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BOI/CEPEA: Alto preço da reposição reduz abate de fêmeas

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Cepea, 10/6/2021 – Os preços recordes dos animais de reposição levaram muitos pecuaristas a reforçar a retenção do rebanho de fêmeas nas fazendas brasileiras ao longo do ano passado e especialmente nestes primeiros meses de 2021. E esse movimento foi confirmado por dados de abate divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostram redução na proporção do abate de vacas e novilhas sobre o volume total de animais abatidos. De janeiro a março de 2021, foram abatidas 2,411 milhões de fêmeas (vacas e novilhas), o menor volume para um primeiro trimestre desde 2003, quando somou apenas 1,93 milhão de cabeças. Pesquisadores do Cepea ressaltam que essas 2,411 milhões de cabeças de fêmeas abatidas no primeiro trimestre de 2021, por sua vez, correspondem a 36,75% do total de animais abatidos no período. Essa porcentagem também é a menor desde 2003, quando esteve em 36,27%. Quanto aos animais de reposição, dados do Cepea mostram que o bezerro (de 8 a 12 meses, em Mato Grosso do Sul) segue negociado acima dos R$ 3.000,00. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

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Fonte: CEPEA

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O Boletim do Leite de junho está disponível no site!

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Cepea, 17/06/2021 – Nesta edição, confira:

Baixa oferta e custos em alta elevam as cotações ao produtor 
A oferta de leite segue limitada no campo, devido à seca em importantes bacias leiteiras e ao aumento expressivo dos custos de produção. Como consequência do menor volume disponível, indústrias seguiram competindo pela compra de matéria-prima em maio – o que deve elevar, pelo terceiro mês consecutivo, o valor no campo a ser recebido pelo produtor em junho. E pesquisas em andamento realizadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, indicam que a elevação no preço do leite pago em junho pode ser de pouco mais de 5% sobre o de maio, que foi de R$ 2,0364/litro (“Média Brasil”). Leia mais.

Cotações dos derivados seguem em alta  
Pesquisas do Cepea realizadas com o apoio financeiro da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) mostram que os preços dos derivados lácteos se mantiveram em alta de abril para maio. Os leites UHT e em pó (400g) se valorizaram 5,2% e 0,6%, respectivamente, com as médias indo para R$ 3,26/litro e R$ 23,95/kg, em maio. Mesmo com a elevação nos preços dos produtos, a demanda se manteve relativamente estável. Já as negociações envolvendo o queijo muçarela continuaram firmes, devido ao baixo estoque, com a média de maio a R$ 24,36/kg, avanço de 11,6% em relação ao mês anterior. Leia mais.

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Com baixa oferta interna, importações crescem em maio
Mesmo com os elevados patamares de preços no mercado externo, as importações de lácteos cresceram 14,5% em maio frente ao mês anterior, somando 8,4 mil toneladas. Esse cenário é resultado da baixa disponibilidade de matéria-prima no mercado brasileiro, intensificada pelo período de entressafra da produção leiteira no Sudeste e Centro-Oeste. Além disso, a desvalorização de 5% do dólar frente ao Real em maio também favoreceu as compras externas de lácteos. Leia mais.

Custos sobem 11% em 2021 e pressionam ainda mais as margens da atividade
Os Custos Operacionais Efetivos (COE) da pecuária leiteira subiram 2,71% em maio na “média Brasil” (BA, GO, MG, PR, RS, SC e SP), acumulando avanço expressivo de 10,94% em 2021. Dentre os estados pesquisados, Minas Gerais foi o que registrou o maior aumento no COE em maio, de 3,8%, seguido pelo Paraná (2,15%) e São Paulo (1,73%). Apesar dos recentes aumentos nos preços do leite, o contínuo avanço nos custos de produção neste ano exige muita atenção de produtores. Ressalta-se que muitos já estão com as margens apertadas, e os pecuaristas que não controlarem os números de sua atividade estão ainda mais vulneráveis. Leia mais.

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Fonte: CEPEA

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