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IPDU inicia a segunda etapa do processo de revisão do Plano Diretor de Cuiabá

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Gustavo Duarte

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Cuiabá já iniciou a segunda etapa do processo de revisão do Plano de Desenvolvimento Urbano.  Nessa fase, já foram realizadas duas audiências públicas, nos bairros Jardim das Américas e Cidade Alta. Durante os eventos, temáticas relacionadas ao meio ambiente (como a recuperação de rios e córregos), a desburocratização dos processos administrativos, construção de calçadas, asfaltamento foram amplamente debatidos.

Os encontros são coordenados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano e Sustentável,  por meio do Instituto de Planejamento e Desenvolvimento Urbano e Sustentável (IPDU).

“Cumprimos mais uma etapa do processo de revisão do Plano Diretor, iniciado em 2019. Essas audiências servirão de base para construção de elementos, mais especificamente diretrizes e objetivos específicos, e podem constar no plano de desenvolvimento do município”, declarou o diretor técnico do Plano Diretor e coordenador do processo, Lauro Carneiro.

O processo de revisão foi dividido em etapas: sendo a 1ª etapa de Diagnóstico- para conhecimento e reconhecimento; já a 2ª etapa de Prognóstico- propostas e construção de projetos e objetivos. Por fim, a 3ª etapa- Legalização dos objetivos- elaboração de uma minuta de lei.

“Estamos realizando audiências setoriais,  regionalizadas, e distritos rurais para que ao final seja feita uma audiência pública geral para pactuação do processo inteiro. O ideal é que seja realizada vinte dias após a última audiência. Precisamos aguardar o andamento das etapas”, elencou o diretor.

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Até o dia 2 de outubro serão realizadas outras oito (8) audiências públicas nas quatro regionais da capital para que os moradores e lideranças comunitárias apresentem as principais demandas, em, transparência ao processo.

“A apresentação desses apontamentos irá contribuir na elaboração de um planejamento urbano para o futuro, definindo o que é possível de se colocar em práticas, as políticas públicas viáveis para os próximos 10 anos. Além do mais, esse plano, ao final de todas as etapas será transformada em lei municipal”, esclareceu Lauro Carneiro. 

Durante os encontros, o secretário municipal de lideranças comunitárias, Ricardo Lobo agradeceu a presença dos representantes . “Pois por mais que muitos pensem que o Plano será executado a curto, médio e longo prazo, todos tem o direito e o dever de colaborar com o processo de reconstrução da cidade. É importante que todos tenham a consciência de fazer a nossa parte enquanto líderes comunitários. Devemos apontar os caminhos, seja em qual segmento for, para que uma hora dessas, as benfeitorias cheguem na comunidade da gente. Somente dessa forma, é que mais tarde, possamos cobrar a efetivação dessas melhorias para que cheguem lá na ponta, à população de uma forma geral que tanto precisa do poder público”, afirmou o secretário. 

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“Cada dia é uma luta, uma batalha. Aqui é a casa dos presidentes da regional leste. Aqui é que chegam as demandas. Isso só aumenta o laço da regional com a Prefeitura de Cuiabá. Muitos dizem que não querem mais citar algo pois nunca foram atendidos. No entanto, se não apontar, aí sim que os benefícios não chegam nas comunidades. Esse é o papel dos presidentes de bairro. Correr atrás para conseguir uma Cuiabá cada vez mais humanizada e melhor para se viver”, ponderou o subprefeito da Regional Leste, Paulo Peixe.

Próxima etapa:

A terceira audiência pública, será na noite desta quinta-feira (16), a partir das 18h40, na Escola Municipal Aristotelino Alves Praieiro, situada à Avenida 4, nº 984, esquina com a rua Projeta, no bairro 1º de março, Cuiabá. “A minha gestão trabalha todos os dias com foco em tornar Cuiabá uma cidade cada vez mais moderna, com mais qualidade de vida para a nossa gente, mais sustentável, com melhor mobilidade urbana e preservando nosso patrimônio histórico. E é por isso que estamos dando continuidade com a revisão do Plano Diretor, escutando as pessoas, porque a cidade é feita para elas, a gestão Emanuel Pinheiro trabalha para elas”, finalizou o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro.

