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Aprovado em edital Aldir Blanc, novo álbum da Tocandira será lançado hoje com fusão de jazz com rasqueado

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 Os fãs de jazz fusion têm motivo para comemorar. Na segunda-feira (20) será lançado disco com “sotaque cuiabano”, em que músicos da Tocandira adicionam ao gênero, também o rasqueado, rock, MPB e até disco music. O nome irreverente “Na Xá Cara” é resultado de pesquisas musicais e mix de técnicas apuradas e traduz o peso com que o som chega aos ouvidos de quem o escuta.

O novo trabalho da banda será disponibilizado nas principais plataformas de streaming, que podem ser acessadas no endereço https://linktr.ee/tocandira, a partir das 19h. Compõem o trio, o guitarrista Danilo Bareiro, o baterista Éder Uchôa e o baixista Wellington Berê.

O projeto do disco foi aprovado em edital da Lei Federal Aldir Blanc em Cuiabá, executada pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, com apoio do Conselho Municipal de Política Cultura de Cuiabá. Diretor artístico e produtor do disco, Danilo se emociona ao falar do trabalho, que tem produção executiva é de Vicente de Albuquerque.

“Foi um processo de produção único em nossas vidas. Diante do ‘chamado’ do edital nos lançamos a produzir músicas do zero e o resultado, para nós, foi incrível. Esse projeto se concretiza a partir do estímulo da política cultural”.

O disco tem sete faixas e renova a parceria dos músicos da banda e conta ainda com participações especiais do tecladista Igor Mariano e do saxofonista Phellyppe Sabo. Quem assina a mixagem é o áudio designer, Tchucka Jr.

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“Eu, Éder e Berê, parceiros de longa data e músicos que formam a Tocandira mergulhamos em um processo tão imersivo que por vezes alcançamos a marca de 24 horas de produção ininterrupta. Fechamos sete músicas, mas adiantamos, temos um bom material para um próximo disco”, anuncia Danilo Bareiro.

Na identidade plural do disco, ele enfatiza que a pesquisa com ritmos regionais de Éder Uchôa influenciou muito e assim, o rasqueado e o cururu se fizeram presentes. Caso, de “Jazz queira ou não”. Essa música tem a participação de Igor Mariano. “Ficou um jazz com rasqueado, com pop e até disco music”, descreve Danilo, ao falar da música mais ensolarada.

Outra música, a “32 passos para o precipício” – ideia de Éder Uchôa -, tem acordes complexos aos quais foram adicionados samplers de internet. “Ficou um monstro elaborado. Passei 12 horas compondo os arranjos e Wellington fez a melodia”, diverte-se Danilo.

“Já a Lamflex começou com uma proposta de lambadão, mas acabou que a influência do metal se sobrepôs. A propósito, a presença do metal é marcante no disco todo por causa do pedal duplo que o Éder utiliza. Já Berê se utiliza muito da técnica de slap no contrabaixo. Ele foi influenciado pelos estudos que vêm desenvolvendo”, aponta.

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“Cajueiro rei e os cajus do arco-íris”, com o sax de Phe Sabo, no que diz respeito ao local de criação, tem tudo a ver com a cultura cuiabana. Compusemos debaixo de um cajueiro. Naquele dia chovia muito e um arco-íris surgiu por detrás dele”, relembra.

“Flores de Gardênia” foi presente para Gardês, casada com Wellington Berê. “Ele saiu para busca-la porque íamos comemorar o aniversário dela e quando voltaram, a música já estava composta”.

Outra faixa, foi dedicada a Cristhiane. Ganhou o título “Shé”, apelido carinhoso dado por Danilo à esposa.

Por fim, Na Xá Cara é um híbrido de todas as influências, técnicas e gêneros que delinearam a trajetória dos três músicos. “E é principalmente, fruto de tudo que está rolando na nossa mente atualmente: tem slap, metal, rasqueado e compasso sete por quatro. Ela descende de uma música que compus quando tinha um projeto com Éder, o Jaburu”.

Danilo celebra o momento e acredita que o disco vai trazer frescor na vida de quem curte um bom jazz fusion. “Afinal, sabemos por experiência das apresentações na noite mato-grossense, da observação de nossas andanças pelo Estado, que há um público consumidor ávido por trabalhos como este”.

