Momento Agro

Para suinocultores de MT, entrada da carne suína dos EUA no Brasil agravaria a crise do setor

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“Um tiro no pé”. É assim que a Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) classifica a possibilidade da abertura das portas do Brasil para a carne suína produzida nos Estados Unidos. O assunto está na lista de acordos firmados durante o encontro entre os presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro, que se comprometeu a colocar em “avaliação” o pedido norte-americano.

Para Itamar Canossa, presidente da Acrismat, “pensar” em importar carne suína é algo que vai completamente contra a realidade do setor. O Brasil produz mais carne suína do que consome, precisando exportar cerca de 20% do que “sai das granjas” para que não sobre carne no mercado interno. Na avaliação dele, uma eventual entrada do produto dos Estados Unidos agravaria a crise enfrentada pelo setor, que – ainda hoje – tenta se recuperar das perdas financeiras acumuladas nos últimos anos, ocasionadas – principalmente – pela queda das exportações. Mato Grosso é o quinto maior produtor de carne suína do país, com um plantel de aproximadamente 178 mil matrizes e um rebanho que gira em torno de 2,5 milhões de animais.

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O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, também segue a mesma linha de raciocínio. Ele destaca que o Brasil é auto suficiente na produção de carne suína, o que torna o produto muito acessível para os nossos consumidores. Além disso, reforça que o país é um “player mundial” no segmento e precisa exportar e não importar carne suína. Lopes diz ainda que todo processo de abertura de mercado é lenta e que a ABCS está trabalhando junto ao Ministério da Agricultura para entender o que realmente foi acertado entre Trump e Bolsonaro. O presidente da ABCS relembrou ainda que “todo acordo bilateral é uma via de duas mãos”.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) também se posicionou sobre o assunto. Em nota, a entidade informou que “o setor de suínos do Brasil se manifestou em concordância com a abertura, ao mesmo tempo em que espera reciprocidade de tratamento com a autorização de todos os estados brasileiros para exportar carne suína para os EUA.”
 

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Momento Agro

IPPA/CEPEA: Alta de IPPA se desacelera em maio

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Cepea, 18/06/2021 – De abril para maio, o IPPA/CEPEA (Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários) registrou alta de 0,9%, em termos nominais, desacelerando o forte movimento que vinha sendo verificado nos meses anteriores. O resultado do índice geral reflete as variações positivas registradas no IPPA-Grãos, que aumentou 1,2%, e no IPPA-Cana-Café, que subiu 3,9%. Por outro lado, na mesma comparação, o IPPA-Hortifrutícolas recuou 8,3% e o IPPA-Pecuária ficou praticamente estável, com ligeiro avanço de 0,1%. Segundo pesquisadores do Cepea, o desempenho do índice de grãos reflete a variação positiva dos preços nominais do milho, do trigo e do algodão; por outro lado, o índice foi pressionado pela desvalorização do arroz. Para a pecuária, o índice foi influenciado pelos desempenhos dos preços do frango vivo e do leite; no caso do suíno vivo, após quatro meses de quedas consecutivas, tiveram alta modesta em maio, ao passo que o boi gordo se desvalorizou. As altas nominais observadas para os preços do café e da cana-de-açúcar respondem pelo avanço do índice composto por ambos os produtos. Já para os hortifrutícolas, a queda do índice se deve às baixas importantes, em termos nominais, dos preços da uva e da banana e, em menor intensidade, do tomate. Na mesma comparação, o IPA-OG-DI Produtos Industriais, calculado e divulgado pela FGV, teve alta de 3,4% – logo, de abril para maio, os preços agropecuários recuaram frente aos dos industriais da economia. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

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Fonte: CEPEA

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