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HMC atende a 90 pacientes oriundos de 44 municípios de Mato Grosso

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Luiz Alves/Secom

 

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Censo realizado nesse sábado (23) revela que o Hospital Municipal de Cuiabá Dr. Leony Palma de Carvalho – HMC mantém internados 90 pacientes vindos de 44 municípios do interior de Mato Grosso. Os que mais têm munícipes sendo atendidos no HMC são Várzea Grande (15 pacientes), Diamantino, Tangará da Serra, Rosário Oeste (5 pacientes cada), Brasnorte (4 pacientes), Arenápolis, Barra do Bugres, Rondonópolis, Sapezal e Sinop (3 pacientes cada), Campo Verde, Colniza, Nobres, Nova Mutum, Pontes e Lacerda, Santo Antônio de Leverger e Vila Rica (2 pacientes cada). As cidades de Chapada dos Guimarães, Comodoro, Paranatinga, Nova Lacerda, Juruena, Lucas do Rio Verde, Tabaporã, Aripuanã, Juína, Lambari D’Oeste, Nova Olímpia, Cotriguaçu, Porto Estrela, Nova Marilândia, Confresa, Santo Ângelo, Nova Bandeirantes, Acorizal, Colíder, Sorriso, Água Boa, Cáceres, Juara, Poconé, Nova Nazaré, Jaciara e Matupá também não puderam oferecer a assistência necessária a seus munícipes, que foram acolhidos no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC).

Esses pacientes ocupam 40,9% dos leitos de enfermaria adulto e pediátrica, UTI adulto e pediátrica e do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) da unidade, sem contar a urgência e emergência.

Desde o início da pandemia de covid-19, o HMC tem atuado em seu limite máximo de capacidade, atendendo a pacientes de Cuiabá, do interior e, por vezes, até mesmo de estados vizinhos, uma vez que o sistema de saúde ficou voltado majoritariamente para casos de covid-19 e o HMC tem mantido os demais atendimentos.

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O diretor da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), que administra o HMC, Vinícius Gatto, relata que, mesmo não sendo o fluxo regular, por vezes o HMC tem recebido demandas de porta aberta. “É corriqueiro chegar à porta do novo Pronto Socorro ambulâncias que vêm do interior com pacientes que sequer foram encaminhados pela Central de Regulação Estadual e que não conseguiram atendimento em suas cidades de origem. Para não negar atendimento e salvar vidas, recebemos essas pessoas que precisam de ajuda”, afirma.

O diretor destaca ainda que há seis pacientes internados no HMC que já poderiam ter voltado para suas casas, o que não foi possível pois estão à espera do serviço de home care, de responsabilidade do governo estadual. “Enquanto esses pacientes não são liberados, a admissão de novos pacientes na internação fica prejudicada e muitos pacientes ficam aguardando na urgência e emergência, mas sempre recebendo toda a assistência”, relata o gestor da unidade hospitalar.  Em relação a esses pacientes, e equipe gestora do HMC entrou em contato com reguladores da Central de Regulação do Estado neste final de semana, inclusive convidando-os para verificar in loco a realidade e encontrar uma solução conjunta. Depois dessa interlocução, dois pacientes já estão sendo encaminhados para o serviço de home care.

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Desde a inauguração total, em 2019, até a segunda semana de outubro de 2021, o HMC realizou 106.968 atendimentos, sendo 56.355 de urgência e emergência, 33.593 no ambulatório, 14.993 nas internações e UTIs, 407 no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), 2.027 no setor de Pediatria. Também foram realizados 13.465 cirurgias e 1.123.191 exames. A unidade hospitalar também conta, desde julho de 2020, com o Espaço de Acolhimento da Mulher Vítima de Violência, que já ultrapassou 400 acolhimentos às mulheres e seus filhos. Mais recentemente, com a transferência do programa SOS AVC do São Benedito (que ficou exclusivo para casos de covid-19, em março de 2021) para o HMC, 267 pacientes já tiveram suas vidas salvas pela equipe especializada, algo único em todo o estado.

Além disso, o HMC tem oferecido serviços de qualidade, mesmo sem contar com o cofinanciamento do governo do Estado. Somente no último 29 de setembro é que a Comissão Intergestores Bipartite (CIB) aprovou a pactuação de 40 leitos de UTI adulto no HMC. Antes disso, a Prefeitura de Cuiabá é que vinha custeando toda a estrutura, contando apenas com aporte da União, ao passo que o financiamento deveria ser tripartite, ou seja, federal, estadual e municipal.

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