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Comissão da Covid-19 ouve presidente da CNM, ações dos Municípios ganham destaque

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“Nossa posição continua sendo a de que nenhum brasileiro, Estado ou Município é melhor do que outro. O pacto federativo não pode ser quebrado, e ele não admite privilégios”, afirmou o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Glademir Aroldi. Ele participou de audiência pública da Comissão Temporária da Covid-19, ocorrida nesta segunda-feira, 12 de abril, mediada pelo presidente do colegiado, senador Confúcio Moura (MDB-RO).

O debate propôs discutir as dificuldades dos gestores locais no enfrentamento da pandemia, o cumprimento do plano de vacinação e a capacidade de atendimento e condições de abastecimento dos sistemas de saúde municipais. Durante sua fala, Aroldi disse que o ideal é que todas as vacinas sejam disponibilizadas pelo Plano Nacional de Imunização (PNI) para não prejudicar as regiões mais vulneráveis.

“A vacinação é o caminho de médio prazo para preservar a saúde dos brasileiros e a retomada econômica e social do país”, disse. Contudo, com base nas ações da entidade de monitoramento dos fornecedores de vacinas no mundo, o líder municipalista sinalizou que a compra individualizada é uma ilusão, pois não existe esta oferta no mercado. Ele defende o destino da compra privada, integralmente, ao PNI para a vacinação dos grupos prioritários. 

Na contramão
No início de sua apresentação, o presidente da Confederação contou que as entidades municipalistas têm atuado diuturnamente para orientar os gestores locais, mas as indefinições, as idas e vindas das decisões e a instabilidade dos regramentos trazem preocupações e dificultam as ações. “Observamos que as medidas de distanciamento adotadas, sem nenhuma coordenação e planejamento, muito ao contrário, com a posição adversa do governo federal, põe em xeque a importância das ações restritivas”.

Segundo Aroldi, os resultados que poderiam ser promissores, repercutem tardiamente, levando os sistemas de saúde ao caos. “Falta também um mapeamento nacional da propagação das novas variantes, que combinado com uma baixa testagem da população, resultam em um cenário: estamos apenas enxugando gelo”, desabafou. “Lá na ponta, o gestor não está conseguindo fazer frente às medidas necessárias para sairmos deste pico da pandemia”, completou.

Coordenação
Para o presidente da CNM, os gestores municipais precisam do Congresso Nacional para implementar ações, sob a coordenação do governo, para minimizar o atual descontrole. Ao comparar a situação atual a um cenário de guerra, em que faz-de necessário tomar as rédeas com coordenação, Aroldi garantiu: “não existe estoque de vacinas nos Municípios e as vacinas estão sendo administradas de acordo com as orientações do Ministério da Saúde, o qual orientou a reserva do imunizante para a aplicação da 2º dose”.

“É preciso deixar claro que a diferença nos números de doses entregues e aplicadas não corresponde à realidade”, afirmou. Há problemas entre a saída dos imunizantes e a chegada na ponta, além do registro no sistema ser efetuado com algum delay. “São várias as reclamações de Municípios com problemas de carregamento das informações pelo sistema do Ministério da Saúde, que apresenta grande instabilidade, o que atrasa ainda mais o registro das doses já aplicadas”, contou o presidente da CNM.

Capacidade
Os Municípios, segundo confirma Aroldi, possuem capacidade de aplicar 1,5 milhões de doses/dia e podem ampliar essa meta rapidamente. Os resultados das pesquisas semanais da entidade também ganharam espaço na apresentação. Dentre os problemas identificados está a rápida saturação da Rede de Atenção Especializada levou também ao aumento explosivo de atendimentos na Atenção Primária, válvula de escape para os pacientes que não encontram leitos nos hospitais.

Ao reconhecer que a guerra do Brasil contra a pandemia é travada nos Municípios, o senador Wellington Fagundes (PL-MT) apresentou algumas perguntas dos demais colegas, assim como vice-presidente do colegiado, o senador Styvenson Valentim (Podemos-RN), e outros integrantes da comissão e demais senadores também fizeram o uso da palavra. Em resposta às colocações, o presidente da CNM reafirmou: “O ritmo da vacinação no Brasil depende da disponibilização de doses, mas não existem vacinas suficientes nos postos de saúde dos Municípios”.

Conflito federativo
Ainda em resposta aos participantes, Aroldi destacou que não se pode criar um conflito federativo e nem tão pouco fragilizar o Sistema Único de Saúde (SUS), que foi construído, a duras penas, aos longos dos anos. “Precisamos valorizar essas estruturas, porque, agora, reduziu a necessidade de leitos de UTI? E ainda temos mais de mil Municípios com essa necessidade, com pacientes em estado grave, sem conseguir leitos de UTI? Esse número era maior, por que diminuiu?” questionou o presidente da entidade.

