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CAFÉ/CEPEA: Atividades de colheita do robusta estão no final

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Cepea, 29/07/20 – A colheita da temporada brasileira de café robusta 2020/21 está próxima do final. No Espírito Santo, restam menos de 10% do total para ser colhido, e em Rondônia, a atividade já terminou, conforme indicam colaboradores do Cepea. Quanto ao arábica, a colheita da safra 2020/21 tem sido beneficiada pelo clima mais seco, com avanço significativo das atividades no Sul de Minas Gerais (de 50 a 60% do total até a semana passada). Em relação aos preços, estão em alta para ambas as variedades, devido à alta nos futuros e à retração vendedora. Para o robusta, nessa terça-feira, 28, o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 peneira 13 acima fechou a R$ 361,76/sc, avanço de 1,47% frente ao dia 21 – a retirar no Espírito Santo. Em relação ao arábica, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, posto na capital paulista, fechou a R$ 517,67/saca de 60 kg, forte alta de 4,55% no mesmo comparativo. Fonte: Cepea – www.cepea.esalq.usp.br

Fonte: CEPEA

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Ministra apresenta oportunidades de investimentos no agro brasileiro a empresas estrangeiras

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A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) se reuniu nesta sexta-feira (14), por videoconferência, com membros do Business Council for International Understanding (BCIU). Além de apresentar o cenário atual do agronegócio brasileiro, a ministra falou sobre as oportunidades de investimentos no setor. 

A ministra comentou que, mesmo em meio às crises globais na saúde pública e na economia, o setor agropecuário vem se destacando, com números recordes de safra de grãos e aumento nas exportações. Segundo ela, o Brasil desenvolveu um modelo de agricultura tropical baseado no desenvolvimento tecnológico e em um arcabouço legal sólido. “Estamos trabalhando para que o Brasil seja o principal fornecedor de alimentos no mundo, garantindo a segurança alimentar global com sustentabilidade e sanidade”, disse Tereza Cristina. 

Sobre novos instrumentos e finanças verdes, a ministra lembrou a Lei 13.986/2020, que moderniza a política de financiamento do agronegócio brasileiro, desburocratizando o acesso do produtor rural ao crédito e abrindo novas possibilidades de captação de recursos. Ela também falou sobre o memorando de entendimentos com a Climate Bonds Initiative (CBI), para intensificar o segmento das finanças verdes no Brasil. 

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“Construímos um Plano de Investimento do Agronegócio Sustentável Brasileiro com identificação de critérios necessários para que projetos tenham acesso a esses recursos. Estamos na fase de diálogo com investidores, certificadoras, emissores e reguladores para conhecermos suas reais necessidades, sobretudo as dos investidores”, disse. 

As oportunidades de investimentos em infraestrutura também foram apresentadas pela ministra. Ela lembrou que para o período 2020 a 2022, estão previstos investimentos de US$ 8,7 bilhões para obras de infraestrutura em portos, rodovias, ferrovias e hidrovias com grande impacto no setor agropecuário. “O Brasil espera de vários parceiros no mundo investimentos em infraestrutura, principalmente de logística, para apoiar a agricultura brasileira”. 

A BCIU é uma organização apartidária que trabalha para expandir o mercado e o comércio internacional. Auxilia as 200 empresas associadas a se engajarem internacionalmente e facilitando relacionamentos mutuamente benéficos entre líderes empresariais e governamentais em todo o mundo. 

Sustentabilidade 

Tereza Cristina lembrou que o Brasil desenvolveu um modelo de agricultura tropical baseado no desenvolvimento tecnológico e em um arcabouço legal sólido, modelo que permitiu ao país tornar-se um dos principais atores globais do agronegócio, preservando 66% de seu território nacional com vegetação nativa. “Para que nossa agenda de trabalho com foco em sustentabilidade se concretize, precisaremos de investimentos estrangeiros e parcerias tecnológicas”. 

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Segundo a ministra, a produção brasileira deve crescer 40% até 2050, combinada com uma meta de redução das emissões de gases de efeito estufa de 40% frente aos níveis atuais. “Essa é a meta brasileira, e tenho certeza de que nós vamos cumpri-la”, disse.   

As prioridades estratégicas do Mapa para a sustentabilidade da agropecuária brasileira são pautadas em três pilares: regularização fundiária e ambiental; Incentivo à disseminação de tecnologias agrícolas tropicais; e Inclusão produtiva para geração de renda. “Estamos trabalhando muito para garantir a expansão da nossa produção de forma sustentável”, disse a ministra, acrescentando que o combate ao desmatamento ilegal é uma prioridade do governo Bolsonaro.

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