Momento Agro

BOI/CEPEA: Queda no preço do bezerro favorece relação de troca ao terminador

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Cepea, 23/06/2022 – Desde o encerramento do ano passado, o pecuarista terminador vem observando uma melhora no poder de compra. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário está relacionado à queda nos preços do bezerro de forma bem mais intensa que a desvalorização observada ao boi gordo. No acumulado da parcial deste ano (de dezembro/21 a parcial de junho/22), enquanto o preço do boi gordo caiu 11,23%, o recuo no valor do bezerro atingiu quase 18%. Diante disso, nesta parcial de junho (até o dia 21), a relação de troca de arroba de boi gordo por bezerro é a mais favorável ao terminador desde dezembro de 2019, ou seja, o poder de compra do pecuarista terminador é o melhor em mais de dois anos e meio. Quando considerados o animal pronto para abate negociado em São Paulo (Indicador CEPEA/B3) e o bezerro em Mato Grosso do Sul (Indicador ESALQ/BM&FBovespa), o pecuarista terminador precisa, nesta parcial de junho (até o dia 21), de 7,97 arrobas de boi gordo para a compra de um bezerro. No mês passado, o terminador precisava de 8,43 arrobas para realizar a mesma aquisição, e em junho de 2021, de 9,5 arrobas. Em dezembro de 2019, foram necessárias 7,46 arrobas. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

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Fonte: CEPEA

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Momento Agro

Mato Grosso avança na colheita da safra de algodão 2021/2022 mas com atraso em relação ao ano passado

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Com ligeiro atraso em relação ao ano passado, Mato Grosso deu início, na semana à colheita do algodão da safra 2021/22.

Conforme o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o primeiro balanço da retomada dos trabalhos no campo apontou que os cotonicultores mato-grossenses haviam colhido, até a  sexta-feira (17), 0,12% dos 1,18 milhão de hectares estimados para este ciclo.

Conforme os analistas do Imea, esse percentual representa um atraso inicial de 0,12 ponto percentual (p.p.) ante a safra 2020/21.

Em relação às regiões do Estado, apenas Nordeste e Sudeste iniciaram os trabalhos a campo.

“Cabe destacar que esse cenário é comum nesse primeiro momento, uma vez que as áreas colhidas são as de algodão primeira safra, que representam apenas 13,08% da área total destinada à cultura”, alertam os analistas.

A tendência é de que o avanço da colheita do algodão se intensifique no mês que vem.

O pico de colheita, no Estado, ocorre em julho, com a maturação e a disponibilidade dos primeiros talhões oriundos da segunda safra, que representam 86,92% das áreas cultivadas no Estado.

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A partir de agora, os analistas apontam que com a colheita será possível observar e contabilizar, se for o caso, o impacto do clima durante a reta final de desenvolvimento das lavouras de algodão pelo Estado.

“Foram reportados pontos de geadas em alguns municípios e a alta umidade registrada no Estado, nas últimas semanas, podem impactar o andamento dos trabalhos nas lavouras, bem como a qualidade da pluma”.

De acordo com a oitava estimativa da safra 2021/22 do algodão em Mato Grosso, a área projetada para a cultura exibiu reajuste, bem como a produtividade e produção aguardada para a temporada.

“A antecipação da semeadura do algodão, decisão que contribuiu para que grande parte das áreas destinadas à cultura fosse semeada dentro das condições consideradas ideias, em conjunto com o preço atrativo da pluma, foram fatores que estimularam o cotonicultor a investir em mais áreas. Desse modo, a área do algodão ficou projetada em 1,18 milhão de hectares, o qual 153,79 mil hectares são do algodão primeira safra e 1,02 milhão de hectares do algodão segunda safra”.

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Em relação à produtividade média da pluma no Estado, a estiagem que ocorreu em abril e se estendeu até maio, bem como as preocupações quanto aos impactos das geadas que atingiram algumas lavouras da região, refletiram em um recuo de 4,25% na estimativa do rendimento da fibra frente ao relatório passado.

Em razão disso, a produtividade média ficou prevista em 278,55/ha.

“Mesmo com a redução na produtividade aguardada para a safra, o cenário de incremento na estimativa de área refletiu em acréscimo de 0,76% na produção da pluma quando comparada com a última estimativa e 22,58% frente à safra passada, projetada agora em 4,91 milhões de toneladas”, completam os analistas do Imea.

 

Otavio Ventureli(da redação com assessoria)

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