Momento Agro

MANDIOCA/CEPEA: Em meio à pandemia, indústria de fécula e derivados diversifica produção e eleva oferta

Publicados

em


Clique aqui e baixe o release completo em word.

Cepea, 06/05/2021 – Em meio à pandemia de covid-19, o setor de fécula de mandioca buscou diversificar a produção, no intuito de manter aquecida a liquidez desse mercado. Isso é o que mostra o levantamento anual realizado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, em parceria com a Abam (Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca).

De acordo com o levantamento, além da fécula nativa, em 2020, o setor aumentou a produção de amidos modificados, de polvilho, de tapioca, de misturas para pães de queijo, entre outros. Os dados do Cepea mostram que a produção de fécula nativa teve participação de 60,7% no setor, seguido por polvilhos (azedo e doce), com participação de 17,3%; de modificados, de 13,2%; de tapioca, de 6,7%; e de misturas para pães de queijo, de 2,1%. Considerando-se a produção de todos esses itens, o setor teve utilização da capacidade industrial próxima da metade – ainda assim, a maior desde 2015.

O Cepea indica que a produção de fécula nativa de mandioca teve crescimento de 7,5% em 2020, somando 538,8 mil toneladas, o maior volume desde 2016. Considerando-se o preço médio anual da fécula nativa, o valor bruto da produção atingiu R$ 1,2 bilhão no ano passado, com um salto de 22,7% sobre o valor nominal de 2019. Porém, é preciso considerar que a inflação medida pelo IGP-DI foi de 13,05% no ano, corroendo, portanto, parte desse avanço.

Leia Também:  MANDIOCA/CEPEA: Maior interesse de venda eleva a pressão sobre valores

Do lado do consumo de fécula e outros derivados, os setores em destaque foram i) os atacadistas e de massas e ii) biscoitos e panificação, que representaram respectivos 23,1% e 20,3% do total. Outros setores importantes foram os de papel e papelão (6,7% do total), tapioca (6,2%), frigoríficos (6,0%), varejistas (5,1%), outras fecularias (4,0%) e indústria química (1,7%). Os outros 26,9% da produção total não tiveram destinos relatados pelas empresas consultadas pelo Cepea.

EXPECTATIVAS – Agentes estão otimistas no que se refere à produção de fécula e de outros derivados em 2021. No agregado, o setor espera aumento de 11,9% na produção neste ano, devido à possível melhora da economia frente ao que se foi verificado em 2020. Pesquisadores do Cepea ressaltam que o consumo de fécula e outros derivados tem correlação positiva com os indicadores macroeconômicos. Além disso, agentes do setor industrial também têm expectativa de aumento nas exportações em 2021 – até o momento (de janeiro a março/21), dados da Secex indicam que os embarques cresceram 3 vezes frente ao mesmo período do ano passado. Agentes também esperam reações de preços de raiz e fécula, tanto para este primeiro semestre quanto para a segunda metade de 2021.

Leia Também:  Vazio sanitário começa nesta terça-feira (15) em Mato Grosso

Pesquisadores do Cepea apontam que o maior desafio do setor parece estar na oferta de raiz de mandioca. As intensas valorizações de outras commodities agropecuárias, como soja, milho, trigo, boi de corte e cana-de-açúcar, diminuíram a atratividade da mandiocultura – que, destaca-se, é uma atividade de ciclo mais longo.

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre as pesquisas do Cepea a respeito do mercado de mandioca, clique aqui. Contatos: (19) 3429-8836 ou 8837 e [email protected] . Responsáveis: Pesquisadores Lucilio Alves e Fábio Isaias Felipe.

Fonte: CEPEA

Propaganda

Momento Agro

Vazio sanitário começa nesta terça-feira (15) em Mato Grosso

Publicados

em


Defesa Agrícola

Vazio sanitário começa nesta terça-feira (15) em Mato Grosso

Durante esse período os produtores não podem cultivar a soja

14/06/2021

O vazio sanitário da soja, safra 2021/2022, começa nesta terça-feira (15.06) e segue até o dia 15 de setembro, em Mato Grosso. Neste período fica proibida a presença de plantas vivas de soja e também o cultivo da cultura no Estado. A medida é uma estratégia de manejo de pragas e doenças, especialmente para o controle da ferrugem asiática da soja.   

“Este período é importante para o nosso setor, uma vez que 90 dias são suficientes para evitar a contaminação e proteger as nossas lavouras da ferrugem asiática, doença que tem um alto índice de devastação”, explica Fernando Cadore, presidente da Aprosoja MT.

Os produtores que desrespeitarem o período podem ser autuados e/ou multados. A multa para quem descumprir a medida é de 30 UPFs (Unidade Padrão Fiscal) mais 2 UPFs por hectare de planta não eliminada.

A equipe de Defesa Agrícola produziu um informe técnico (clique aqui) baseado na portaria Nº 306 de 2021, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a qual institui o Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja Phakopsora pachyrhizi (PNCFS).

Leia Também:  Nascentes em propriedades rurais na região Norte estão 99% preservadas

Fonte: Marcella Lírio

Assessoria de Comunicação

Contatos: Telefone: 65 3644-4215 Email: [email protected]

Fonte: APROSOJA

Continue lendo

MOMENTO POLICIAL

MOMENTO DESTAQUE

MOMENTO MULHER

MOMENTO PET

MAIS LIDAS DA SEMANA