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HF BRASIL/CEPEA: Equipe avalia impacto de cenário econômico sobre cadeia de HF

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Cepea, 14/09/2020 – Na matéria de capa deste mês, a equipe da revista Hortifruti Brasil, publicação do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, avalia o impacto do atual contexto econômico sobre a cadeia de frutas e hortaliças. Para isso, pesquisadores esmiuçaram como três importantes variáveis econômicas – dólar, juros e PIB/renda – influenciaram os custos de produção de algumas culturas, as exportações, a renda do consumidor e o acesso ao crédito. Além disso, uma pesquisa junto a quase 200 leitores foi realizada, levantando os reais impactos da atual conjuntura sobre o setor de HF.

 

Dólar eleva CUSTOS O dólar elevou os preços de importantes insumos da atividade, como fertilizantes. O resultado disso, no entanto, foi distinto entre as culturas analisadas pela equipe Hortifruti/Cepea. A valorização da batata no primeiro semestre, por exemplo, amenizou os impactos do aumento de custo, ao passo que baixas nos preços do tomate prejudicaram a renda do produtor.

 

EXPORTAÇÕES registram bom desempenho em 2020 – As exportações brasileiras de frutas e de suco de laranja registraram bom desempenho nos primeiros sete meses de 2020. No caso de frutas e suco, além do câmbio elevado, o apelo saudável e a oferta brasileira favoreceram os embarques no primeiro semestre. A exceção foi o mamão, que registrou diminuição nas vendas externas, por conta da restrição dos voos internacionais de passageiros e do maior custo do frete. Outro produto que foi prejudicado no início da quarentena foi a maçã (via marítima), em decorrência do lockdown na Índia e em Bangladesh, principais compradores da fruta brasileira no período. Vale lembrar que o bom desempenho no mercado externo é benéfico até para quem não exporta, já que reduz a disponibilidade doméstica de frutas nacionais de alto valor agregado.

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RENDA comprometida limita demanda por frutas mais caras

A queda da renda do consumidor reduz a procura por alimentos não essenciais. Dessa forma, os impactos de uma menor renda sobre cada um dos HF’s são diferentes. A equipe Hortifruti/Cepea dividiu os hortifrutícolas em três grupos (com alto, médio e baixo impactos), tendo-se como critério o quanto o consumo de cada fruta ou hortaliça é influenciado pela variação da renda. Produtos essenciais, com poucos substitutos diretos e de baixo peso no orçamento, tendem a ter menos impacto com a queda da renda. Encaixam-se neste grupo a cebola e a batata. Por outro lado, frutas mais caras, como a uva, melão, manga e mamão, que pesam mais sobre o orçamento familiar e com vários substitutos próximos, tendem a ter redução quase que proporcional à queda da renda. Um reflexo intermediário é observado para as frutas consideradas mais comuns ao consumidor, como banana, laranja, maçã e melancia, e também tomate, cenoura e alface. A ideia inversa também é verdadeira: um aumento da renda eleva a procura por frutas de alto valor.

 

Produtor não teve problemas para captar CRÉDITO em 2020

A pesquisa realizada pela equipe Hortifruti/Cepea mostra que a maior parte dos leitores declarou não ter registrado problemas significativos em termos de captação de crédito. Do total, 62% responderam que mantiveram a mesma proporção entre capital próprio e de terceiros em 2020 – isto é, sem reflexos significativos da pandemia sobre o acesso ao crédito.

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Você também encontra nesta edição:

 

ALFACE – RJ e SP fecham agosto com rentabilidade positiva

BANANA – “Safra” de prata ganha força nas principais regiões

BATATA – Preços de batata são 33% menores em um ano

CEBOLA – Preços despencam com aumento da oferta nacional

CENOURA – Oferta diminui e preços sobem; rentabilidade é positiva em agosto

CITROS – Preço da tahiti é recorde para o mês de agosto

MAÇÃ – Competição com as importadas fica mais acirrada para as graúdas Cat 1

MAMÃO – Agosto começa com preços favoráveis, mas recuam no decorrer do mês

MANGA – Excedente interno aumenta e pressiona cotações

MELANCIA – Cotações recuam em agosto, mas permanecem em bons patamares

MELÃO – Colheita no RN/CE se aquece e preços nacionais do amarelo recuam

TOMATE – Menor oferta resulta em boa rentabilidade em agosto

UVA – Enquanto BRS vitória se desvaloriza, branca sem semente bate recorde

 

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ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o mercado de hortifrúti aqui e por meio da Comunicação do Cepea, com a pesquisadora Margarete Boteon: [email protected].

