Momento Cidades

AMM busca apoio para estruturar escolas municipais no retorno às aulas

Publicados

em


A Associação Mato-grossense dos Municípios – AMM está articulando uma reunião com a Secretaria de Estado de Educação para  debater a estruturação da rede municipal de ensino para o retorno às aulas, devido ao aumento dos casos de Covid-19 em Mato Grosso. O Governo do Estado decidiu nesta sexta-feira (15) que as aulas da rede estadual de ensino irão começar no próximo dia 8 de fevereiro, de forma não presencial (on line ou por meio de apostilas).

O presidente da AMM, Neurilan Fraga, disse que a decisão do retorno das atividades da rede municipal é atribuição dos prefeitos, mas normalmente o trabalho é em conjunto com o Governo do Estado porque as prefeituras  transportam os alunos da rede estadual. “Propus uma reunião entre a AMM e a Seduc para ver de que forma o Governo Estadual pode ajudar os  municípios na estruturação da rede física das escolas, na adoção do sistema híbrido de ensino ou na modalidade remota”, assinalou, destacando que boa parte das cidades mato-grossenses enfrenta problemas com o sinal de internet e falta de equipamentos para viabilizar as aulas on-line.  Fraga também sugeriu uma reunião ampliada com a participação dos prefeitos e a Seduc para debater o assunto  e alinhar o retorno das atividades escolares.

A União dos Dirigentes Municipais de Educação de Mato Grosso– Undime/MT  defende que a reabertura das escolas seja amparada por condições ideais de aprendizagem e adequadas condições higiênico-sanitárias. “Ressaltamos a importância de se constituir o Conselho Escolar Ampliado para a tomada de decisão conjunta quanto à retomada ou não das atividades presenciais. Esta recomendação faz parte do documento publicado pelo Ministério da Educação e que orienta os procedimentos para uma retomada segura das atividades escolares”, disse o presidente da Undime, Eduardo Ferreira da Silva.

Nesta quinta-feira (14) foi realizada na Seduc uma reunião para debater a modalidade de retorno das aulas. Durante a reunião, que contou com a presença do presidente da AMM, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) apresentou dados que apontam que Mato Grosso registrou mais de 4,6 mil casos de Covid-19 somente neste ano, com aumento também em internações em hospitais das redes pública e privada. A taxa de ocupação de leitos de UTI estava em 66,75% na manhã desta quinta-feira. Os números da SES revelam ainda que, dos 194 mil casos do novo coronavírus, 11.595 são de pessoas com até 17 anos, ou seja, na faixa etária escolar.

O Secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, disse que não considera este momento seguro para o retorno às salas de aula. Enfatizou que dentro de 15 dias Mato Grosso não deve ter mais leitos de UTI disponíveis. “Essa volta com segurança deve estar alicerçada na redução substancial de casos de Covid-19”.

O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, destacou que desde o início do ano os dados da pandemia são acompanhados pela Seduc, junto aos técnicos da SES. “Sempre deixei muito claro que estamos de olho nos números e que a decisão sobre o retorno às salas de aula seria tomada da forma mais responsável possível”, completou Alan.

Fonte: AMM

Leia Também:  PEC Emergencial: Senado mantém mínimos da saúde e educação, mas aprova trechos prejudiciais para municípios
Propaganda

Momento Cidades

Lideranças do movimento municipalista cobram urgência na vacinação contra a Covid-19

Publicados

em


Em nota oficial, o movimento municipalista brasileiro reforça a urgência da vacinação em massa da população contra a Covid-19, por meio do Programa Nacional de Imunização (PNI). O documento, que  é assinado pelos dirigentes da Confederação Nacional dos Municípios e das entidades estaduais, defende que a compra e a distribuição de todas as vacinas devem ser feitas pela União a fim de que se tenha igualdade entre todos os brasileiros.

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, Neurilan Fraga, que integra o Conselho Político da Confederação Nacional dos Municípios e também assina a nota, disse que o aumento do número de casos e de óbitos exige uma resposta rápida do governo federal, que tem que assumir o protagonismo no combate à pandemia. “Em reunião com o ministro da Saúde esta semana, reivindicamos um posicionamento sobre a aquisição e distribuição das doses, além do cumprimento do calendário de vacinação”, assinalou, destacando que a população deve ser melhor informada sobre o planejamento federal para a imunização em grande escala.

 A nota oficial destaca que, caso persista a indefinição em relação ao cumprimento do calendário de distribuição pelo governo federal, o movimento municipalista defende que haja uma negociação temporária dos estados e seus respectivos municípios para a aquisição suplementar das vacinas, respeitando-se o princípio constitucional de igualdade entre os brasileiros. “Nesse cenário de vácuo da União e falha do PNI, esse processo pode ser facilitado com a utilização dos 305 consórcios públicos que já atuam na área de saúde e que abrangem 3.612 municípios brasileiros, não sendo necessária e efetiva a criação de novas estruturas para esse fim”.

Leia Também:  Com queda do PIB, economia chega ao patamar do início de 2019

Sobre a aquisição suplementar da vacina, o ministro Eduardo Pazuello disse, durante reunião esta semana,  que toda vacina será distribuída por meio do Programa Nacional de Imunização. Sendo assim, o presidente da AMM solicitou que o ministério divulgue uma nota esclarecendo esse fato, pois algumas prefeituras e o estado estão com a intenção de comprar vacinas para imunizar a população.

A nota oficial também destaca que os prefeitos brasileiros entendem que esse é um momento crítico e no qual o papel de coordenação da União é indispensável para a sustentação da federação. Os municipalistas também defendem que é hora de despolitizar a pandemia para que todas as lideranças, em quaisquer dos níveis federativos, na sua ação pessoal, sirvam de exemplo, respeitem o distanciamento social, usem máscara e liderem com empatia e sentimento humanitário as suas populações.

“Não cabe uma transferência de responsabilidade – o tradicional “jogo de empurra” – em um momento dramático e sem precedentes como este. É urgente que todos – das três esferas de governo – trabalhem de forma harmônica e colaborativa para que, no menor prazo, seja possível aparelhar os hospitais, contratar leitos de UTI e, fundamentalmente, adquirir as vacinas, caminho único para que se retorne à tão necessária normalidade da vida econômica e social”.

Leia Também:  Prazo para prestação de contas do Programa Nacional de Alimentação Escolar termina dia 19 de março

Acesse aqui o documento

Fonte: AMM

Continue lendo

MOMENTO POLICIAL

MOMENTO DESTAQUE

MOMENTO MULHER

MOMENTO PET

MAIS LIDAS DA SEMANA