenvolver medicamentos, vacinas e tratamentos que atendam às demandas do Sistema Único de Saúde (SUS).
A validação da proposta de metodologia foi realizada durante workshop que reuniu especialistas e representantes de instituições dos diferentes segmentos da pesquisa clínica, como centros de pesquisa, comunidade científica, hospitais, entidades profissionais e setor produtivo.
O trabalho é coordenado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) do Ministério da Saúde e executado pela Faculdade de Medicina de Botucatu, instituição da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (FMB/Unesp), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). “A identificação e a divulgação de informações sobre os centros de pesquisa clínica em todo o território nacional contribuem para o conhecimento da estrutura de pesquisa existente no Brasil e para o desenvolvimento de estudos científicos na área da saúde”, avaliou a diretora do Departamento de Ciência e Tecnologia da SCTIE/MS, Meiruze Freitas.
A aplicação nacional ocorrerá até o fim deste ano, com a publicação do edital de chamamento público para a coleta de informações dos centros de pesquisa clínica de todo o país. A partir dessas informações, o Ministério da Saúde implementará o Cadastro Nacional de Centros de Pesquisa Clínica.
“O cadastro permitirá identificar as competências, as capacidades e as estruturas existentes nos centros de pesquisa clínica, além de reunir informações que poderão subsidiar o planejamento de investimentos, a qualificação dos serviços e a integração entre as instituições. Os dados também poderão contribuir para a análise da distribuição regional da infraestrutura de pesquisa e para o planejamento de ações voltadas ao desenvolvimento de tecnologias em saúde”, informou Meiruze.
O cadastro será constituído no âmbito do Programa Nacional de Pesquisa Clínica (PPClin), que busca impulsionar os estudos estratégicos para a saúde pública e promover um ambiente de pesquisa mais integrado e transparente. “Um dos resultados previstos é a criação de um banco de dados público, com acesso em tempo real às informações sobre os centros de pesquisa clínica”, pontuou a diretora.
Além de fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde, o cadastro também deverá trazer benefícios para o setor produtivo, uma vez que facilitará a identificação de parceiros estratégicos, formação de redes colaborativas e a integração entre centros de pesquisa e indústria, acrescentou Meiruze.
“As informações reunidas poderão subsidiar o planejamento de investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, além de apoiar a identificação de oportunidades para a produção nacional de medicamentos e outras tecnologias em saúde, considerando as necessidades SUS e da população”.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
