 

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HMC atende a 90 pacientes oriundos de 44 municípios de Mato Grosso

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Luiz Alves/Secom

 

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Censo realizado nesse sábado (23) revela que o Hospital Municipal de Cuiabá Dr. Leony Palma de Carvalho – HMC mantém internados 90 pacientes vindos de 44 municípios do interior de Mato Grosso. Os que mais têm munícipes sendo atendidos no HMC são Várzea Grande (15 pacientes), Diamantino, Tangará da Serra, Rosário Oeste (5 pacientes cada), Brasnorte (4 pacientes), Arenápolis, Barra do Bugres, Rondonópolis, Sapezal e Sinop (3 pacientes cada), Campo Verde, Colniza, Nobres, Nova Mutum, Pontes e Lacerda, Santo Antônio de Leverger e Vila Rica (2 pacientes cada). As cidades de Chapada dos Guimarães, Comodoro, Paranatinga, Nova Lacerda, Juruena, Lucas do Rio Verde, Tabaporã, Aripuanã, Juína, Lambari D’Oeste, Nova Olímpia, Cotriguaçu, Porto Estrela, Nova Marilândia, Confresa, Santo Ângelo, Nova Bandeirantes, Acorizal, Colíder, Sorriso, Água Boa, Cáceres, Juara, Poconé, Nova Nazaré, Jaciara e Matupá também não puderam oferecer a assistência necessária a seus munícipes, que foram acolhidos no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC).

Esses pacientes ocupam 40,9% dos leitos de enfermaria adulto e pediátrica, UTI adulto e pediátrica e do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) da unidade, sem contar a urgência e emergência.

Desde o início da pandemia de covid-19, o HMC tem atuado em seu limite máximo de capacidade, atendendo a pacientes de Cuiabá, do interior e, por vezes, até mesmo de estados vizinhos, uma vez que o sistema de saúde ficou voltado majoritariamente para casos de covid-19 e o HMC tem mantido os demais atendimentos.

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O diretor da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), que administra o HMC, Vinícius Gatto, relata que, mesmo não sendo o fluxo regular, por vezes o HMC tem recebido demandas de porta aberta. “É corriqueiro chegar à porta do novo Pronto Socorro ambulâncias que vêm do interior com pacientes que sequer foram encaminhados pela Central de Regulação Estadual e que não conseguiram atendimento em suas cidades de origem. Para não negar atendimento e salvar vidas, recebemos essas pessoas que precisam de ajuda”, afirma.

O diretor destaca ainda que há seis pacientes internados no HMC que já poderiam ter voltado para suas casas, o que não foi possível pois estão à espera do serviço de home care, de responsabilidade do governo estadual. “Enquanto esses pacientes não são liberados, a admissão de novos pacientes na internação fica prejudicada e muitos pacientes ficam aguardando na urgência e emergência, mas sempre recebendo toda a assistência”, relata o gestor da unidade hospitalar.  Em relação a esses pacientes, e equipe gestora do HMC entrou em contato com reguladores da Central de Regulação do Estado neste final de semana, inclusive convidando-os para verificar in loco a realidade e encontrar uma solução conjunta. Depois dessa interlocução, dois pacientes já estão sendo encaminhados para o serviço de home care.

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Desde a inauguração total, em 2019, até a segunda semana de outubro de 2021, o HMC realizou 106.968 atendimentos, sendo 56.355 de urgência e emergência, 33.593 no ambulatório, 14.993 nas internações e UTIs, 407 no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), 2.027 no setor de Pediatria. Também foram realizados 13.465 cirurgias e 1.123.191 exames. A unidade hospitalar também conta, desde julho de 2020, com o Espaço de Acolhimento da Mulher Vítima de Violência, que já ultrapassou 400 acolhimentos às mulheres e seus filhos. Mais recentemente, com a transferência do programa SOS AVC do São Benedito (que ficou exclusivo para casos de covid-19, em março de 2021) para o HMC, 267 pacientes já tiveram suas vidas salvas pela equipe especializada, algo único em todo o estado.

Além disso, o HMC tem oferecido serviços de qualidade, mesmo sem contar com o cofinanciamento do governo do Estado. Somente no último 29 de setembro é que a Comissão Intergestores Bipartite (CIB) aprovou a pactuação de 40 leitos de UTI adulto no HMC. Antes disso, a Prefeitura de Cuiabá é que vinha custeando toda a estrutura, contando apenas com aporte da União, ao passo que o financiamento deveria ser tripartite, ou seja, federal, estadual e municipal.

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