Ele disse: “pelas medidas adotadas pelos gestores municipais e estaduais. Essas medidas foram prejudicadas e mal compreendidas pela população pelas manifestações do líder maior, que vem atrapalhando o processo”. “As medidas estão sendo tomadas, em cada Município do Brasil, conforme a necessidade e o prefeito, com muita responsabilidade, dialogando com a sociedade organizada”, completou. Aroldi mencionou alguns exemplos de como os gestores e as equipes de saúde têm vencido desafios para promover a vacinação nas mais remotas localidades do país.

Apoio Financeiro
Sobre a queda da arrecadação e o impacto nos cofres municipais, o líder municipalista confirmou a necessidade de um apoio financeiro por parte da União para que seja possível continuar tendo as condições mínimas de atender a população. Já em relação ao reflexo no empobrecimento da população, o Projeto Município Parto Cheio foi citado como boa prática. Ao ser questionado sobre o tratamento precoce, defendeu a ciência e o tratamento de eficácia comprovada.

Por fim, Aroldi enalteceu as ações e os esforços de cada prefeito e citou a necessidade de reformulação do Pacto Federativo. “A nossa participação no bolo tributário é muita pequena e nossas atribuições são muitas. O recurso não comporta mais atender todas as atribuições repassadas, especialmente pelo governo federal, ao longo dos anos. Isso precisa ser corrigido”, disse ao defender também uma ampla reforma tributária, que garanta segurança jurídica ao empresariado e uma melhor definição de competências e de recursos.

Fonte: AMM

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LUCAS DO RIO VERDE

Corrida Setembro Amarelo é marcada pela alegria e boa participação dos luverdenses

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A segunda etapa do Circuito Municipal de Corrida de Rua, das quatro previstas, foi realizada neste domingo (26) pela Prefeitura de Lucas do Rio Verde e Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE). Além dos atletas, o evento esportivo foi acompanhado por autoridades e familiares dos atletas, que estiveram à beira do circuito torcendo pelos competidores.

O evento foi organizado pela  Secretaria de Esporte e Lazer, com apoio das secretarias de  Saúde, de Infraestrutura e Obras e de Segurança e Trânsito, além da parceria com o Corpo de Bombeiros e empresas privadas.

Para essa segunda etapa, a Corrida Setembro Amarelo, teve 200 inscrições efetivadas. Dessas, cerca de 100 atletas já haviam participado da primeira edição, em agosto deste ano.

Para dar a largada, às 7h, o prefeito Miguel Vaz, acompanhado da primeira-dama Janice Ribeiro, destacou a retomada do esporte. “Avançamos na vacinação e os nossos dados mostram isso. Então a gente começa a superar essa pandemia e retomar, mesmo que de maneira gradativa, essas atividades que movimentam a cidade”.

O evento esportivo teve largada na rotatória da Prefeitura de Lucas do Rio Verde e reuniu pessoas das mais diversas faixas etárias. 

David Ivo tem 63 anos e usou da sua experiência para chegar à frente dos demais na categoria, conquistando assim a primeira colocação. “Graças a Deus eu consegui terminar a prova, tranquilo, não forcei, correndo no meu limite. O esporte pra mim representa saúde”.

Na categoria 16 a 29 anos, o jovem Elizeu Santos, de 22 anos, foi quem cruzou a linha de chegada primeiro. “Esse é um evento muito bem organizado. A Secretaria sempre abre as portas para os jovens atletas e isso é muito bom. Eu já corro há quatro anos e estou me preparando agora para o estadual em Cuiabá, no mês de outubro, então só tenho a agradecer esse incentivo da secretaria.” 

No Geral Feminino, Antônia de Willian Carvalho foi quem conquistou a primeira colocação. “Essa corrida é muito importante para nós que estamos voltando agora, depois dessa pandemia. Hoje, apesar de estar lesionada, meu desempenho foi bem melhor do que na primeira edição”.

Dentre as tantas associações presentes, estava a ACCOR – Associação dos Corredores de Rua de Lucas do Rio. Na linha de chegada, a presidente do grupo, Cristiane Tanaka, gritava palavras de otimismo e força, em apoio aos competidores. “Faz parte do esporte a gente incentivar. Eu sempre falo para esses atletas que a chegada é um símbolo de superação. Muitos aqui começaram a correr agora, outros já estão aí há muitos anos. Então é muito importante completar o percurso e o resultado é consequência”.   

“Nós da secretaria ficamos muito felizes em ver essa participação da população. Estamos com outros eventos acontecendo na cidade, devemos iniciar mais alguns em breve e a gente espera retomar, mesmo que aos poucos, a prática esportiva em Lucas do Rio Verde”, disse o secretário de Esporte e Lazer, Jackson Lopes.
 
Ainda este ano, outras duas edições do esporte devem ocorrer, concluindo assim todas as etapas da Corrida Quatro Estações. 

Abaixo você pode conferir todos os resultados.

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