Fonte: CEPEA

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LEITE/CEPEA: Preço ao produtor chega a R$ 2,13/litro e renova recorde histórico

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Cepea, 29/09/2020 – O preço do leite captado em agosto e pago ao produtor em setembro aumentou 9,7% frente ao mês anterior (ou 18 centavos) e chegou a R$ 2,1319/litro na “Média Brasil” líquida, renovando, portanto, o recorde real da série histórica do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Assim, o preço médio deste mês está 51,4% superior ao registrado em setembro do ano passado, em termos reais (dados deflacionados pelo IPCA de agosto/20).

 

De acordo com pesquisas do Cepea, o preço do leite no campo registra alta acumulada de 56,4% desde o início deste ano. Essa expressiva valorização é explicada pela maior concorrência das indústrias de laticínios pela compra de matéria-prima, já que a produção de leite segue limitada.  Mesmo com os preços do leite elevados, a produção tem crescido pouco em relação à demanda e o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L) registrou avanço de 3,9% de julho para agosto.

 

O aumento das cotações ao produtor entre março e agosto é um fator sazonal, já que a captação de leite é prejudicada pela baixa disponibilidade de pastagens, em decorrência da diminuição das chuvas no Sudeste e no Centro-Oeste. Mas, neste ano, a situação foi agravada.

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Do lado da produção, deve-se destacar que as condições climáticas estiveram mais severas em 2020, com destaque para a estiagem no Sul do País, que impactou negativamente sobre a atividade leiteira. Também é preciso dizer que o aumento nos custos de produção em relação ao ano anterior tem dificultado os investimentos na produção. Somado a isso, a atípica queda de preços ao produtor em maio (diante das incertezas no mercado início da pandemia) deixou os pecuaristas mais cautelosos – muitos secaram as vacas ou diminuíram os investimentos. Essas ações no passado dificultaram a retomada do crescimento da produção, já que a atividade leiteira é diária e seu planejamento tem efeitos tanto imediatos quanto nos meses posteriores.

 

Outro motivo é a redução considerável dos estoques de derivados lácteos. Isso está atrelado à recuperação do consumo, ancorado nos programas de auxílio emergencial. Há, também, que se destacar que, no primeiro semestre, o volume de importações de lácteos foi enxuto, devido à desvalorização do Real frente a moedas estrangerias – o que contribuiu para a demanda superar a oferta e para a concorrência acirrada das indústrias de laticínios na compra de matéria-prima.

 

EXPECTATIVA – De acordo com agentes de mercado, o movimento de alta no campo deve perder força nos próximos meses. Isso porque o final da entressafra se aproxima com o início da primavera e com condições climáticas mais favoráveis para a produção leiteira. Além disso, a indústria tem aumentado as importações de lácteos, visando diminuir a disputa pela compra de matéria-prima. Como consequência dessa expectativa de maior disponibilidade de leite e derivados, pesquisas do Cepea mostram que o preço médio do leite spot em Minas Gerais se elevou apenas 0,2% na primeira quinzena de setembro e recuou 5,5% na segunda quinzena do mês, chegando a R$ 2,61/litro.

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O acompanhamento diário das negociações de derivados durante a primeira quinzena de setembro também indicou desaceleração dos preços, devido à pressão dos canais de distribuição e ao endurecimento das negociações. Na parcial de setembro (considerando-se preços até o dia 29), as quedas nos valores médios da muçarela e do leite UHT negociados no estado de São Paulo foram de respectivos 1,5% e de 3,3%. Assim, existe uma tendência de estabilidade-queda para o preço do leite captado em setembro e a ser pago em outubro.

 

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o mercado lácteo aqui, por meio da Comunicação do Cepea e com a pesquisadora Natália Grigol: [email protected]

Fonte: CEPEA

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